quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!



Vejam: a virgem conceberá, 
e dará à luz um filho. 
Ele será chamado pelo 
nome de Emanuel, 
que quer dizer: 
Deus está conosco.
Mt 1,23

Que essa alegre notícia 
ressoe em seu coração 
em cada dia do novo ano.
Feliz  Natal !

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ADVENTO

"VINDE, TODOS DA CASA DE JACÓ, E DEIXEMO-NOS GUIAR PELA LUZ DO SENHOR!" (Is 2,5) Eis que se aproxima o tempo do Advento, tempo de esperarmos o Senhor que já "veio, vem e virá"! Bom advento a todos!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BREVE RESUMO DA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM

Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R
O Papa Francisco publicou a sua primeira exortação apostólica Evangelii Gaudium, sobre o anúncio do evangelho no mundo atual. Um texto que, além da sua simplicidade, beleza e densidade, reassume em um ‘corpus’ seus discursos, no que diz respeito à reforma da Igreja e insere outras questões pertinentes no contexto contemporâneo. Ele se refere amplamente à alegria e, sobretudo, a alegria que vem do encontro com o Senhor. Resgata a dimensão da participação, algo que o Vaticano II já havia assinalado e não crê em uma Igreja de decretos. Neste texto, ele oferece conteúdo programático à Igreja que deve sair de si mesma e encontrar as pessoas nas ‘periferias existenciais e do mundo’ com seus desafios: alegrias e tristezas. Ao meu ver, trata-se de um texto que não deve ser lido, mas meditado, e é um convite à Igreja para sair de suas próprias estruturas arcaicas, seguras, estéreis que sufocam o evangelho. Convida a todos a perderem o medo de evangelizar e superar uma lógica de um perfeccionismo inútil que impera nas instituições eclesiais e nos cristãos e enfraquece a ação evangelizadora, porque tem medo de ir ao encontro do essencial do evangelho.
Francisco afirma que ‘não é tarefa do Papa oferecer uma análise detalhada e completa acerca da realidade contemporânea” e continua: “mas exorto todas as comunidades a terem uma sempre ‘vigilante capacidade de estudar os sinais dos tempos’” (EG 51).
Descrevendo a realidade contemporânea o Papa escreve que os cristãos devem dizer não a uma economia que mata, que descarta as pessoas pela ‘globalização de indiferença’ do anestesiamento das consciências, do ‘feticismo do dinheiro’, do consumo, da rejeição da ética e de Deus. A economia deve estar a serviço do ser humano. Apresenta os desafios de uma cultura relativista e midiática, da inversão de valores, a secularização, a transformações no âmbito familiar, os problemas da inculturação da fé e sua transmissão, as transformações no mundo urbano e suas problemáticas, bem como no âmbito rural.
Trata-se de um mundo que exclui as pessoas, mas que oferece a possibilidade de conviver com a pluralidade, onde cada ser humano possa ser respeitado nos seus espaços, não em um individualismo estéril, mas na sua individualidade e é capaz de ir ao encontro dos outros. A evangelização acontece por meio de encontro com outros e a sua razão em Jesus Cristo. Chama a atenção para as tentações que afetam os evangelizadores de se fecharem às próprias convicções, projetos e velhas estruturas. Recorda o direito dos fieis de serem bem atendidos pelos seus pastores e uma Igreja aberta tanto institucional, física e humanamente à moção do Espírito que sopra onde quer e que testemunha o Evangelho em meio aos povos e culturas e seus desafios.
É muito belo quando Francisco fala da importância de uma homilia, breve, bem preparada, que evidencie o mistério pascal de Cristo. Ele usa a metáfora de uma ‘mãe que conversa com o seu filho’ com ‘palavras que fazem arder o coração’ e que devem ser preparadas com meditação, oração e estudo, coerência e testemunho e que toque a realidade do povo de Deus, com linguagem simples e profunda.
Ele insiste em um processo de evangelização que resgate a dimensão do kerygmática e mistagógica e que acompanhe pacientemente com novas linguagens e símbolos, fundamentada sobre a Palavra de Deus e que toque as questões sociais, promovendo integralmente o ser humano. O evangelho deve provocar os cristãos a agirem no mundo, incluírem os pobres, os fragilizados e os indefesos das violações contra a vida humana e pede para que se lute pela paz social e se construa um diálogo interdisciplinar entre fé, razão e ciência e ecumênico. Por fim, evangelizar com o Espírito que se abra sem ‘medo à ação do Espírito’ (EG 259) para um renovado impulso missionário e sob a proteção de Maria, a mãe da evangelização.
Para quem ouve as homilias de Francisco, não terá problemas ao ler o texto. É direto, não tem interpolações, visa tocar o coração do homem e mulher de hoje, mesmo se o texto seja longo, 288 parágrafos. Resgata as grandes linhas do Concílio Vaticano II e os desafios contemporâneos e convida a Igreja ser samaritana a olhar os caídos pelas estradas do nosso cotidiano na sociedade. Muitas dessas questões deverão ser retomadas no Sínodo no ano que vem sobre a família! Quanto às fontes do documento, não é um documento autorreferencial. Não se autocita na exortação. Resgata as Conferências Episcopais dos diversos continentes, resgatando o aspecto da participação e da subsidiariedade e de uma Igreja semper reformanda. Que possam vir ares novos para dentro da Igreja que permitam a reflexão teológica crítica e a abertura ao diálogo com o mundo para que juntos possamos chegar ao bem desejado por Deus, a felicidade humana!

