Leitura Orante em Paulo Apóstolo


LEITURA ORANTE  DE SÃO PAULO (28/04/2014)
Texto: 1Ts 3,1-10.
Tema: Tribulações

Iniciemos com a
Oração ao Apóstolo São Paulo
Ó São Paulo,
Patrono de nossa Arquidiocese
discípulo e missionário de Jesus Cristo: 
ensina-nos a acolher a Palavra de Deus
e abre nossos olhos à verdade do Evangelho.
Conduze-nos ao encontro com Jesus,
contagia-nos com a fé que te animou
e infunde em nós coragem e ardor missionário,
para testemunharmos a todos que
Deus habita esta Cidade imensa
e tem amor pelo seu povo!
Intercede por nós e pela Igreja de São Paulo,
ó santo apóstolo de Jesus Cristo! Amém.
São Paulo Apóstolo, Rogai por nós!

1º passo - Leitura – O que diz o texto bíblico?

Encontre e marque na sua Bíblia: 1Ts 3,1-10. 
Oração ao Divino Espírito Santo.
Vinde, Espírito Santo, 
enchei os corações dos vossos fiéis 
e acendei neles o fogo do vosso amor. 
- Enviai o vosso Espírito e tudo será criado 
- e renovareis a face da terra.
Oremos : Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis 
com a luz do Espírito Santo, 
fazei que apreciemos retamente todas as coisas 
segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. 
Por Cristo, Senhor nosso. Amém!

Ler pausadamente, procurando entender bem o sentido das palavras.

Assim, não podendo mais esperar, resolvemos ficar sozinhos em Atenas, e enviar-vos Timóteo, nosso irmão e ministro de Deus no Evangelho de Cristo. 
Ele tem a missão de vos fortalecer e encorajar na vossa fé,
a fim de que, em meio às presentes tribulações, ninguém se amedronte. Vós mesmos sabeis que esta é a nossa sorte.
Estando ainda convosco, vos predizíamos que haveríamos de padecer tribulações. É o que aconteceu e estais sabendo.
É este o motivo por que, não podendo mais suportar a demora, mandei colher informações a respeito da vossa fé, pois receava que o tentador vos tivesse seduzido e resultasse em nada o nosso trabalho.
Mas, agora, Timóteo acaba de voltar da visita que vos fez, trazendo excelentes notícias da vossa fé e caridade. Ele nos falou da afetuosa lembrança que de nós sempre guardais e do desejo que tendes de nos rever, desejo que é também nosso.
Assim, irmãos, fomos consolados por vós, no meio de todas as nossas angústias e tribulações, em virtude da vossa fé.
Agora, sim, tornamos a viver, porque permaneceis firmes no Senhor.
E como poderíamos agradecer a Deus por vós, por toda a alegria que tivemos diante dele por vossa causa?!
Noite e dia, com intenso, extremo fervor, oramos para que nos seja dado ver novamente a vossa face e completar o que ainda falta à vossa fé.

Vamos ler novamente, em silêncio.

O que diz o texto?
 Paulo envia Timóteo para encorajar e animar os tessalonicenses. Por quê?
Para que em meio a  tribulações, ninguém se amedronte
Mas, Paulo diz que já havia lhes falado das tribulações que sofreriam.
O que seriam estas tribulações?
Penso que poderiam ser perseguições como sofriam os primeiros cristãos.
Opressões que vinham dos inimigos de Cristo.
Das estruturas que se sentiam ameaçadas com os princípios cristãos,
E muitos sofreram nos inícios, como por exemplo, Estevão.
E o próprio Paulo que foi até açoitado, preso, e no final, decapitado.
Os seguidores de Jesus corriam o mesmo risco de sofrerem como o Mestre. Estas e outras coisas eram as tribulações.
Agora, vamos refletir. 

 2º passo – Meditação: O que o texto diz para mim, para nós, para o mundo de hoje? Tem semelhanças? Diferenças? Há outros textos bíblicos semelhantes a este?

