sábado, 30 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA!

Eu sou a 
ressurreição e a vida.
Jo 11, 25
 
Queridas amigas e amigos
seguidores dos passos de Paulo,
Com Jesus,
sejamos sinais de vida e esperança
 para o mundo de hoje.
Com carinho,
nosso desejo de uma  Santa Páscoa!
Equipe do Programa
Nos passos de Paulo
 

segunda-feira, 25 de março de 2013

HOJE É DIA 25! PARTILHE SUA EXPERIÊNCIA COM O APÓSTOLO PAULO!

 
O APÓSTOLO PAULO EM MINHA VIDA!
 
Todo dia 25 de cada mês, em nosso programa NOS PASSOS DE PAULO, vamos partilhar as experiências que os ouvintes tem com São Paulo apóstolo.
Para isso escreva para nós e conte a sua experiência. Quem é São Paulo para você? De que maneira os seus escritos lhe ajudam a viver a fé?

A criatividade é sua! Pode ser através de uma poesia, música, crônica...
Você pode nos enviar a sua experiência por carta:
 
PROGRAMA NOS PASSOS DE PAULO
Endereço: Rua Dona Inácia Uchoa, 62
Vila Mariana - São Paulo - SP
04110-020

Via e-mail,
 Pelo blog:
nospassosdepaulo.com.br
Ou ainda no Facebook do programa:
nos passos de paulo
Participe!

domingo, 24 de março de 2013

HOMILIA PAPA FRANCISCO - DOMINGO DE RAMOS 24/03/2013


Ele nos acompanha e nos carrega aos seus ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, não deixeis que vos roubem a esperança! Não deixeis roubar a esperança… aquela que nos dá Jesus! PAPA FRANCISCO

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR
Homilia do Papa Francisco - 24/03/2013

1. Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: «Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!» (Lc 19, 38).
Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Soube compreender as misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus e inclinou-Se para curar o corpo e a alma.
Assim é Jesus. Assim é o seu coração, que nos vê a todos, que vê as nossas enfermidades, os nossos pecados. Grande é o amor de Jesus! E entra em Jerusalém assim com este amor que nos vê a todos. É um espectáculo lindo: cheio de luz – a luz do amor de Jesus, do amor do seu coração –, de alegria, de festa.
No início da Missa, também nós o reproduzimos. Agitámos os nossos ramos de palmeira. Também nós acolhemos Jesus; também nós manifestamos a alegria de O acompanhar, de O sentir perto de nós, presente em nós e no nosso meio, como um amigo, como um irmão, mas também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida. Jesus é Deus, mas desceu a caminhar connosco como nosso amigo, como nosso irmão; e aqui nos ilumina ao longo do caminho. E assim hoje O acolhemos. E aqui temos a primeira palavra que vos queria dizer:alegria! Nunca sejais homens e mulheres tristes: um cristão não o pode ser jamais! Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa alegria não nasce do facto de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do facto de sabermos que, com Ele, nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis… e há tantos! E nestes momentos vem o inimigo, vem o diabo, muitas vezes disfarçado de anjo, e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não o escuteis! Sigamos Jesus!. Nós acompanhamos, seguimos Jesus, mas sobretudo sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega aos seus ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, não deixeis que vos roubem a esperança! Não deixeis roubar a esperança… aquela que nos dá Jesus!
2. Segunda palavra. Para que entra Jesus em Jerusalém? Ou talvez melhor: Como entra Jesus em Jerusalém? A multidão aclama-O como Rei. E Ele não Se opõe, não a manda calar (cf.Lc 19, 39-40). Mas, que tipo de Rei seria Jesus? Vejamo-Lo… Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples, que possuem um sentido para ver em Jesus algo mais; têm o sentido da fé que diz: Este é o Salvador. Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura (cf. Is50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objecto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz! Vem-me à mente aquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: Vós sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Tal é o trono de Jesus. Jesus toma-o sobre Si… Porquê a Cruz? Porque Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, o pecado de todos nós, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus. Olhemos ao nosso redor… Tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade: guerras, violências, conflitos económicos que atingem quem é mais fraco, sede de dinheiro, que depois ninguém pode levar consigo, terá de o deixar. A minha avó dizia-nos (éramos nós meninos): a mortalha não tem bolsos. Amor ao dinheiro, poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E também – como bem o sabe e conhece cada um de nós - os nossos pecados pessoais: as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira. E na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Este é o bem que Jesus realiza por todos nós sobre o trono da Cruz.
Abraçada com amor, a cruz de Cristo nunca leva à tristeza, mas à alegria, à alegria de sermos salvos e de realizarmos um bocadinho daquilo que Ele fez no dia da sua morte.
3. Hoje, nesta Praça, há tantos jovens. Desde há 28 anos que o Domingo de Ramos é a Jornada da Juventude! E aqui aparece a terceira palavra: jovens! Queridos jovens, vi-vos quando entráveis em procissão; imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes um parte importante na festa da fé! Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre : um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo, o coração nunca envelhece. Entretanto todos sabemos – e bem o sabeis vós – que o Rei que seguimos e nos acompanha, é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz; antes, abraçai-la, porque compreendestes que é no dom de si, no dom de si, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo. Levai-la, correspondendo ao convite de Jesus: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Levai-la para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos, e trouxe a reconciliação e a paz. Queridos amigos, na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI, também eu, desde hoje, me ponho a caminho convosco. Já estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência. Três palavras: alegria, cruz, jovens.
Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida. Assim seja.
 [Texto original: Italiano]
Fonte: Site Vaticano