Site do autor: http://teologiaeciencia.webnode.com.br/

A EXORTAÇÃO APOSTÓLICA "EVANGELII GAUDIUM'


A ALEGRIA DO EVANGELHO 
A Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (A alegria do Evangelho), do papa Francisco, foi apresentada na manhã desta terça-feira, 26, na Sala de Imprensa da Santa Sé. Participam da coletiva de imprensa o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, dom Rino Fisichella, o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, dom Lorenzo Baldisseri, e o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli. 
O documento do Pontífice nasce da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, de 2012. O papa Francisco reelabora o que emergiu desse Sínodo de modo pessoal, escrevendo um documento programático e exortativo, utilizando a forma de “Exortação Apostólica”. Como tal, tem estilo e linguagem próprios: coloquial e direto, como manifestou Francisco em seus meses de pontificado. 
A missionariedade é o coração do texto, em que o Papa convida todos os fiéis cristãos a uma nova etapa evangelizadora, caracterizada pela alegria. Trata-se de cinco capítulos: “A transformação missionária da Igreja”, “Na crise do compromisso comunitário”, “O anúncio do Evangelho”, “A dimensão social da evangelização” e “Evangelizadores com espírito”. “O que mantém unido todas essas temáticas é o amor misericordioso de Deus, que vai ao encontro de cada pessoa”, afirmou dom Rino Fisichella. Para ele, o que o Papa indica, no fundo, “é a Igreja que se faz companheira de percurso dos nossos contemporâneos na busca de Deus e no desejo de vê-lo”. 
Por sua vez, dom Baldisseri destacou o caráter universal do documento, elaborado a partir dos estímulos pastorais provenientes de várias Igrejas locais. “A esta experiência, deve-se o amplo espaço dedicado à religiosidade popular na América Latina – uma verdadeira espiritualidade encarnada na cultura dos mais simples”, acrescentou o Arcebispo. 

 Baixe a íntegra da Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium". 

Fonte: Radio Vaticano

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PARTILHE SUA HISTÓRIA DE FÉ.

Estamos encerrando o Ano da Fé e convidamos você a escrever para nós, contando sua história de fé. Vamos ler sua história, no dia 21 de novembro, dia em que encerraremos o Ano da Fé no Programa Nos Passos de Paulo. Você pode deixar sua história registrada no Facebook.com/nospassosdepaulo, ou em nosso blog: nospassosdepaulo.com.br, ou ainda nos escrever uma carta: Programa Nos Passos de Paulo Rua Dona Inácia Uchoa, 62, Vila Mariana - São Paulo - SP Cep: 041100-20. Não deixe de partilhar sua história de fé, que poderá ajudar muitas pessoas. Participe!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MISSIONÁRIAS DA IMACULADA - PIME



Durante o mês de outubro no programa Nos Passos de Paulo tivemos a presença das Irmãs Missionárias da Imaculada – PIME. Conheça um pouco da história das Missionárias da Imaculada.

