segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

PORTA FIDEI



CARTA APOSTÓLICA
SOB FORMA DE MOTU PROPRIO
PORTA FIDEI
DO SUMO PONTÍFICE
BENTO XVI
COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ

1. A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A VIDA PODE SER UM PASSEIO

 

No início eu via Deus como um observador, como meu juiz que levara em conta as coisas que eu fazia, para saber se por elas, merecia o céu ou o inferno. Eu estava ai fora como um personagem. Eu conhecia seu retrato, mas não conhecia a Ele mesmo.
Mais adiante, quando conheci a Cristo, a vida se transformou em um passeio de bicicleta. Era uma bicicleta para dois e Cristo ia na parte de trás ajudando-me a pedalar. Não lembro quando, Ele sugeriu que mudássemos de lugar. Desde então, a vida já não era mais a mesma!
Cristo faz a vida ser fascinante.
Quando eu dirigia, conhecia o caminho. Era algo aborrecido e eu já sabia o que iria acontecer.
Tomava o caminho mais curto entre dois pontos. Quando Ele dirigia, conhecia deliciosos e longos atalhos, subindo e descendo as montanhas através de lugares rochosos a uma velocidade de quebrar o pescoço.
Tudo o que eu podia fazer era agarrar-me a Ele e agüentar, mesmo que parecesse uma loucura. Ele me dizia: "Pedala"! Eu, preocupada e ansiosa perguntava: Onde me levas? Ele corria e não respondia e eu... comecei a confiar. Esqueci a tristeza da vida e me lancei à aventura, e se alguma vez dizia:
"Estou assustada, Jesus se inclinava e tocava minha mão.
Levou-me a conhecer gente que me dava presentes de cura, de aceitação, de alegria e de paz para a nossa viagem. Ele dizia: " Dá esses presentes” e eu os dava às pessoas com quem nos encontrávamos e descobri que dando, eu recebia e que a carga se tornava leve.
No início, eu não confiava a Ele a direção da minha vida.
Pensava que podia causar acidente. Mas Ele sabe dar a inclinação perfeita à bicicleta nas curvas fechadas. Saltar grandes pedras, voar para suavizar as passagens perigosas.
Estou aprendendo a calar-me e a pedalar nos lugares mais estranhos. Estou começando a desfrutar do panorama e da fresca brisa no rosto.
Ele só me olha, sorri e me diz: "PEDALA "!

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI anuncia renúncia do pontificado


Os católicos do mundo todo foram surpreendidos nesta segunda-feira, 11, como a notícia de que o Papa Bento XVI renunciará ao pontificado. O anúncio foi feito durante um consistório com cardeais em Roma. Em sua mensagem, Bento XVI informou que a partir do dia 28 de fevereiro ele deixará o ministério petrino e após essa data será convocado um conclave para a eleição de um novo papa.
Leia a mensagem de Bento XVI na íntegra.

Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.
Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM - Comentário das Leituras


5º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

Por Gabriel Frade

“Farei de vós pescadores de homens!”

Leituras: Is 6, 1-2a.3-8; Sl 137(138); 1Cor 15, 1-11; Lc 5, 1-11

 Este 5º domingo do tempo comum nos apresenta, na liturgia da Palavra, a figura da vocação do profeta. Isaías, provavelmente ainda um jovem rapaz, tem a visão aterradora da glória divina. Chama a atenção que essa visão - e o chamamento que Deus faz ao jovem profeta - ocorra num contexto litúrgico, evocado pela voz do Senhor, pelo canto dos serafins, pela fumaça do incenso que encheu o templo e a brasa coletada do altar.

É nesse quadro que nosso jovem profeta faz a experiência de sua pequenez diante de Deus, quando exprime um profundo lamento pela sua impureza. Aparentemente é justamente por se reconhecer pecador diante de Deus que Isaías poderá experimentar o dom do perdão gratuito de seus pecados, através da imagem do tição ardente que lhe toca os lábios.

A título de curiosidade, nosso querido amigo, o egrégio professor da USP Dr. Benedito Lima de Toledo, ao analisar as estátuas de pedra sabão dos profetas, em Congonhas do Campo (MG), uma das maiores obras do barroco brasileiro produzidas por Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, constatou que a estátua do profeta Isaías apresenta os lábios inchados. É a interpretação que o genial Aleijadinho, em sua sensibilidade quase mística, nos legou ao enfatizar desse modo o transformador toque da brasa ardente na boca do profeta.

Isaías, mesmo sem saber de qual missão se tratava, ao fazer a experiência de Deus em sua vida não pensa duas vezes: “Aqui estou! Envia-me!”. Seus medos dissiparam-se imediatamente ao perceber a presença misericordiosa e protetora de Deus.

“Velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção” (Oração do Dia).

Sem dúvida, podemos perceber que o chamado de Isaías se faz presente no hoje de nossa assembleia litúrgica e na vida de cada um dos seus membros participantes. Ela, assembleia, que se encontra hoje diante do altar e do incenso, entoando com os mesmos serafins de Isaías o canto do “três vezes santo” faz a experiência de se perceber pequena, é verdade, mas amada pelo seu Senhor.

No evangelho vemos Jesus que entra na barca de Pedro. Simão Pedro, sem que nada fizesse, teve a graça de ter sua barca, sua vida, visitada por Jesus. À palavra do mestre ele se faz ao largo e faz a extraordinária experiência de um Deus que supera todos os esforços humanos.

A Palavra de Deus nos mostra que nós somos Isaías, nós somos Simão Pedro, que diante do gesto profético da pesca milagrosa operado pela palavra de Jesus se joga aos seus pés, cheio de temor e espanto, reconhecendo-se pecador.