sexta-feira, 15 de março de 2013

5º DOMINGO DE QUARESMA - Ano C


5º DOMINGO DE QUARESMA
Ano C

Leituras: Is, 45, 16-21; Sl 125; Fl 3, 8-14; Jo 8, 1-11

“E permaneceram somente em dois: a mísera e a misericórdia” (Santo Agostinho, Comentário ao Evangelho de São João)
 

            O quinto Domingo da quaresma nos presenteia com uma belíssima liturgia da Palavra. Na primeira leitura o povo de Israel, que muito provavelmente está fazendo a experiência do exílio, ouve Deus prometer por meio do profeta um novo êxodo. Deus evoca no final da leitura a aliança firmada com o seu povo: “Este povo, eu o criei para mim, e ele cantará meus louvores”.

No Antigo Testamento uma imagem usada para afirmar a relação de aliança entre Deus e o seu povo é a imagem do casamento. De fato, Israel vai para o exílio não porque Deus tenha abandonado seu povo, mas sim porque o próprio povo, através de sua prepotência, de suas infidelidades, afastou-se do Senhor. Foi infiel ao matrimônio contraído com seu Senhor através da Aliança. O Senhor, apesar disso, mantêm-se fiel a ponto de prometer um retorno para si: “Eis que eu farei coisas novas, e que já estão surgindo...”

Nestes dias tivemos a eleição de nosso Papa Francisco. Sem dúvida é um sinal de novidade, um sinal de que Deus nunca abandona sua Igreja.

No Evangelho, indiretamente o tema da aliança matrimonial reaparece: Jesus encontra-se no Templo sentado e proferindo seus ensinamentos. Dali a pouco se aproxima uma turba provavelmente ruidosa trazendo consigo uma mulher surpreendida em adultério.

É interessante saber que a Lei mosaica previa a pena de morte não só para a adúltera, mas também para o homem adúltero. Curiosamente, no relato evangélico o adúltero não aparece. Apenas a mulher é trazida à força perante Jesus. A mulher, na sociedade daquele tempo era considerada inferior ao homem.

Sabemos que os mestres da Lei e os fariseus apresentaram a mulher adúltera e a cláusula da lei mosaica para a lapidação com a finalidade de “experimentar Jesus”. Ao que parece, os fariseus esperavam que Jesus contradissesse a Lei impedindo que a adúltera fosse condenada. Isso seria motivo suficiente para chamar Jesus de blasfemo e condená-lo à morte.

Por outro lado, caso Jesus dissesse para cumprir a Lei, é bem provável que os fariseus e os mestres da Lei fizessem uma campanha aberta contra Jesus, querendo desacreditá-lo junto aos seus seguidores, acusando-o de hipócrita, de ensinar uma coisa – a proximidade com os pecadores, o perdão – e na realidade fazer outra.

