sexta-feira, 9 de agosto de 2013

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C - COMENTÁRIO DAS LEITURAS


19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C
Leituras: Sb 18, 6-9; Sl 32(33); Hb 11, 1-2.8-19; Lc 12, 32-48 
* Por Gabriel Frade

Vigiai e orai!
Na celebração deste Domingo, as leituras nos apresentam a necessidade de vigiar e de esperar em Deus. O livro da Sabedoria mostra a releitura de um dos momentos mais importantes da história de Israel: a intervenção de Deus na libertação de seu povo; o êxodo do Egito.
Na leitura, se diz que Deus mostrara antecipadamente ao seu povo o que iria acontecer na saída do Egito, como maneira de encorajar os temerários, fortalecendo a fé e, ao mesmo tempo, fomentando a comunhão entre todos os membros do povo.
Também a nós, Deus vem nos encorajar e fortalecer nossa fé neste Domingo. Revelando-se sempre como um Pai amoroso: “Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes” (Oração do dia).
Ao fazermos memória do Senhor nesta celebração, ele renova suas promessas para com cada um de nós e nos convida a abraçarmos a fé através da sua Palavra proclamada.
No evangelho Jesus nos adverte para estarmos prontos: com os rins cingidos e as lâmpadas acesas. A mesma atitude do povo à espera da passagem de seu Deus na páscoa do Egito.
Devemos estar à espera Dele, sabendo que essa espera advém da consciência de sermos “o pequeno rebanho” escolhido por Deus e a nós revelado por Jesus, quase como uma forma de encorajar a nossa espera pelo Mestre e Senhor.
De fato, só pode esperar aquele que ama, aquele que está certo de reencontrar o objeto de seus desejos. Jesus quer soprar na cinza de nosso coração para que a brasa do amor possa novamente arder e para que possamos fazer frente às exigências do Reino.
Na segunda leitura se faz menção às personagens bíblicas do AT, de modo particular à figura de Abraão, o Pai da fé.
Assim como Abraão, Deus se revela a cada um de nós como amigo, como aquele que nos apresenta uma promessa já cumprida, porém,  pelo seu Filho. Assim como Abraão, somos chamados em nosso hoje a sair - quem sabe - de uma vidinha quotidiana, talvez insossa, voltada para o nosso próprio umbigo e a levantar nossas cabeças e a olhar para os céus, para nossa pátria definitiva com o Ressuscitado.


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