quarta-feira, 20 de abril de 2016

Leitura Orante – 5º domingo da Páscoa - 24 de abril de 2016



Leitura Orante –  5º domingo da Páscoa - 24 de abril de 2016

AMAR: transitar pelo caminho de uma vida intensa e expansiva

Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vos amais uns aos outros. (Jo 13,34).

Texto Bíblico: Jo 13,33-35


1 – O que diz o texto?
O texto fala de “mandamento novo”, provavelmente um diferencial que os próprios discípulos perceberam como “novidade” no modo de viver do Mestre, na gratuidade e incondicionalidade de seu amor: “amor ágape”, oblativo, radical, despojado de interesses...

Amar é a única maneira de ser plenamente humano. Jesus viveu até o limite a capacidade de amar, até amar como Deus ama. E é essa qualidade de amor o sinal decisivo pela qual os discípulos de Jesus deveriam ser reconhecidos. 

Desse modo, o mandamento do Amor remete à Fonte que o possibilita, ao Amor originante que nos faz transcender as rígidas fronteiras do ego e acessarmos a um nível transpessoal de comunhão, onde o Amor poderá fluir com mais liberdade.

A originalidade da afirmação central do evangelho de hoje é a de instituir um amor horizontal em que o movimento do eu em direção ao outro é prolongamento e imitação do movimento do amor de Jesus em direção ao ser humano.


2 – O que o texto diz para mim?
Jesus transitou o caminho do amor.

Poucas experiências na vida proporcionam tanta felicidade como o amar e sentir-se amado. 

E é isso que os Evangelhos mais ressaltam na pessoa de Jesus: sua extraordinária capacidade para amar, para dar e receber amor. Jesus experimentou o amor em todas as dimensões: o amor que se faz serviço, o amor de amizade, o amor oblativo, o amor operativo que oferece saúde, perdão, liberdade, reconhecimento... Em definitiva, o prazer profundo de “passar pela vida fazendo o bem”. 

Todas as pessoas cabiam em seu coração, mas de um modo especial os últimos, os pequenos, os pobres, os excluídos, os simples a quem o Pai lhes revela os segredos do Reino; tudo isso fazia Jesus vibrar intensamente. Ele fez do amor o único necessário, a razão de sua vida e entrega e, por isso, pode pregar com autoridade revelando que ganho ou a perco a vida em função de que tenho ou não amado.


3 – O que a Palavra me leva a experimentar?
O “novo mandamento”, vivido e proclamado por Jesus, é um convite a viver o que sou, conectada com o Mistério amoroso que tudo anima e sustenta. O amor que Jesus me pede deve surgir de dentro, e não de fora como se fosse uma obrigação. Sou, criada à imagem e semelhança do Deus Amor, carrego a “faísca do amor”, que deve ser ativada na relação com os outros e com o próprio Deus. Na medida em que vou conhecendo e vivendo o que sou (minha essência), o amor vai abrindo caminho e eu vou me parecendo mais com o Deus que é Amor.

Quando escuto o verdadeiro Deus desperta-se em mim uma atração para o amor. Não é propriamente uma ordem. É o que brota em mim ao abrir-me ao Mistério último da vida: “Amarás”.

Nesta experiência não há intermediários religiosos, não há teólogos nem moralistas. Não necessito que ninguém me diga a partir de fora. Sei e sinto que a essência da vida é amar.


4 – O que a Palavra me leva a falar com Deus?
Senhor, o Amor é o que há de mais divino em mim; não teria sentido se o que há de mais divino no ser humano  desaparecesse. Por isso afirmava Dostoievski: “A imortalidade me é necessária, porque Deus não cometerá a injustiça de apagar por completo a chama de amor por Ele que prendeu em meu coração. E o que é mais precioso que o amor? O amor é mais excelso que a existência, o amor é a coroa da existência”.

O ser humano, recebe o amor e o seu significado, inteiramente de Deus.

O mandamento do amor “emana” do meu próprio interior, pois o Amor “emana” do coração de Deus. O único que dá qualidade à vida é o amor.


5 – O que a Palavra me leva a viver?
O único distintivo de uma comunidade dos seguidores de Jesus deve ser o amor manifestado em todas e cada uma de suas ações. 

Jesus não quer templos para manifestar esplendorosas adorações, nem estruturas ou ritos que chamem a atenção, nem poder ostentoso, nem doutrinas distantes da vida, mas a simplicidade do Amor despojado que a todos humaniza.

É o amor que está no início da vida, o que a origina, a sustenta, a faz crescer, a faz perdurar, lhe dá asas... Só o amor desnudo tem o dom da eternidade. No céu, só o amor terá lugar, o amor que habita em mim; o resto sobrará ou desaparecerá.

“Há uma força extremamente poderosa para a qual, até agora, a ciência não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras, e que inclusive está por detrás de qualquer fenômeno que atua no universo e ainda não fora identificado por nós. Esta força é o Amor” (A. Einstein, físico)


Fonte: 
Bíblia Novo Testamento – Paulinas:  Jo 13,33-35
Pe. Adroaldo Palaoro, sj – reflexão do Evangelho
Desenho: Osmar Koxne       


Sugestão:
Música: Não nos cansemos (2:26) Gl 6,9 – fx 5
Autor: Frei Luiz Turra
Intérpretes: Coro: Fabio Cadorin, Kiko Lemos, Maria Diniz, Maria do Amparo de Oliveira, Fernanda Critstino, Karina K. Veiga
CD: Palavras de Paulo Apóstolo
Gravadora:  Paulinas Comep


Um comentário:

  1. Belíssima reflexão, servindo de subsídio à nossa preparação para a Celebração Eucarística do próximo domingo. Parabéns a todos! O Programa Nos Passos de Paulo, é uma benção. Ouço quase todos os dias. Desde o começo. Deus os abençõe sempre! Saudades da Irmã Rosa Ramálio. Blog Bem Viver - Antoni BigCuore Casagrande.sp.sp.

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