segunda-feira, 31 de março de 2014

São José de Anchieta, rogai por nós
Padre José de Anchieta
São Paulo, 27 de março de 2014

Caríssimos, 

Conforme já foi divulgado por noticiários do Vaticano, o papa Francisco proclamará “santo” o 
bem-aventurado Padre José de Anchieta no próximo dia 02 de abril, mediante a assinatura e a 
publicação do Decreto da canonização. 

Esta canonização, há muito esperada por nós, é motivo de especial alegria para todo o Brasil, 
uma vez que Anchieta é o “Apóstolo do Brasil”, assim proclamado já no seu funeral, em 1597. 
Ele marcou profundamente o início da evangelização, não apenas em São Paulo, mas em boa 
parte do Brasil. No centro histórico da capital paulista, o Páteo do Colégio lembra que Anchieta 
foi um dos fundadores desta cidade e também um dos iniciadores da Igreja nesta metrópole. 

Por isso, vamos acolher a sua canonização com manifestações de júbilo e ação de graças a 
Deus. Convido os padres a fazerem tocar os sinos na mesma hora, em todas as igrejas e 
capelas da Arquidiocese no dia 02 de abril, às 14h00, por 5 minutos, ao menos. 

Ao mesmo tempo, convido o povo a fazer celebrações espontâneas de louvor e agradecimento 
a Deus no mesmo dia 02 de abril, em horários que as paróquias podem marcar. A CNBB 
preparou um roteiro de celebração para a ocasião, que se encontra também no site da 
Arquidiocese (www.arquidiocesedesaopaulo.org.br), de onde pode ser baixado e impresso para 
o uso. Artigos sobre Anchieta também se encontram no mesmo site e podem ser úteis para 
falar ao povo sobre o novo Santo durante as celebrações. 

Convido ainda a que, no domingo seguinte, dia 06 de abril, se faça especial louvor a Deus pela 
canonização de Anchieta, embora mantendo normalmente a liturgia do 5º domingo da 
Quaresma. A santidade, de fato, é a meta da Quaresma e da vida cristã... 

Na Catedral da Sé, naquele mesmo domingo, dia 06 de abril, às 11h00, faremos um solene Te 
Deum laudamus pela canonização do Padre Anchieta; para essa celebração, serão também 
convidadas as autoridades do Município e do Estado. A Missa será precedida de uma 
procissão, saindo do Páteo do Colégio às 10h15 na direção da Catedral. 

Os Padres queiram ajudar o povo das Comunidades a perceber a importância e o significado 
desta canonização e da própria figura de Anchieta, tão ligada a São Paulo e ao Brasil. Deus 
nos oferece uma ocasião singular para o testemunho eloquente do Evangelho do Reino e da 
ação amorosa de Deus junto de seu povo nesta cidade. Ao mesmo tempo, a Providência nos 
convida a renovar-nos na dimensão missionária e da caridade pastoral, olhando para “São” 
José de Anchieta. 

“Ad maiorem Dei gloriam” – Que seja tudo para a maior glória de Deus! “São” José de 
Anchieta, rogai por nós! Deus os guarde no seu amor. 

Cardeal Odilo Pedro Scherer

quinta-feira, 27 de março de 2014

Leitura Orante dos escritos de Paulo Apóstolo
(oração durante o programa "Nos passos de Paulo", dia 27/03/2014)
Agora, rezemos com todos os sacerdotes esta Cantiga de sacerdote do Pe. Zezinho, scj
Eu não merecia não
E ainda não mereço
Ser divulgador do céu
Não merecia nem mereço

Reconheço que há milhões
Muito mais santos do que eu
Mas teu amor me escolheu!

Escondeste o teu tesouro
Neste cofre que sou eu
Acontece que de barro eu sou!

Sou quebradiço, meu Senhor
Por causa disso, meu Senhor
Conserta o que eu quebrar
Perdoa se eu errar
Corrige se eu falhar
Mas não me deixes
Não me deixes me afastar do teu chamado!