Leia e descubra no texto indicado, as tribulações de Paulo
Procure em 2 Cor 6, 3-10 – leia este texto e veja que tipo de tribulações  sofreu Paulo. Depois pare em uma,  aquela que segundo você também nós sofremos, hoje.
Reflita também nestes outros textos:
O próprio Apóstolo Paulo, fala das tribulações que sofreu, também em outros momentos.
2Cor 1,8 -10
Irmãos, não queremos que vocês ignorem isto: a tribulação que sofremos na Ásia nos fez sofrer muito, além de nossas forças, a ponto de perdermos a esperança de sobreviver. Sim, nós nos sentíamos como condenados à morte: a nossa confiança já não podia estar apoiada em nós, mas em Deus que ressuscita os mortos. Foi Deus quem nos libertou dessa morte, e dela nos libertará; nele colocamos a esperança de que ainda nos libertará da morte. 

Rm 5, 3-7
Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança produz a fidelidade comprovada, e a fidelidade comprovada produz a esperança. E a esperança não engana, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. De fato, quando ainda éramos fracos, Cristo, no momento oportuno, morreu pelos ímpios. Dificilmente se encontra alguém disposto a morrer em favor de um justo; talvez haja alguém que tenha coragem de morrer por um homem de bem. Mas Deus demonstra seu amor para conosco porque Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores.

2Cor 4,14-18
Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, também nos ressuscitará com Jesus e nos colocará ao lado dele juntamente com vocês. E tudo isso se realiza em favor de vocês, para que a graça, multiplicando-se entre muitos, faça transbordar a ação de graças para a glória de Deus. É por isso que nós não perdemos a coragem. Pelo contrário: embora o nosso físico vá se desfazendo, o nosso homem interior vai se renovando a cada dia. Pois a nossa tribulação momentânea é leve, em relação ao peso extraordinário da glória eterna que ela nos prepara. Não procuramos as coisas visíveis, mas as invisíveis; porque as coisas visíveis duram apenas um momento, enquanto as invisíveis duram para sempre.

Rm 8,35-39
Quem nos poderá separar do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? Como diz a Escritura: «Por tua causa somos postos à morte o dia todo, somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro.» Mas, em todas essas coisas somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes nem as forças das alturas ou das profundidades, nem qualquer outra criatura, nada nos poderá separar do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor.

2Cor 7,5
Na verdade, quando chegamos à Macedônia, nossa pobre pessoa não teve um momento de sossego; sofremos toda espécie de tribulação: por fora, lutas; por dentro, temores.


Para entender melhor

Veja esta parábola:
Tribulação ou graça?


O único sobrevivente de um naufrágio foi parar em uma pequena ilha desabitada fora de qualquer rota de navegação. Ele  pedia a DEUS para ser resgatado, mas os dias passavam e nenhum socorro vinha. Mesmo exausto, construiu um pequeno abrigo de madeira para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais; também para guardar seus poucos pertences. 

Um dia, saiu em busca de alimento e, quando voltou, encontrou sua cabana em chamas, com altas nuvens de fumaça.

Terrivelmente desesperado e revoltado, ele gritava chorando: "O pior aconteceu! Perdi tudo! DEUS, por que fizeste isso comigo?" Chorou tanto que adormeceu, profundamente cansado.

No dia seguinte, bem cedinho, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava:
- Viemos resgatá-lo, disseram.
- Como souberam que eu estava aqui? - perguntou ele.
- Nós vimos o seu sinal de fumaça.

É comum sentirmo-nos desencorajados e até desesperados quando as coisas vão mal. Mas DEUS age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento.
Devemos sempre lembrar, que se algum dia o nosso único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até nós a graça divina.

3º passo – Oração: O que o texto me leva a dizer a Deus? 

