sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ADVENTO

"VINDE, TODOS DA CASA DE JACÓ, E DEIXEMO-NOS GUIAR PELA LUZ DO SENHOR!" (Is 2,5) Eis que se aproxima o tempo do Advento, tempo de esperarmos o Senhor que já "veio, vem e virá"! Bom advento a todos!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BREVE RESUMO DA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM

Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R
O Papa Francisco publicou a sua primeira exortação apostólica Evangelii Gaudium, sobre o anúncio do evangelho no mundo atual. Um texto que, além da sua simplicidade, beleza e densidade, reassume em um ‘corpus’ seus discursos, no que diz respeito à reforma da Igreja e insere outras questões pertinentes no contexto contemporâneo. Ele se refere amplamente à alegria e, sobretudo, a alegria que vem do encontro com o Senhor. Resgata a dimensão da participação, algo que o Vaticano II já havia assinalado e não crê em uma Igreja de decretos. Neste texto, ele oferece conteúdo programático à Igreja que deve sair de si mesma e encontrar as pessoas nas ‘periferias existenciais e do mundo’ com seus desafios: alegrias e tristezas. Ao meu ver, trata-se de um texto que não deve ser lido, mas meditado, e é um convite à Igreja para sair de suas próprias estruturas arcaicas, seguras, estéreis que sufocam o evangelho. Convida a todos a perderem o medo de evangelizar e superar uma lógica de um perfeccionismo inútil que impera nas instituições eclesiais e nos cristãos e enfraquece a ação evangelizadora, porque tem medo de ir ao encontro do essencial do evangelho.
Francisco afirma que ‘não é tarefa do Papa oferecer uma análise detalhada e completa acerca da realidade contemporânea” e continua: “mas exorto todas as comunidades a terem uma sempre ‘vigilante capacidade de estudar os sinais dos tempos’” (EG 51).
Descrevendo a realidade contemporânea o Papa escreve que os cristãos devem dizer não a uma economia que mata, que descarta as pessoas pela ‘globalização de indiferença’ do anestesiamento das consciências, do ‘feticismo do dinheiro’, do consumo, da rejeição da ética e de Deus. A economia deve estar a serviço do ser humano. Apresenta os desafios de uma cultura relativista e midiática, da inversão de valores, a secularização, a transformações no âmbito familiar, os problemas da inculturação da fé e sua transmissão, as transformações no mundo urbano e suas problemáticas, bem como no âmbito rural.
Trata-se de um mundo que exclui as pessoas, mas que oferece a possibilidade de conviver com a pluralidade, onde cada ser humano possa ser respeitado nos seus espaços, não em um individualismo estéril, mas na sua individualidade e é capaz de ir ao encontro dos outros. A evangelização acontece por meio de encontro com outros e a sua razão em Jesus Cristo. Chama a atenção para as tentações que afetam os evangelizadores de se fecharem às próprias convicções, projetos e velhas estruturas. Recorda o direito dos fieis de serem bem atendidos pelos seus pastores e uma Igreja aberta tanto institucional, física e humanamente à moção do Espírito que sopra onde quer e que testemunha o Evangelho em meio aos povos e culturas e seus desafios.
É muito belo quando Francisco fala da importância de uma homilia, breve, bem preparada, que evidencie o mistério pascal de Cristo. Ele usa a metáfora de uma ‘mãe que conversa com o seu filho’ com ‘palavras que fazem arder o coração’ e que devem ser preparadas com meditação, oração e estudo, coerência e testemunho e que toque a realidade do povo de Deus, com linguagem simples e profunda.
Ele insiste em um processo de evangelização que resgate a dimensão do kerygmática e mistagógica e que acompanhe pacientemente com novas linguagens e símbolos, fundamentada sobre a Palavra de Deus e que toque as questões sociais, promovendo integralmente o ser humano. O evangelho deve provocar os cristãos a agirem no mundo, incluírem os pobres, os fragilizados e os indefesos das violações contra a vida humana e pede para que se lute pela paz social e se construa um diálogo interdisciplinar entre fé, razão e ciência e ecumênico. Por fim, evangelizar com o Espírito que se abra sem ‘medo à ação do Espírito’ (EG 259) para um renovado impulso missionário e sob a proteção de Maria, a mãe da evangelização.
Para quem ouve as homilias de Francisco, não terá problemas ao ler o texto. É direto, não tem interpolações, visa tocar o coração do homem e mulher de hoje, mesmo se o texto seja longo, 288 parágrafos. Resgata as grandes linhas do Concílio Vaticano II e os desafios contemporâneos e convida a Igreja ser samaritana a olhar os caídos pelas estradas do nosso cotidiano na sociedade. Muitas dessas questões deverão ser retomadas no Sínodo no ano que vem sobre a família! Quanto às fontes do documento, não é um documento autorreferencial. Não se autocita na exortação. Resgata as Conferências Episcopais dos diversos continentes, resgatando o aspecto da participação e da subsidiariedade e de uma Igreja semper reformanda. Que possam vir ares novos para dentro da Igreja que permitam a reflexão teológica crítica e a abertura ao diálogo com o mundo para que juntos possamos chegar ao bem desejado por Deus, a felicidade humana!