Teu povo sofre, meu Senhor
Por causa dele, meu Senhor
Me inspira o que dizer
Me mostra o que fazer
Me ensina como ser
Mas não me deixes
Não me permitas que eu me afaste do seu lado

Teu povo chora, meu Senhor
Teu povo espera, meu Senhor
Com medo de viver,
Às vezes, sem saber,
Querendo e sem querer
Mas ele sonha.
Dá-me a graça de sonhar com o teu povo

(CD Palavras que não passam internacional, Pe. Zezinho, scj,
Paulinas COMEP)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Oração ao Deus da Paz
Senhor, Deus da paz, 
Tu que criaste os seres humanos 
para serem herdeiros da tua glória, 
nós te bendizemos e agradecemos 
porque nos enviaste Jesus, 
teu Filho muito amado. 
Fizeste dele, no mistério da sua Páscoa, 
o realizador da nossa salvação, 
a fonte de toda paz, 
o laço de toda fraternidade. 

Senhor, Deus da paz, 
nós te damos graças pelos desejos, 
pelos esforços e pelas realizações 
que o teu Espírito de paz tem suscitado no nosso tempo, 
para substituir o ódio pelo amor, 
a desconfiança pela compreensão, 
a indiferença pela solidariedade. 
Abre ainda mais o nosso espírito 
às exigências concretas do amor 
de todos os nossos irmãos e irmãs, 
para que possamos ser, 
cada vez mais, construtores de paz. 
Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
(Papa Paulo VI)

segunda-feira, 24 de março de 2014

LEITURA ORANTE DAS CARTAS DE PAULO APÓSTOLO
A Leitura Orante (Lectio divina) é a maneira de ler a Bíblia tão antiga como a própria Igreja.  É a leitura que os cristãos faziam da Bíblia para alimentar a fé e a esperança; para animar a caminhada no amor fraterno e solidário.

O Concílio Vaticano II recomenda, com grande insistência, a Leitura Orante da Bíblia. (DV 25)

O Documento de Aparecida recomenda:
"Entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura existe uma privilegiada à qual todos estamos convidados: a Lectio divina ou exercício de leitura orante da Sagrada Escritura.
Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração, contemplação), a Leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo semelhante ao modo de tantos personagens do evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3,1-21), a Samaritana e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4,1-12), o cego de nascimento e seu desejo de luz interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19,1-10). Todos eles, graças a este encontro, foram iluminados porque se abriram à experiência da misericórdia do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida. Não abriram seu coração para algo do Mestre, mas ao próprio Mestre, caminho, Verdade e Vida e  cresceram na “maturidade conforme a sua plenitude” (Ef 4,13), no processo de discipulado, de comunhão com os irmãos e de compromisso com a sociedade." (DAp 249).

As Diretrizes Gerais da CNBB (2008-2010, n.63) destacam a Leitura Orante com seus quatro passos: Leitura, Meditação, Oração e Contemplação, como um meio privilegiado de encontro pessoal com Jesus Cristo. 

Os documentos ainda incentivam a prática dos Grupos Bíblicos de Reflexão, dos Círculos Bíblicos e das reuniões de grupos. 

A Pontifícia Comissão Bíblica ensina que “a Leitura Orante (...), corresponde a uma prática antiga da Igreja” (A Interpretação da Bíblia na Igreja, p. 81). 

E por fim, ensina o Sínodo da Palavra, realizado em Roma, nos dias 05 a 26 de outubro de 2008, que o “método mais prático de acesso à Bíblia é a Leitura Orante” (Lectio Divina).