Reze conosco um Salmo que nos leva a confiar em Deus em qualquer situação estejamos:


SALMO 91 (90) 

O justo confia em Deus
Você que habita ao amparo do Altíssimo, 
e vive à sombra do Onipotente, diga ao Senhor: 
«Meu refúgio, minha fortaleza, meu Deus, eu confio em ti!» 
Ele livrará você do laço do caçador, e da peste destruidora.
Ele o cobrirá com suas penas, e debaixo de suas asas você se refugiará. 
O braço dele é escudo e armadura.
Você não temerá o terror da noite, nem a flecha que voa de dia,
nem a epidemia que caminha nas trevas, nem a peste que devasta ao meio-dia.
Caiam mil ao seu lado e dez mil à sua direita, a você nada atingirá.
Basta que você olhe com seus próprios olhos, para ver o salário dos injustos,
porque você fez de Javé o seu refúgio e tomou o Altíssimo como defensor.
A desgraça jamais o atingirá, e praga nenhuma vai chegar à sua tenda,
pois ele ordenou aos seus anjos que guardem você em seus caminhos.
Eles o levarão nas mãos, para que seu pé não tropece numa pedra.
Você caminhará sobre cobras e víboras, e pisará leões e dragões.
«Eu o livrarei, porque a mim se apegou. 
Eu o protegerei, pois conhece o meu nome.
Ele me invocará, e eu responderei.
Na angústia estarei com ele. Eu o livrarei e glorificarei.
Vou saciá-lo de longos dias e lhe farei ver a minha salvação».

 4º passo – Contemplação: Qual o novo olhar que o texto desperta em nós? 

No clima da ressurreição vou aprender a viver minha fé mesmo em momentos difíceis, de tribulação, de desafios. Vou viver de fé.

Graça e Paz!




Leitura Orante em Paulo Apóstolo
Dia : 15 de abril de 2014
Tema: Jerusalém ou Babilônia

Jerusalém antiga

Babilônia antiga


1. Oração ao Apóstolo São Paulo

Ó São Paulo,
discípulo e missionário de Jesus Cristo:
ensina-nos a acolher a Palavra de Deus
e abre nossos olhos à verdade do Evangelho.
Conduze-nos ao encontro com Jesus e
contagia-nos com a fé que te animou

São Paulo Apóstolo, Rogai por nós!

O papa Francisco manda um recado para todos nós: Como é doce estar diante do Crucifixo, ficar simplesmente sob o olhar cheio de amor do Senhor! (papa Francisco, 12/04/2014).

2. O método

1º Momento - Leitura (Verdade) – O que diz o texto?

Vejamos: 1Ts 2,17-20. Vamos a uma primeira leitura:
Irmãos, já faz algum tempo que estamos separados de vocês, longe dos olhos, mas não do coração, e por isso temos o mais vivo e ardente desejo de tornar a vê-los.

Quisemos visitá-los. Eu mesmo, Paulo, mais de uma vez quis fazer isso. Satanás, porém, nos impediu.

De fato, quem, senão vocês, será a nossa esperança, a nossa alegria e a nossa coroa diante de nosso Senhor Jesus, no dia de sua vinda? Sim, nossa glória e alegria são vocês!

Ler uma segunda vez. Deter-se nas palavras mais fortes.
Muitas vezes precisaremos lançar mão de algum subsídio que nos ajude a entender melhor o texto.

Paulo lembra um ditado popular de quem se quer bem: “longe dos olhos mas perto do coração”.

Só que ele diz que muitas vezes quis ir ver a comunidade de Tessalônica, mas Satanás o impediu. O que ele quer dizer com isso? Quem era na prática, satanás?
Para Paulo, satanás é o que ele diz também “poder das trevas”, o “deus deste mundo”, aos Romanos ele dirá da “escravidão da corrupção” (Rm 8,21). Em Corinto, ele fala de “falsos apóstolos” e “ministros de satanás”. (2Cor 11, 14-15).  Veja o que ele diz neste texto:  “O próprio Satanás se disfarça em anjo de luz! Por isso, não me surpreendo de que os ministros de Satanás se disfarcem como servidores da justiça”.

Mas, até com anjo de luz aparece Satanás?