Site do autor: http://teologiaeciencia.webnode.com.br/

A EXORTAÇÃO APOSTÓLICA "EVANGELII GAUDIUM'


A ALEGRIA DO EVANGELHO 
A Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (A alegria do Evangelho), do papa Francisco, foi apresentada na manhã desta terça-feira, 26, na Sala de Imprensa da Santa Sé. Participam da coletiva de imprensa o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, dom Rino Fisichella, o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, dom Lorenzo Baldisseri, e o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli. 
O documento do Pontífice nasce da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, de 2012. O papa Francisco reelabora o que emergiu desse Sínodo de modo pessoal, escrevendo um documento programático e exortativo, utilizando a forma de “Exortação Apostólica”. Como tal, tem estilo e linguagem próprios: coloquial e direto, como manifestou Francisco em seus meses de pontificado. 
A missionariedade é o coração do texto, em que o Papa convida todos os fiéis cristãos a uma nova etapa evangelizadora, caracterizada pela alegria. Trata-se de cinco capítulos: “A transformação missionária da Igreja”, “Na crise do compromisso comunitário”, “O anúncio do Evangelho”, “A dimensão social da evangelização” e “Evangelizadores com espírito”. “O que mantém unido todas essas temáticas é o amor misericordioso de Deus, que vai ao encontro de cada pessoa”, afirmou dom Rino Fisichella. Para ele, o que o Papa indica, no fundo, “é a Igreja que se faz companheira de percurso dos nossos contemporâneos na busca de Deus e no desejo de vê-lo”. 
Por sua vez, dom Baldisseri destacou o caráter universal do documento, elaborado a partir dos estímulos pastorais provenientes de várias Igrejas locais. “A esta experiência, deve-se o amplo espaço dedicado à religiosidade popular na América Latina – uma verdadeira espiritualidade encarnada na cultura dos mais simples”, acrescentou o Arcebispo. 

 Baixe a íntegra da Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium". 

Fonte: Radio Vaticano

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

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Estamos encerrando o Ano da Fé e convidamos você a escrever para nós, contando sua história de fé. Vamos ler sua história, no dia 21 de novembro, dia em que encerraremos o Ano da Fé no Programa Nos Passos de Paulo. Você pode deixar sua história registrada no Facebook.com/nospassosdepaulo, ou em nosso blog: nospassosdepaulo.com.br, ou ainda nos escrever uma carta: Programa Nos Passos de Paulo Rua Dona Inácia Uchoa, 62, Vila Mariana - São Paulo - SP Cep: 041100-20. Não deixe de partilhar sua história de fé, que poderá ajudar muitas pessoas. Participe!