Jesus, contra toda expectativa, fica calado e, calmamente, se inclina – talvez diante da mulher adúltera que estava “em meio deles”, um gesto humilde de Jesus – e começa a escrever na terra.

O que terá escrito Jesus? São Jerônimo crê que Jesus teria começado a descrever os pecados de cada um daqueles que haviam arrastado a mulher pecadora. Nunca saberemos.

A eloquência do gesto de Jesus é acompanhada por poucas palavras que, pela sua profundidade tornaram-se proverbiais: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”.

Sabemos que, a começar pelos mais velhos, um por um foram deixando a cena. Talvez envergonhados por se descobrirem pecadores tanto quanto a adúltera. Os mais velhos saíram primeiro: na medida em que o homem envelhece vai conquistando sabedoria, vai percebendo que ninguém está livre dos erros; muito provavelmente os mais velhos se retiram porque são os primeiros a entender a profundidade das palavras e do gesto de Jesus.

A mulher adúltera é num certo sentido a imagem de Israel adúltero, infiel ao seu Deus, o esposo por excelência. Quem sabe se Jesus não escrevia por terra passagens da escritura que evocavam essa relação infiel de Israel para com o seu Deus?

Certamente o gesto cometido por essa mulher é gravíssimo; mas Jesus se apresenta como o justo juiz, como aquele que distingue entre o pecado e o pecador. “Não vim para condenar”; “São os doentes que precisam de médico”, disse Jesus.

Jesus, portanto, não condena a adúltera mas a liberta, a faz experimentar a páscoa da libertação concedendo-lhe o seu perdão.

Jesus, o esposo fiel, convida-nos a todos a deixarmos nossas infidelidades e a entrarmos na alegria da festa das núpcias. A fazer a experiência do apóstolo que considerava “tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor”.

O mesmo “Senhor” que a adúltera, em sua experiência de pecado e de humilhação, reconhece ao se dirigir assim a Jesus.

 

 

 

 

 

PAPA FRANCISCO




“Um homem de grande simplicidade e amor aos pobres”, diz cardeal Damasceno .

  Qui, 14 de Março de 2013 09:12 por: CNBB / Rádio Aparecida
Em breve entrevista concedida na manhã desta quinta-feira, 14 de março, à Rede Católica de Rádio, o presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, apresentou ao repórter André Costa suas primeiras impressões sobre o Papa Francisco.

RCR - Que impressão o senhor ficou de um Conclave tão breve?
Dom Damasceno - Foi uma experiência singular para mim, pois foi a primeira experiência como cardeal participando de um Conclave. Um clima realmente interessante, de muita reflexão, de muita partilha, de muita oração e de muita liberdade e abertura ao Espírito Santo... E como sempre, o Espírito Santo, como afirmei muitas vezes, o Espírito sopra aonde quer, quando quer, como quer, de modo que tivemos essa grande e agradável surpresa da eleição do nosso novo papa: o papa Francisco.

RCR - Que características o senhor ressalta no novo papa Francisco?
Dom Damasceno - Creio que o papa Francisco já traz suas características expressas no nome que ele escolheu, inspirado no santo de Assis. São Francisco, como nós sabemos, é um santo da pobreza, da simplicidade, da comunhão com todas as pessoas, e com a própria natureza... Aliás, é o patrono da ecologia. As marcas deste novo papa: o primeiro latino americano, um argentino, o primeiro a adotar este nome “Francisco”, o primeiro jesuíta... Mas creio que vai marcar o seu pontificado pela características de ser um verdadeiro pastor. Um pastor que ama o seu povo, que está inteiramente voltado para o cuidado do seu povo, mas ao mesmo tempo aberto ao mundo, a todos os demais povos, com os que pertencem a uma outra religião... Ele terá este coração grande, aberto, à exemplo de São Francisco de Assis. Creio que esta espiritualidade certamente inspirará o novo papa, pela simplicidade, pelo diálogo, que serão suas marcas, como foram quando ele foi arcebispo de Buenos Aires: um homem de grande...

quarta-feira, 13 de março de 2013

HABEMUS PAPAM

 FRANCISCO
O PRIMEIRO PAPA LATINO AMERICANO 



Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco


Data de nascimento: Nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936.