Passos
1º  - Leitura ( Verdade)
O que o texto diz?
A leitura é o primeiro passo, ou degrau da Leitura Orante da Bíblia. Ler na Biblia, reler, tornar a ler, cada vez mais, conhecer bem o que está escrito, até assimilar o próprio texto; respeitar o texto tal como ele é, sem interpretações precipitadas, sem achar que já conhece esse texto. A Sagrada Escritura é como uma fonte de água. A cada instante brota uma água nova que não é a mesma água do segundo anterior. É como um copo de água que você bebe. Só se bebe aquele copo d’água uma vez na vida. Assim cremos que seja a Palavra de Deus é sempre nova e atual. Ao ler o texto da Escritura, fazê-lo com o respeito de quem se encontra pela primeira vez. Estar atento para as palavras, as repetições, o jeito como está escrito, quem aparece no texto, em que lugar, o que fazem, o que falam... Muitas vezes precisaremos lançar mão de algum subsídio que ajude a entender o texto e o seu contexto histórico/social; usar estudos, dicionários bíblicos, livros, a ciência, a teologia e outros meios. De acordo com Dt 30,14 -“A Palavra está muito perto de ti: na tua boca” - é chegar perto da Palavra de Deus; a Palavra está na boca. Aqui descobrimos o que o texto diz em si mesmo.

2º - Meditação (Caminho)
O que a Palavra me diz? 
A meditação é o segundo degrau. Depois de ouvir e ler a Sagrada Escritura, de assimilá-la criativa e ativamente, vamos usar a imaginação, palavras, a repetição mental ou oral de uma palavra, uma frase, um versículo. Repetir de memória, com a boca, o que foi lido e compreendido. Vamos ruminar até que, da boca e da cabeça, passe para o coração. Já não é mais só o que o texto diz, mas o que esta palavra está dizendo hoje, o que me diz concretamente dentro da realidade em que estamos vivendo. O que Deus falou no passado e o que está falando hoje, através deste texto? É uma forma simples de meditação, um jeito de saborear o texto com cores e cheiros de hoje, da nossa realidade. “A Palavra está muito perto de ti: na tua boca e no teu coração”.
Questionamentos: O que o texto me diz? (Ruminar, trazer o texto para a própria vida e a realidade pessoal e social.)

3º - Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a dizer a Deus?
A meditação nos faz subir o terceiro degrau. A leitura e meditação se transformam em um encontro mais direto, íntimo e pessoal com Deus. Entramos em diálogo, em comunhão amorosa com Deus. Respondemos a Deus, pedimos que nos ajude a praticar o que a sua Palavra nos pede. O texto bíblico e a realidade de hoje nos motivam a rezar. O terceiro passo é a oração pessoal que pode desabrochar em oração comunitária, expressão espontânea de nossas convicções e sentimentos mais profundos. “A Palavra está muito perto de ti: ... no teu coração”.
(Rezar – suplicar, louvar, dialogar com Deus, orar com um salmo...)

4º - Contemplação (Vida)
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
É mudança do coração em ação transformadora. “Para que ponhas em prática” (Dt 30,14). Contemplar não é algo intelectual, que se passa na cabeça, mas é um agir novo que envolve todo nosso ser. É contemplativa a pessoa que tem o “jeito novo” de ser, viver, ver e assumir a vida, conforme o projeto daquele que é o nosso único Mestre e que nos diz: “Vocês são todos irmãos” (Mt 23,8). Pela Contemplação, a Leitura Orante se torna uma atitude nova no dia-a-dia por uma ação transformadora – pessoal, comunitária, social, mundial.

Prepare-se para fazer a Leitura Orante dos escritos de Paulo Apóstolo.
1º  Coloque sua Bíblia em lugar de fácil acesso. 

E já localize nela, no Novo Testamento, a 1ª carta aos tessalonicenses e marque.

2º Convide seus familiares, amigos e amigas para participarem conosco.

Vamos juntos nesta bonita caminhada!

Boas vindas ao Outono
O outono começou oficialmente, hoje, 20 de março às 13h57min.
Depois de um verão intenso, o outono chegou nesta quinta-feira acompanhado  de 
temperatura mais amena e períodos menos chuvosos. A transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco traz noites mais longas e nevoeiros frequentes ao amanhecer.