Uma data: 8 de dezembro de 1936.
Um simples início: duas mulheres diante de uma imagem da Imaculada dão origem, a partir do terreno fértil do PIME, à uma nova família religiosa missionária na Igreja.
E antes daquele momento?
Vinte anos de espera, sonhos e oração: um projeto que lentamente se realiza.
Os protagonistas desta história são a Me. Giuseppina Dones, Giuseppina Rodolfi, Pe. Paolo Manna fundadoras, (beatificado no ano de 2001), inspirador do Carisma e Dom Lorenzo M. Balconi, co-fundador.
Estamos em 1898 e Giuseppina Dones tem 18 anos. Durante as missões populares na sua paróquia de Baggio (Milão), decide consagrar-se a Deus na vida missionária. Quando sua irmã entra no Instituto das Irmãs da Reparação, também Giuseppina a segue, sendo convidada a fazer o mesmo. Em 1916 o Instituto da Reparação aceita de colaborar com o PIME, o Pontifício Instituto para Missões Estrangeiras de Milão, para a expedição das revistas missionárias e à Irmã Giuseppina é confiada a responsabilidade do trabalho.
 vista As Missões Católicas
O Diretor do escritório da revista Missões Católicas era o Pe. Paolo Manna. Me. Dones o encontra no dia 9 de Janeiro de 1917, uma data que ela nunca esquecerá. Me. Dones se dedica a seu novo serviço com entusiasmo: Ela tem a convicção que é um meio para despertar nos cristãos o ardor missionário. Ao contrário, as irmãs da Reparação logo consideram esse trabalho um empenho excessivo que  ocupa forças preciosas. Então surge em sua mente uma idéia: pessoas que se dediquem por vocação a essa obra, poderiam realizá-la melhor. Por mais de dois anos cultiva em segredo essa intuição e em 1919, pela primeira vez, fala sobre isso com Pe. Manna.
Em 1925 e 1926 as primeiras tentativas de realizar o projeto fracassam. Naqueles anos, Giuseppina Rodolfi, uma milanesa de 14 anos, em busca do seu ideal de vida, compreende o seu caminho. Um dia seu pai traz uma revista do PIME e ela lendo-a, diz consigo mesma: "Achei, quero ser missionária". São muitos os Institutos que trabalham nas missões, mas ela não se sente atraída por nenhum deles. Freqüentando assiduamente, com o irmão Armando, o Instituto das Missões Estrangeiras, começa a desejar de fazer parte de uma organização que tenha o mesmo espírito do PIME.
Em 1927 os caminhos de Me. Dones, Giuseppina e Pe. Manna se cruzam e se convergem em uma única história.
Giuseppina Rodolfi encontra Me. Dones durante o Congresso dos amigos do PIME e por ela é aconselhada a falar com Pe. Manna. Giuseppina tem a coragem de iniciar a reunir ao seu redor um primeiro grupo de aspirantes e de insistir com Pe. Manna para que funde algo. Mas Pe. Manna não se decide, vendo a frente muitas dificuldades. Ao contrário, um outro missionário di PIME, Pe. Giovanni Battista Tragella, sustenta e encoraja Giuseppina nas dificuldades.
Em 1934 o PIME celebra em Hong Kong o Capítulo geral que aceita a proposta " da instituição de uma Congregação feminina paralela ao Instituto das Missões Estrangeiras" e confia a sua realização à Dom Lorenzo M. Balconi, novo Superior geral do Instituto. Entretanto passaram-se ainda dois anos até que no dia 8/12/1936, Me. Dones e Giuseppina Rodolfi, diante de um pequeno altar com o quadro da Virgem Imaculada, numa casa alugada em Milão, consagram-se a Deus para a missão. A paterna ajuda de Dom Lorenzo M. Balconi foi preciosa e determinante na realização do sonho das duas fundadoras. E daquele tempo até hoje passaram-se setenta e três anos...