Educação: Estudou e se diplomou como técnico químico, mas ao decidir-se pelo sacerdócio ingressou no seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 passou ao noviciado da Companhia de Jesus, estudou humanas no Chile, e em 1960, de retorno a Buenos Aires, obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo São José, na localidade de San Miguel. Entre 1964 e 1965 foi professor de Literatura e Psicologia no Colégio da Imaculada da Santa Fé, e em 1966 ditou iguais matérias no Colégio do Salvador de Buenos Aires. Desde 1967 a 1970 cursou Teologia no Colégio Máximo de San Miguel, cuja licenciatura obteve.

Sacerdócio: Em 13 de dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote. Em 1971 fez a terceira
aprovação em Alcalá de Henares (Espanha), e em 22 de abril de 1973, sua profissão perpétua. Foi professor de noviços na residência Villa Barilari, de San Miguel (anos 1972/73), professor na Faculdade de Teologia e Consultor da Província e reitor do Colégio Máximo. Em 31 de julho de 1973 foi eleito provincial da Argentina, cargo que exerceu durante seis anos. Esteve na Alemanha, e ao voltar, o superior o destinou ao Colégio de Salvador, de onde passou à igreja da Companhia, da cidade de Córdoba, como diretor espiritual e confessor. Entre 1980 e 1986 foi reitor do Colégio Máximo de San Miguel e das Faculdades de Filosofia e Teologia da mesma Casa.

Episcopado: Em 20 de maio de 1992, João Paulo II o designou bispo titular da Auca e auxiliar de Buenos Aires. Em 27 de junho do mesmo ano recebeu na Catedral primaz a ordenação episcopal, e foi promovido a arcebispo auxiliar de Buenos Aires em 3 de junho de 1998. De tal sé arcebispal é titular desde em 28 de fevereiro de 1998, quando se converteu no primeiro jesuíta que chegou a ser primaz da Argentina.

É Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na Argentina e que não contam com Ordinário de seu próprio rito. Na Conferência Episcopal Argentina é vice-presidente; e como membro da Comissão Executiva é membro da Comissão Permanente representando à Província Eclesiástica de Buenos Aires. Integra, além disso, as comissões episcopais de Educação Católica e da Universidade Católica Argentina, da que é Grande Chanceler. Na Santa Sé, forma parte da Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos, e da Congregação para o Clero.


Cardinalato: Criado cardeal presbítero em 21 de fevereiro do 2001; recebeu a barrete vermelha e o título de São Roberto Belarmino

segunda-feira, 11 de março de 2013

ESPÍRITO SANTO VINDE COM A PLENITUDE DE VOSSOS DONS!




CONCLAVE 2013


Pedimos às luzes do Espírito Santo por todos os cardeais que estão de Conclave e que farão a eleição do novo papa.  Que eles sintam a nossa oração e a nossa comunhão!