O início da estação  é marcado pelo chamado equinócio de outono, momento em que a luz solar ilumina por igual tanto o Hemisfério Sul quanto o Hemisfério Norte. 
A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo.

Segundo o meteorologista Leandro Puchalski, a estação é marcada por uma grande amplitude térmica.

Será o momento ideal para aproveitar noites frias e tardes agradáveis. Mas se prepare para mudanças bruscas de temperatura nos próximos meses.

A palavra "outono" vem do latim autýmum que significa "amadurecer". 
No outono, as plantas amadurecem e dão frutos. Nessa época do ano, frutas, verduras e legumes são mais saborosos e o céu é de um azul mais intenso e vibrante. É época de saborear alimentos da estação, como o milho, uma boa fonte de fibras. 

Louvamos a Deus que criou a natureza e o tempo de forma tão bonita tão diversificada. Tudo por amor.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Viagem do Papa Francisco à Terra Santa
Ut unum sint ("que todos sejam um") é o lema escolhido para a próxima viagem do Papa Francisco à Terra Santa  programada para 24 a 26 Maio deste ano.

O lema da peregrinação "refere-se àquilo que o Papa considera ser o coração da sua viagem, ou seja, o encontro com o Patriarca Ecumênico Bartolomeu e os responsáveis das Igrejas em Jerusalém".

Como se sabe, o Papa Francisco e Bartolomeu vão se encontrar na Basílica do Santo Sepulcro para comemorar e renovar o desejo de unidade entre os cristãos expressa pelo Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, em Jerusalém, há cinquenta anos atrás.

Na mesma linha vai o logotipo da viagem, que propõe o abraço entre os dois Apóstolos irmãos, Pedro e André, os primeiros a serem chamados por Jesus na Galileia, e respectivamente padroeiros da Igreja de Roma e da de Constantinopla. Na Igreja mãe de Jerusalém os dois se abraçam, dentro do barco que representa a Igreja universal, e que tem como mastro a cruz do Senhor, enquanto que as velas da embarcação são enchidas pelo vento, o Espírito Santo, que dirige o barco na sua navegação pelas águas deste mundo, um modo, enfim, de dar forma ao desejo expresso pelo Senhor na Última Ceia - "que todos sejam um só" (Jo 17, 20-23).

quarta-feira, 19 de março de 2014

São José
Rogai por nós
Foto: Rosinha Megdessian, fsp

Com certeza o Papa Francisco deve ter contemplado esse quadro no Centro de
espiritualidade Paulinos, Ariccia Roma, onde fez o seu exercícios espirituais.


http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2014/03/bom-dia-do-pai.html



19 de março, dia de São José.
A Rádio 9 de Julho completa 15 anos e
o programa Nos passos de Paulo 4 anos.
Parabéns!
Obrigada pela audiência!

      Diante do sacrário, apresentamos ao 
   Senhor, o seu pedido de oração 


segunda-feira, 17 de março de 2014

sexta-feira, 14 de março de 2014


(comentário no programa Nos passos de Paulo, dia 14/03/2014)

Liturgia do 2º Domingo da Quaresma
Ano A

1ª Leitura – Gn  12, 1-4a
No livro de gênesis, vamos refletir sobre o chamado de Deus a Abraão:  Veja que texto maravilhoso: Abraão, o homem da fé.


Vocação de Abrão - 1* Javé disse a Abrão: «Saia de sua terra, do meio de seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. 2 Eu farei de você um grande povo, e o abençoarei; tornarei famoso o seu nome, de modo que se torne uma bênção. 3 Abençoarei os que abençoarem você e amaldiçoarei aqueles que o amaldiçoarem. Em você, todas as famílias da terra serão abençoadas». 4 Abrão partiu conforme lhe dissera Javé. E Ló partiu com ele”.

Este texto nos permite refletir por algo muito importante: a bênção. Deus promete abençoar Abraão.

O que é bênção? 