MAIS INFORMAÇÕES:
Província Brasil Sul
Sede Provincial   
Av. Piassanguaba, 2851  -  Planalto Paulista
CEP. 04060-004 - Planalto Paulista - São Paulo  (SP)
Tel. 011-3251 2395
brasilsulmdi@yahoo.com.br

Província Brasil Norte
Sede Provincial
Praça N. Sra. de Nazaré, 25
Bairro Adrianópolis
69057-450 – MANAUS (AM)
Tel. 092-32345085   092-32339549
conceicao.cordeiro@hotmail.com

Delegação da Guiné Bissau
Missionárias da Imaculada
Apartado 226
Comunidade de Bissau
1021 – BISSAU - CODEX
Tel.  1021-3251782
auxiqm@hotmail.com



Oração missionária 

Ó Deus que desejais alcancem todos os povos a salvação
 e cheguem ao conhecimento da vossa Palavra;
enviai, nós vos pedimos,
mulheres e homens ardorosos
que anunciem com fé, esperança e amor a Boa Nova de Jesus,
 a fim de que a sua mensagem seja divulgada e vivida
 e assim todas as nações saibam que sois o Deus da vida,
Vos pedimos por Jesus vosso Filho e nosso Senhor,
o missionário que enviastes;
pelo Espírito Santo, o protagonista da missão
e através de Maria, a Estrela da evangelização.
Amém.


domingo, 20 de outubro de 2013

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES - 2013


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2013
(20 DE OUTUBRO DE 2013)

Queridos irmãos e irmãs,
Este ano, a celebração do Dia Mundial das Missões tem lugar próximo da conclusão do Ano da Fé, ocasião importante para revigorarmos a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja que anuncia, com coragem, o Evangelho. Nesta perspectiva, gostaria de propor algumas reflexões.
1. A fé é um dom precioso de Deus, que abre a nossa mente para O podermos conhecer e amar. Ele quer entrar em relação connosco, para nos fazer participantes da sua própria vida e encher plenamente a nossa vida de significado, tornando-a melhor e mais bela. Deus nos ama! Mas a fé pede para ser acolhida, ou seja, pede a nossa resposta pessoal, a coragem de nos confiarmos a Deus e vivermos o seu amor, agradecidos pela sua infinita misericórdia. Trata-se de um dom que não está reservado a poucos, mas é oferecido a todos com generosidade: todos deveriam poder experimentar a alegria de se sentirem amados por Deus, a alegria da salvação. E é um dom que não se pode conservar exclusivamente para si mesmo, mas deve ser partilhado; se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis e combalidos. O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo e um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja. «O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial» (Bento XVI, Exort. ap. Verbum Domini, 95). Toda a comunidade é «adulta», quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até às «periferias», sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham connosco o caminho da vida.




sábado, 7 de setembro de 2013

Homenagem à Patria Amada!


Pátria Amada !

Era o dia 07 de setembro do ano de 1822
 quando D.Pedro I deu o
“Grito do Ipiranga” tornando o Brasil livre de Portugal.
Desde então, nosso amado Brasil ,tornou-se um país
dono de seu próprio destino, e um novo rumo tomou.

O povo passou a lutar por um lugar
 mais justo de se viver e ser feliz.
Nasceu um novo tempo,
e o povo brasileiro que é um povo guerreiro,
luta desde então por dias melhores,onde prevaleça a
liberdade e o respeito pelo povo e pela Pátria.

A Bandeira de nossa Pátria, bem representa
o sentimento de todos os brasileiros:

No azul e no branco do céu, o desejo de paz;
No verde das matas, a esperança da eterna liberdade;
No amarelo do sol, o brilho grandioso do futuro da Nação.