Também nós somos convidados a fazer o gesto de Simão. “Senhor eu não sou digno que entreis em minha morada...” dizemos a cada eucaristia. Quem de nós de fato é digno?

No entanto, o primeiro passo para a conversão, para se tornar profeta e “pescador de homens”, é reconhecer-se pecador, invocar a misericórdia divina e ter a confiança que ele não nos rejeita. “Não tenhais medo!”.

Fazer a experiência da gratuidade de Deus, fazer a experiência de Paulo e da comunidade cristã primitiva de Cristo vivo e ressuscitado, é a premissa para largar tudo – nossos projetos egoístas, nossos medos, nossas angústias – e seguir Jesus, finalmente livres.

“Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo”. (Oração pós-comunhão).

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

TESTEMUNHO SOBRE MESTRA TECLA MERLO

Obrigada pela oportunidade de dar meu testemunho sobre irmã Tecla Merlo. Pelo fato de ter conhecido pessoalmente Ir. tecla, é quase espontâneo lembrar e partilhar a riqueza que ela foi e deixou para a Igreja, e a Congregação das irmãs Paulinas. Conheci irmã Tecla, numa das suas visitas ao Brasil, em São Paulo, e eu, muito jovem, fui favorecida com um grande amor por ela, e amor à primeira vista. Conheci uma paulina que se destacava pela simplicidade, coerência de vida, sabedoria, espírito de iniciativa, que vibrava pela vocação paulina, pela possibilidade de fazer com que Jesus Mestre fosse conhecido pelos povos do mundo todo, através dos meios de comunicação social.
 Tive a graça de conviver conviver com irmã Tecla em Roma; ela, Superiora Geral e eu, uma jovem estudante. Ela era uma pessoa muito próxima. Facilmente se achegava sorridente, olhares profundos, e perguntava: Como vai? Já está acostumada com o clima em Roma? E a convivência? Gosta da comida italiana? Desde que eu falei que adorava doces, eles nunca mais faltaram.
Mas, como eu gostava de levantar cedo e participar da missa diária, ajoelhada ao lado de irmã Tecla, porque a sua concentração, a sua postura me ajudavam a rezar!
 Quero salientar duas características de irmã Tecla: a sua sensibilidade pelas coisas de Deus e pelas pessoas; sensiblilidade feminina, materna, que se estendia a todos, de forma que a gente se sentia acolhida, amada, bastando um gesto, um sorriso, uma palavra, uma pergunta pra trazer alegria e paz. Outra característica era o seu amor à vocação e missão paulina, que ela identificava com a vocação e missão do próprio Jesus, aqui na terra.
 Partilhava quanto podia com as Paulinas que exercia que exerciam a missão, em terras estrangeiras. Visitava-as, interessando-se pela cultura, língua, costumes, dificuldades que enfrentavam e sofria ao pensar nos milhões de pessoas que ainda não conheciam Jesus. Ao voltar para Roma, partilhava com a grande comunidade, a vida e missão das Paulinas Missionárias e suas experiências. E faltam vocações! Ela dizia: "Eu quesera ter mil vidas para levar a todos os povos a mensagem de Jesus!" Como seria bom ter máquinas impressoras para reproduzir muitas Paulinas, assim como se imprimem livros!" Quero responder para irmã Tecla, que ela continua tendo mil vidas na pessoa de cada irmã Paulina, que, fiel à sua vocação, anuncia, comuinica Jesus a todos os povos. Que ela, junto de Deus, nos acompanhe sempre. Lanço o convite a todos  e todas que quiserem colaborar para o Reino de Deus aconteça hoje e sempre. Obrigada irmã Tecla pelo caminho trilhado e aberto para nós.   
(Ir. Esther Thomasi, fsp)

MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA DE 2013

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
PARA A QUARESMA DE 2013


Crer na caridade suscita caridade
«Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (
1 Jo 4, 16)

Queridos irmãos e irmãs!
A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da acção do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.
1. A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e «apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo.
 
 
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013


Hino da Cf 2013


L.: Gerson Cesar Souza
M.: Gil Ferreira
Daniel Victor Santos



  
    Gm                                  Cm
1. Sei que perguntas, juventude, de onde veio
         D                        Gm
Teu belo jeito sempre novo e verdadeiro.
          Cm                        Gm
Eu fiz brotar em ti desde o materno seio,
        A         D7           G
esta vontade de mudar o mundo inteiro.

            G   C                D7              G
Refrão:  Estou aqui, meuSenhor, sou Jovem, sou teu povo.
                                C
Eu tenho fome de justiça e de amor.
Am       D                         G
Quero ajudar a construir um mundo novo.
        C                 D               G
Estou aqui, meu Senhor, sou Jovem, sou teu povo.
                              C    Am
Para formar a rede da fraternidade,
           D7                           G
E um novo céu, uma nova terra, a tua vontade,
Em       C   D7          G     Em       C    D7        G
Eis-me aqui Envia-me, Senhor! Eis-me aqui Envia-me, Senhor.

   Gm                              Cm
2. Levem a todos meu chamado à liberdade
         D                        Gm
onde a ganância gera irmãos escravizados.
          Cm                        Gm
Quero a mensagem que humaniza a sociedade
        A           D7             G
falada às claras, publicada nos telhados.

     Gm                             Cm
3. Para salvar a quem perdeu a esperança
      D                        Gm
Serei a força, plena luz a te guiar.
      Cm                        Gm
Por tua voz eu falarei, tem confiança,
        A         D7           G
Não tenhas medo, novo reino a chegar.
  
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