Isso mesmo. Para enganar.  Na segunda aos tessalonicenses Paulo dirá: “A vinda do ímpio vai acontecer graças ao poder de satanás, com todo tipo de falsos milagres, sinais e prodígios e com toda sedução”.(2Ts 1,8-9).  Quando ele fala  do disfarce de Satanás em  anjo de luz quer dizer que não é fácil identificá-lo. Ele confunde as pessoas. Aos efésios, por exemplo, Paulo usa outro termo para dizer que satanás se disfarça para enganar. Veja Ef 2,2.

Outrora vocês viviam nessas faltas e pecados, seguindo o modo de pensar deste mundo, seguindo o príncipe do poder do ar, o espírito que agora age nos homens desobedientes.
Na verdade ele quer dizer que há dois modos de viver: sem Cristo e com Cristo. Sem Cristo é o mundo pagão, cuja mentalidade, modo de pensar e agir manifestam a presença do mal que é o egoísmo que divide as pessoas. Com Cristo surge nova forma de viver: o amor que leva à doação, ao perdão, à comunhão e realiza-se o Projeto de Deus. Então, quando ele fala que satanás o impede de ir ver a comunidade, quer dizer que há empecilhos à missão?

É. Na 2ª aos Coríntios 4,4, Paulo afirma que “o deus deste mundo” afasta do Evangelho seus súditos humanos, cegando-lhes a inteligência para que não compreendam, nem creiam. Paulo falava de satanás que o impedia, referindo-se a “circunstâncias adversas”, ou à “situação política”. Para ele, no entanto,  não existem acaso, nem circunstâncias adversas quer de tipo político, climático, de saúde. Ele sabe que o que acontece  é causado por forças vivas pessoais que trabalham por Deus ou contra ele. Santo Inácio de Loyola falará de duas bandeiras: Jerusalém ou Babilônia.  O amor ou o egoísmo?
Pense nestas verdades e se pergunte:

Qual bandeira o nosso mundo mais levanta: a de Jerusalém ou a da Babilônia? Ou seja, a do amor que ajuda, perdoa, promove ou a do egoísmo que divide as pessoas, julga, condena? Pense nalgum exemplo e converse com alguém, seu grupo ou comunidade sobre isto.

2º Momento – Meditação (Caminho) – O que diz o texto?

O que diz para mim, para nós, para o mundo de hoje? Há algo parecido no mundo de hoje? Há algo diferente?  Outros textos  bíblicos ou de autores cristãos que você recorda, relacionados a este.

Para a nossa meditação pedimos ajuda ao Papa Francisco e ele nos oferece sua mensagem da Quaresma deste ano, uma mensagem inspirada em São Paulo apóstolo.

Mensagem do Santo padre Francisco para a QUARESMA de 2014

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza
(cf. 2 Cor 8, 9)

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

A graça de Cristo

Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fl 2, 7; Hb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez conosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Hb 1, 2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na beira da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogênito (cf.Rm 8, 29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

O nosso testemunho

Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde! Francisco

3º momento - Oração (Vida) – O que o texto nos faz dizer a Deus?

A meditação nos faz subir o terceiro degrau. A leitura e meditação se transformam em um encontro mais direto, íntimo e pessoal com Deus. Entramos em diálogo, em comunhão amorosa com Deus. Respondemos a Deus, pedimos que nos ajude a praticar o que a sua Palavra nos pede.

Vamos fazer uma oração diferente: uma oração como sugere o papa Francisco: “estar diante do Crucifixo, ficar simplesmente sob o olhar cheio de amor do Senhor”. Contemple um crucifixo que você deve ter na parede,  aí onde está, ou até no seu terço ou na sua correntinha e pense:

Deus conseguirá (pe. Zezinho, scj)

E quando se acabarem as palavras
E quando não deu certo o que era humano
E quando se esgotarem os recursos
E já não adiantar nenhum discurso

E quando eu tiver feito o que é possível
E quando fazer mais for impossível
Então descansarei bem mais tranquilo
Então meu coração se lembrará

Confia no Senhor
Confia no Senhor
Procura o ombro dele que ele é Pai
Confia no Senhor

Confia no Senhor
Se não conseguiste
Deus conseguirá.

O segredo para viver em Deus está aí: Confia no Senhor!