Na Bíblia, para Esdras ou Neemias, a resposta provavelmente seria curta e precisa: bênção é "a mão de Deus sobre nós." Ambos usam essa expressão cerca de nove vezes, falando da "boa", "bondosa" e "poderosa" mão de Deus. Desse modo, eles atingem o cerne da questão. Também poderíamos dizer: bênção significa "Deus está conosco!"

No Antigo Testamento, em geral, a bênção refere-se a bem-estar terreno, segurança, poder, riqueza, descendência,como foi para Abraão.Essa bênção está expressamente condicionada à obediência aos mandamentos de Deus: "Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes" (Dt 11,26-28). Para Israel são prometidas bênçãos terrenas.

A bênção para a Igreja tem em Paulo um sentido de graça: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo:Ele nos abençoou com toda bênção espiritual,no céu, em Cristo. Ele nos escolheu em Cristo antes de criar o mundo para que sejamos santos e sem defeito diante dele, no amor.” (Ef 1,3).

A bênção de Deus – "Deus conosco" – tornou-se gente em Jesus Cristo! Por isso também podemos descrever a idéia de bênção como sendo "a ação de Deus com uma pessoa para atraí-la mais profundamente para sua comunhão". Isso significa que a bênção nem sempre é o que desejamos, mas em todo caso se trata do que é bom e salutar para nós! Como dia Paulo: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8,28).

Por ser um embaixador em nome de Cristo, Paulo podia dizer: "E bem sei que, ao visitar-vos, irei na plenitude da bênção de Cristo" (Rm 15,29). Anunciando todo o desígnio de Deus, ele ministrava toda a bênção de Cristo. Quando pessoas que crêem abençoam outras pessoas, isso significa que imploram a bênção de Deus sobre suas vidas. Quando crianças são abençoadas na igreja e em família, em nome de Jesus, nós as colocamos sob a bênção do Senhor e as entregamos à fidelidade e à direção de Deus.
No texto original, a expressão significando bênção ou abençoar também tem, entre outros, o significado de falar bem de alguém. Será que temos abençoado nossos irmãos e nossas irmãs dessa maneira? O Senhor nos abençoe.

2ª Leitura: 2Tm 1,8-10

Na segunda leitura do 2º domingo leremos a 2ª carta a Timóteo, onde Paulo exorta: “Não se envergonhe, portanto, de dar testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro; pelo contrário, participe do meu sofrimento pelo Evangelho, confiando no poder de Deus. 9 Ele nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não por causa de nossas obras, mas conforme seu próprio projeto e graça. Esta graça nos foi concedida em Jesus Cristo desde a eternidade, 10 mas somente agora foi revelada pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo. Ele não só venceu a morte, mas também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.”

O documento de Aparecida  fala deste testemunho afirmando que  é preciso confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. “A história da humanidade, história que Deus nunca abandona, transcorre sob seu olhar compassivo.

Deus amou tanto nosso mundo que nos deu seu Filho.


Ele anuncia a boa nova do Reino aos pobres e aos pecadores. Por isso, nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos são portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras.”  (DAp 29)

Evangelho: Mt 17,1-9

Vamos agora ao Evangelho do próximo domingo:
"1 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, os irmãos Tiago e João, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E se transfigurou diante deles: o seu rosto brilhou como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisso lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra, e disse a Jesus: «Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.» 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra, e da nuvem saiu uma voz que dizia: «Este é o meu Filho amado, que muito me agrada. Escutem o que ele diz.» 6 Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito assustados, e caíram com o rosto por terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: «Levantem-se, e não tenham medo.» 8 Os discípulos ergueram os olhos, e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes: «Não contem a ninguém essa visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos.»

Quando Deus veio à terra, na pessoa de Jesus, adotou uma forma humana. Fisicamente, Jesus se parecia como qualquer outro homem. Ele teve fome, sede, cansaço, etc. Sua divindade foi vista apenas indiretamente, em suas ações e suas palavras. Mas, numa ocasião, narrada no Evangelho de Mateus, a glória divina interior de Jesus resplandeceu e se tornou visível.