Do passado guardamos grandiosas
lembranças de uma nação vencedora.
No presente avançamos a largos
passos e despontamos no cenário mundial.
No futuro ...colheremos a glória
 de um povo trabalhador e vencedor,
que luta por isso desde que a Independência se fez!

AMADA PÁTRIA BRASIL,
TERRA DE ENCANTOS MIL!

Rosemary de Ross
Pato Branco - Paraná.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

MÉTODO DA LEITURA ORANTE DA BÍBLIA



Antes de tudo, colocar-se à luz do Espírito de Deus e pedir sua ajuda.
Depois, seguir os quatro degraus da Leitura Orante da Bíblia:
Leitura, Meditação, Oração, Contemplação.

1º - Leitura
 O que o texto diz?
A leitura é o primeiro passo, ou degrau da Leitura Orante da Bíblia. Ler na Biblia, reler, tornar a ler, cada vez mais, conhecer bem o que está escrito, até assimilar o próprio texto; respeitar o texto tal como ele é, sem interpretações precipitadas, sem achar que já conhece esse texto. A Sagrada Escritura é como uma fonte de água. A cada instante brota uma água nova que não é a mesma água do segundo anterior. É como um copo de água que você bebe. Só se bebe aquele copo d’água uma vez na vida. Assim cremos que seja a Palavra de Deus é sempre nova e atual. Ao ler o texto da Escritura, fazê-lo com o respeito de quem se encontra pela primeira vez. Estar atento para as palavras, as repetições, o jeito como está escrito, quem aparece no texto, em que lugar, o que fazem, o que falam... Muitas vezes precisaremos lançar mão de algum subsídio que ajude a entender o texto e o seu contexto histórico/social; usar estudos, dicionários bíblicos, livros, a ciência, a teologia e outros meios. De acordo com Dt 30,14 -“A Palavra está muito perto de ti: na tua boca” - é chegar perto da Palavra de Deus; a Palavra está na boca. Aqui descobrimos o que o texto diz em si mesmo.

2º - Meditação
O que Deus está me falando?
A meditação é o segundo degrau. Depois de ouvir e ler a Sagrada Escritura, de assimilá-la criativa e ativamente, vamos usar a imaginação, palavras, a repetição mental ou oral de uma palavra, uma frase, um versículo. Repetir de memória, com a boca, o que foi lido e compreendido. Vamos ruminar até que, da boca e da cabeça, passe para o coração. Já não é mais só o que o texto diz, mas o que esta palavra está dizendo hoje, o que me diz concretamente dentro da realidade em que estamos vivendo. O que Deus falou no passado e o que está falando hoje, através deste texto? É uma forma simples de meditação, um jeito de saborear o texto com cores e cheiros de hoje, da nossa realidade. “A Palavra está muito perto de ti: na tua boca e no teu coração”.
Questionamentos: O que o texto me diz? (Ruminar, trazer o texto para a própria vida e a realidade pessoal e social.)

3º - Oração
O que o texto me faz dizer a Deus?
A meditação nos faz subir o terceiro degrau. A leitura e meditação se transformam em um encontro mais direto, íntimo e pessoal com Deus. Entramos em diálogo, em comunhão amorosa com Deus. Respondemos a Deus, pedimos que nos ajude a praticar o que a sua Palavra nos pede. O texto bíblico e a realidade de hoje nos motivam a rezar. O terceiro passo é a oração pessoal que pode desabrochar em oração comunitária, expressão espontânea de nossas convicções e sentimentos mais profundos. “A Palavra está muito perto de ti: ... no teu coração”.
(Rezar – suplicar, louvar, dialogar com Deus, orar com um salmo...)

4º - Contemplação
Qual o meu novo olhar? A partir da Palavra.
É o transbordamento do coração em ação transformadora. “Para que ponhas em prática” (Dt 30,14). Contemplar não é algo intelectual, que se passa na cabeça, mas é um agir novo que envolve todo nosso ser. É contemplativa a pessoa que tem o “jeito novo” de ser, viver, ver e assumir a vida, conforme o projeto daquele que é o nosso único Mestre e que nos diz: “Vocês são todos irmãos” (Mt 23,8). A Leitura Orante se torna uma atitude continuada no dia-a-dia por uma ação transformadora – pessoal, comunitária, social, mundial.