4º momento - Contemplação (Vida) –  Qual o nosso novo olhar?

Que olhar a  Leitura, a Meditação e a Oração despertaram em mim, em nós?
Este olhar é mudança do coração em ação transformadora. “Para que ponhas em prática” (Dt 30,14).

Meu novo olhar deve ser de plena confiança em Deus e de fidelidade ao seu amor, rejeitando todo mal.

3. Conclusão

O Senhor nos abençoe e nos conduza na sua Verdade, no seu Caminho, na sua Vida. Amém.


Leitura Orante em Paulo Apóstolo
Introdução
A leitura orante é feita pelos cristãos para alimentar a fé e a esperança; para animar a caminhada no amor fraterno e solidário.

O Concílio Vaticano II recomenda, com grande insistência, a Leitura Orante da Bíblia. (DV 25)

Os Bispos, em Aparecida, recomendaram:
"Entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura existe uma privilegiada à qual todos estamos convidados: a Lectio divina ou exercício de leitura orante da Sagrada Escritura. Esta leitura orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração, contemplação), a leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo semelhante ao modo de tantos personagens do evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3,1-21), a Samaritana e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4,1-12), o cego de nascimento e seu desejo de luz interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19,1-10)... Todos eles, graças a este encontro, foram iluminados e recriados porque se abriram à experiência da misericórdia do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida. Não abriram seu coração para algo do Messias, mas ao próprio Messias, caminho de crescimento na “maturidade conforme a sua plenitude” (Ef 4,13), processo de discipulado, de comunhão com os irmãos e de compromisso com a sociedade."
(DAp 249).

A Pontifícia Comissão Bíblica ensina que “a Leitura Orante (...), corresponde a uma prática antiga da Igreja” (A Interpretação da Bíblia na Igreja, p. 81). 

E por fim, ensina o Sínodo da Palavra, realizado em Roma, nos dias 05 a 26 de outubro de 2008, que o “método mais prático de acesso à Bíblia é a Leitura Orante”.


O método a seguir:


1º  - Leitura ( Verdade)
O que o texto diz?


A leitura é o primeiro passo, ou degrau da Leitura Orante da Bíblia. Ler na Biblia, reler, tornar a ler, cada vez mais, conhecer bem o que está escrito, até assimilar o próprio texto; respeitar o texto tal como ele é, sem interpretações precipitadas, sem achar que já conhece esse texto. A Sagrada Escritura é como uma fonte de água. A cada instante brota uma água nova que não é a mesma água do segundo anterior. É como um copo de água que você bebe. Só se bebe aquele copo d’água uma vez na vida. Assim cremos que seja a Palavra de Deus é sempre nova e atual. Ao ler o texto da Escritura, fazê-lo com o respeito de quem se encontra pela primeira vez. Estar atento para as palavras, as repetições, o jeito como está escrito, quem aparece no texto, em que lugar, o que fazem, o que falam... 

Muitas vezes precisaremos lançar mão de algum subsídio que ajude a entender o texto e o seu contexto histórico/social; usar estudos, dicionários bíblicos, livros, a ciência, a teologia e outros meios. De acordo com Dt 30,14 -“A Palavra está muito perto de ti: na tua boca” - é chegar perto da Palavra de Deus; a Palavra está na boca. Aqui descobrimos o que o texto diz em si mesmo.


2º - Meditação (Caminho)
O que a Palavra me diz? 


O que diz para mim, para nós, para o mundo de hoje? Há algo parecido no mundo de hoje? Há algo diferente?  Outros textos  bíblicos ou de autores cristãos que você recorda, relacionados a este.
A meditação é o segundo degrau. Depois de ouvir e ler a Sagrada Escritura, de assimilá-la criativa e ativamente, vamos usar a imaginação, palavras, a repetição mental ou oral de uma palavra, uma frase, um versículo. Repetir de memória, com a boca, o que foi lido e compreendido. Vamos ruminar até que, da boca e da cabeça, passe para o coração. Já não é mais só o que o texto diz, mas o que esta palavra está dizendo hoje, o que me diz concretamente dentro da realidade em que estamos vivendo. 
O que Deus falou no passado e o que está falando hoje, através deste texto? É uma forma simples de meditação, um jeito de saborear o texto com cores e cheiros de hoje, da nossa realidade. “A Palavra está muito perto de ti: na tua boca e no teu coração”.
Questionamentos: O que o texto me diz? (Ruminar, trazer o texto para a própria vida e a realidade pessoal e social.). 