sexta-feira, 1 de março de 2013

TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA - ANO C


3º DOMINGO DA QUARESMA – ANO C

*Por Gabriel Frade

Leituras: Ex 3,1-8a.13-15, Salmo 102 (103), 1 Cor 10,1-6.10-12, Lc 13,1-9

O terceiro Domingo da quaresma assinala mais uma etapa dentro do caminho quaresmal de preparação em direção à Páscoa. A primeira leitura apresenta a grande figura bíblica de Moisés.
Ao lermos alguns trechos antes do episódio proposto na liturgia da Palavra deste domingo, notaremos que Moisés é apresentado pelo autor do texto sagrado numa situação de angústia: ele havia desafiado o sistema e cometido um ato terrível: matara um egípcio! Podemos apenas imaginar a angústia e a aflição de Moisés. Diante do fato consumado, não lhe restava outra opção senão fugir da ira do Faraó; Moisés foge para o deserto e se associa a uma tribo de nômades.
A leitura deste domingo apresenta Moisés logo após esse episódio turbulento: parece que tudo está agora tranquilo em sua vida; a fuga do Egito era coisa do passado; já há algum tempo ele conseguira uma acolhida tranquila por parte de um povo do deserto; as coisas iam tão bem que até se casara com a filha de alguém importante dentro do clã desses nômades - o sacerdote Jetro – conquistando assim bens e uma vida cômoda.
É nessa ocasião em que tudo parece tranquilo e inabalável que Deus entra novamente na vida de Moisés. O motivo dessa visita por parte de Deus é a grande compaixão pelo seu povo que padece uma grande injustiça imposta pelo faraó. Ao visitar Moisés, Deus imprime novo movimento na história salvífica: apresenta-se a seu servo através do fato maravilhoso da sarça ardente que não se consome – imagem prefigurada da Virgem Maria que traz Jesus em seu ventre - e revela suas reais intenções para aquele que terá um papel importante no processo de libertação do povo no Egito.
Essa intenção de Deus de salvar o seu povo, revelada a Moisés terá causado em seu íntimo um turbilhão de sentimentos: voltar ao Egito significava enfrentar os problemas lá deixados, significava uma verdadeira e própria conversão. Porém, a resposta que Moisés dá a seu Senhor é um misto de prontidão corajosa e de temor: imediatamente responde confiante em Deus que retornará, mas, ao mesmo tempo, deseja saber em nome de quem ele deverá se dirigir aos seus irmãos.
Deus ao revelar seu nome a Moisés, revela a sua natureza íntima e sua vontade eterna de realizar um plano de amor com o seu povo, libertando-o de toda a opressão e injustiça, fato que se realizará na Páscoa.
Na segunda Leitura Paulo, como bom doutor da Lei, formado numa das melhores escolas de seu tempo, usa uma interpretação rabínica para explicar os fatos relativos à páscoa do Antigo Testamento. Ele alerta que não basta ver os prodígios e portentos, não basta passar pelo batismo “da nuvem” e nem comer do maná ou da água que brotou da rocha do deserto. Do mesmo modo, seguindo essa linha de pensamento do apóstolo, poderíamos dizer que não basta ser batizado, não basta participar da missa e comungar o alimento eucarístico: é preciso ter uma coerência entre a fé celebrada e a fé vivida, é preciso estar num processo de – como diria o bem aventurado Tiago Alberione – contínua conversão.
De fato, no evangelho, Jesus nos coloca diante da concretude da vida: ao evocar as mortes particularmente violentas e escandalosas dos Galileus ou dos que sucumbiram debaixo do desabamento de uma torre em Siloé, Jesus quebra certa lógica religiosa de seu tempo: em Israel, diante dessas mortes havia a interpretação de uma “teologia da retribuição”, ou seja, diante das mortes repentinas ou violentas, Deus, justo juiz, permitia tais mortes como forma de castigar os pecados, possivelmente ocultos, cometidos por essas pessoas. Jesus, ao dizer que as pessoas mortas eram tão pecadoras quanto qualquer um de seus ouvintes, faz um grande apelo à conversão.
Um belo filme feito nos anos 50 pelo renomado cineasta japonês Akira Kurosawa (Ikiru – Viver, 1952) talvez nos consiga deixar mais claro o que Jesus quis dizer através dos exemplos chocantes e do seu apelo à conversão: no filme, o cineasta conta a história do Sr. Watanabe, um homem que viveu toda a sua vida tendo uma conduta exemplar no trabalho, sem faltar um único dia, nunca deixando de cumprir suas funções dentro do escritório. A vida desse senhor era o trabalho: um belo dia, ao passar mal e visitar um médico, ele descobre que tem um câncer em fase terminal. A partir dessa notícia terrível, Watanabe descobre que nunca viveu a vida realmente; viveu como uma espécie de morto vivo. Ao fazer essa experiência, ao perceber que todos os seus projetos haviam falhado, ele decide viver o pouco da vida que lhe resta fazendo o bem.
O filme é uma parábola singela da nossa existência: não tomamos certas atitudes porque achamos que a morte nunca vai chegar assim tão cedo. Deixamos de nos converter ao Senhor porque consideramos que ainda temos tempo para pensar nas coisas que realmente importam.
Bem, Deus nesta liturgia vem, nem tanto para dizer que vai nos castigar – cortar a figueira – mas muito mais para dizer que nos dá ainda tempo para repensarmos nossa conduta e para que possamos fazer páscoa com ele.