São Paulo fala amplamente sobre esta transformação também em nós: "E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em Glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2Cor 3,18). Temos que permitir que nossas vidas sejam transformadas pela glória de Cristo. Deus quer que compartilhemos de sua natureza divina (2 Pd 1,4), e que Cristo habite em nós (Cl 1,6-28; Gl 4,19; Ef 2,19-22). Paulo escreveu: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2,19-20).
Como pessoa cristã, tenho que permitir que minha vida, minhas ações, minhas palavras e até meus pensamentos sejam moldados como a imagem de Cristo.

Mas como podemos realizar esta transformação? Depois que Moisés esteve na presença de Deus, sua face mostrou-se tão brilhante que ele teve que cobri-la com véu para que as pessoas pudessem olhar para ele. Paulo usa isto como uma ilustração de nossa transfiguração por Cristo (2Cor 3). Temos que olhar para Cristo e deixar sua imagem nos transformar. Esta mudança ocorre através do conhecimento de Cristo (C1,26-28). 


Temos que olhar para Cristo e começar a agir como ele agia, falar como ele falava e pensar como ele pensava. Temos que chegar a conhecer Cristo tão intimamente (por meio da Palavra) e admirá-lo tão profundamente que o imitamos em cada pormenor. Muitas pessoas religiosas acabam fazendo umas poucas mudanças externas e chamam a isso cristianismo. Mas a glória de Cristo é interna. Não temos que vestir uma máscara religiosa, mas temos que deixar a vida de Cristo renovar nossas vidas de dentro para fora. Somente então Cristo terá terminado sua obra em nossas vidas.


quinta-feira, 13 de março de 2014


Prece a Nossa Senhora Aparecida

Papa Francisco

Mãe Aparecida, como Vós um dia,
assim me sinto hoje diante
do vosso e meu Deus,
que nos propõe para a vida uma missão
cujos contornos e limites desconhecemos,
cujas exigências apenas vislumbramos.
Mas, em vossa fé de que
“para Deus nada é impossível”,
Vós, ó Mãe, não hesitastes,
e eu não posso hesitar.

 Assim, ó Mãe, como Vós,
Eu abraço minha missão.
Em vossas mãos coloco minha vida
e vamos Vós-Mãe e Eu-Filho
caminhar juntos, crer juntos, lutar juntos,
vencer juntos como sempre juntos
caminhastes vosso Filho e Vós.

Mãe Aparecida,
um dia levastes vosso Filho
ao templo para O consagrar ao Pai,
para que fosse inteira disponibilidade
para a missão.
Levai-me hoje ao mesmo Pai,
consagrai-me a Ele com tudo
o que sou e com tudo o que tenho.

Mãe Aparecida,
ponho em vossas mãos,
e levai até o Pai a nossa e vossa juventude,
a Jornada Mundial da Juventude:
quanta força, quanta vida,
quanto dinamismo brotando e explodindo
e que podem estar a serviço da vida,
da humanidade.

Finalmente, ó Mãe, vos pedimos:
permanecei aqui,
sempre acolhendo vossos filhos
e filhas peregrinos,
mas também ide conosco,
estai sempre ao nosso lado
e acompanhai na missão
e grande família dos devotos,
principalmente quando
a cruz mais nos pesar,
sustentai nossa esperança de nossa fé.

quinta-feira, 6 de março de 2014


Vídeo da Campanha da Fraternidade de 2014

Tema: Fraternidade e Tráfico Humano 
Lema: É para a Liberdade que Cristo nos Libertou (Gl 5,1) 

   OBS.: Para assistir o vídeo da Campanha da Fraternidade, 
favor desliguar o play da WEBRÁDIO Paulinas abaixo na opção "stop"

quarta-feira, 5 de março de 2014

O cartaz da Campanha da Fraternidade 2014 

(comentário no programa Nos passos de Paulo, dia 06/03/2014)

O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.



2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.

3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.

4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).