3º - Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a dizer a Deus?


A meditação nos faz subir o terceiro degrau. A leitura e meditação se transformam em um encontro mais direto, íntimo e pessoal com Deus. Entramos em diálogo, em comunhão amorosa com Deus. Respondemos a Deus, pedimos que nos ajude a praticar o que a sua Palavra nos pede. 
O texto bíblico e a realidade de hoje nos motivam a rezar. O terceiro passo é a oração pessoal que pode desabrochar em oração comunitária, expressão espontânea de nossas convicções e sentimentos mais profundos. “A Palavra está muito perto de ti: ... no teu coração”. (Rezar – suplicar, louvar, dialogar com Deus, orar com um salmo...)



4º - Contemplação (Vida)
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?


Que olhar a  Leitura, a Meditação e a Oração despertaram em mim, em nós?
Este olhar é  mudança do coração em ação transformadora. “Para que ponhas em prática” (Dt 30,14). 
Contemplar não é algo intelectual, que se passa na cabeça, mas é um agir novo que envolve todo nosso ser. É contemplativa a pessoa que tem o “jeito novo” de ser, viver, ver e assumir a vida, conforme o projeto daquele que é o nosso único Mestre e que nos diz: “Vocês são todos irmãos” (Mt 23,8). Pela Contemplação, a Leitura Orante se torna uma atitude nova no dia-a-dia por uma ação transformadora – pessoal, comunitária, social, mundial.




LEITURA ORANTE DAS CARTAS DE PAULO APÓSTOLO
A Leitura Orante (Lectio divina) é a maneira de ler a Bíblia tão antiga como a própria Igreja.  É a leitura que os cristãos faziam da Bíblia para alimentar a fé e a esperança; para animar a caminhada no amor fraterno e solidário.

O Concílio Vaticano II recomenda, com grande insistência, a Leitura Orante da Bíblia. (DV 25)

O Documento de Aparecida recomenda:
"Entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura existe uma privilegiada à qual todos estamos convidados: a Lectio divina ou exercício de leitura orante da Sagrada Escritura.
Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração, contemplação), a Leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo semelhante ao modo de tantos personagens do evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3,1-21), a Samaritana e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4,1-12), o cego de nascimento e seu desejo de luz interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19,1-10). Todos eles, graças a este encontro, foram iluminados porque se abriram à experiência da misericórdia do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida. Não abriram seu coração para algo do Mestre, mas ao próprio Mestre, caminho, Verdade e Vida e  cresceram na “maturidade conforme a sua plenitude” (Ef 4,13), no processo de discipulado, de comunhão com os irmãos e de compromisso com a sociedade." (DAp 249).

As Diretrizes Gerais da CNBB (2008-2010, n.63) destacam a Leitura Orante com seus quatro passos: Leitura, Meditação, Oração e Contemplação, como um meio privilegiado de encontro pessoal com Jesus Cristo. 

Os documentos ainda incentivam a prática dos Grupos Bíblicos de Reflexão, dos Círculos Bíblicos e das reuniões de grupos. 

A Pontifícia Comissão Bíblica ensina que “a Leitura Orante (...), corresponde a uma prática antiga da Igreja” (A Interpretação da Bíblia na Igreja, p. 81). 

E por fim, ensina o Sínodo da Palavra, realizado em Roma, nos dias 05 a 26 de outubro de 2008, que o “método mais prático de acesso à Bíblia é a Leitura Orante” (Lectio Divina).

Passos
1º  - Leitura ( Verdade)
O que o texto diz?
A leitura é o primeiro passo, ou degrau da Leitura Orante da Bíblia. Ler na Biblia, reler, tornar a ler, cada vez mais, conhecer bem o que está escrito, até assimilar o próprio texto; respeitar o texto tal como ele é, sem interpretações precipitadas, sem achar que já conhece esse texto. A Sagrada Escritura é como uma fonte de água. A cada instante brota uma água nova que não é a mesma água do segundo anterior. É como um copo de água que você bebe. Só se bebe aquele copo d’água uma vez na vida. Assim cremos que seja a Palavra de Deus é sempre nova e atual. Ao ler o texto da Escritura, fazê-lo com o respeito de quem se encontra pela primeira vez. Estar atento para as palavras, as repetições, o jeito como está escrito, quem aparece no texto, em que lugar, o que fazem, o que falam... Muitas vezes precisaremos lançar mão de algum subsídio que ajude a entender o texto e o seu contexto histórico/social; usar estudos, dicionários bíblicos, livros, a ciência, a teologia e outros meios. De acordo com Dt 30,14 -“A Palavra está muito perto de ti: na tua boca” - é chegar perto da Palavra de Deus; a Palavra está na boca. Aqui descobrimos o que o texto diz em si mesmo.

2º - Meditação (Caminho)
O que a Palavra me diz? 
A meditação é o segundo degrau. Depois de ouvir e ler a Sagrada Escritura, de assimilá-la criativa e ativamente, vamos usar a imaginação, palavras, a repetição mental ou oral de uma palavra, uma frase, um versículo. Repetir de memória, com a boca, o que foi lido e compreendido. Vamos ruminar até que, da boca e da cabeça, passe para o coração. Já não é mais só o que o texto diz, mas o que esta palavra está dizendo hoje, o que me diz concretamente dentro da realidade em que estamos vivendo. O que Deus falou no passado e o que está falando hoje, através deste texto? É uma forma simples de meditação, um jeito de saborear o texto com cores e cheiros de hoje, da nossa realidade. “A Palavra está muito perto de ti: na tua boca e no teu coração”.
Questionamentos: O que o texto me diz? (Ruminar, trazer o texto para a própria vida e a realidade pessoal e social.)

3º - Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a dizer a Deus?
A meditação nos faz subir o terceiro degrau. A leitura e meditação se transformam em um encontro mais direto, íntimo e pessoal com Deus. Entramos em diálogo, em comunhão amorosa com Deus. Respondemos a Deus, pedimos que nos ajude a praticar o que a sua Palavra nos pede. O texto bíblico e a realidade de hoje nos motivam a rezar. O terceiro passo é a oração pessoal que pode desabrochar em oração comunitária, expressão espontânea de nossas convicções e sentimentos mais profundos. “A Palavra está muito perto de ti: ... no teu coração”.
(Rezar – suplicar, louvar, dialogar com Deus, orar com um salmo...)

4º - Contemplação (Vida)
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
É mudança do coração em ação transformadora. “Para que ponhas em prática” (Dt 30,14). Contemplar não é algo intelectual, que se passa na cabeça, mas é um agir novo que envolve todo nosso ser. É contemplativa a pessoa que tem o “jeito novo” de ser, viver, ver e assumir a vida, conforme o projeto daquele que é o nosso único Mestre e que nos diz: “Vocês são todos irmãos” (Mt 23,8). Pela Contemplação, a Leitura Orante se torna uma atitude nova no dia-a-dia por uma ação transformadora – pessoal, comunitária, social, mundial.

Prepare-se para fazer a Leitura Orante dos escritos de Paulo Apóstolo.



1º  Coloque sua Bíblia em lugar de fácil acesso. 

E já localize nela, no Novo Testamento, a 1ª carta aos tessalonicenses e marque.

2º Convide seus familiares, amigos e amigas para participarem conosco.

Vamos juntos nesta bonita caminhada!  

De segunda a sexta das 20h às 21 horas

Para sintonizar o programa "Nos passos de Paulo" ao VIVO
http://www.radiosetvs.com/radio9dejulho.html


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