Sugestões Paulinas para continuar aprofundando:


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

1000 - PROGRAMAS NOS PASSOS DE PAULO

Queridas Amigas e Amigos,
Seguidores dos passos de Paulo
Graça e paz!
Nós, Equipe do Programa Nos passos de Paulo, temos a alegria de partilhar com vocês que no próximo dia 19 de agosto faremos o programa Nos passos de Paulo de número 1000!
Foram 1000 programas dedicados a tornar o Apóstolo Paulo mais conhecido em nossa grande Arquidiocese de São Paulo e muito mais além, pois as ondas da Rádio 9 de Julho chegam  longe!
         Só temos a agradecer a amizade, a confiança, a colaboração de cada um de diversas formas e também as orações que foram muito necessárias para perseverarmos diante de tantos desafios. Obrigada!
         Sigamos juntos, nos passos do Apóstolo Paulo, na certeza de que “Aquele que nos chamou é fiel e é ele quem age”.

Suas irmãs paulinas,
Edicléia, Noemi, Rosa e Rosinha

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO POR OCASIÃO DA SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA


MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO 

POR OCASIÃO DA SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

Vaticano, 6 de agosto de 2013

Queridas famílias brasileiras,

Guardando vivas no coração as alegrias que me foram proporcionadas durante a recente visita ao Brasil, me sinto feliz em saudá-las por ocasião da Semana Nacional da Família, cujo tema é “A transmissão e a educação da fé cristã na família”, encorajando os pais nessa nobre e exigente missão que possuem de ser os primeiros colaboradores de Deus na orientação fundamental da existência e a segurança de um bom futuro.
Para isso, “é importante que os pais cultivem as práticas comuns de fé na família, que acompanhem o amadurecimento de fé dos filhos” (Carta Enc. Lúmem Fidei, 53). Neste sentido, os pais são chamados a transmitir, tanto por palavras como, sobretudo pelas obras, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor humano, que recebem uma nova luz da Revelação de Deus.
De modo particular, diante da cultura do descartável, que relativiza o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade, mas também na atenção aos mais velhos, especialmente aos avós, que são a memória viva de um povo e transmissores da sabedoria da vida.
Fazendo votos de que vocês, queridas famílias brasileiras, sejam o mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e alimentado pela fé e como penhor de graças do Alto, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo a Benção Apostólica.
Papa Francisco

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C - COMENTÁRIO DAS LEITURAS


19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C
Leituras: Sb 18, 6-9; Sl 32(33); Hb 11, 1-2.8-19; Lc 12, 32-48 
* Por Gabriel Frade

Vigiai e orai!
Na celebração deste Domingo, as leituras nos apresentam a necessidade de vigiar e de esperar em Deus. O livro da Sabedoria mostra a releitura de um dos momentos mais importantes da história de Israel: a intervenção de Deus na libertação de seu povo; o êxodo do Egito.
Na leitura, se diz que Deus mostrara antecipadamente ao seu povo o que iria acontecer na saída do Egito, como maneira de encorajar os temerários, fortalecendo a fé e, ao mesmo tempo, fomentando a comunhão entre todos os membros do povo.
Também a nós, Deus vem nos encorajar e fortalecer nossa fé neste Domingo. Revelando-se sempre como um Pai amoroso: “Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes” (Oração do dia).
Ao fazermos memória do Senhor nesta celebração, ele renova suas promessas para com cada um de nós e nos convida a abraçarmos a fé através da sua Palavra proclamada.
No evangelho Jesus nos adverte para estarmos prontos: com os rins cingidos e as lâmpadas acesas. A mesma atitude do povo à espera da passagem de seu Deus na páscoa do Egito.
Devemos estar à espera Dele, sabendo que essa espera advém da consciência de sermos “o pequeno rebanho” escolhido por Deus e a nós revelado por Jesus, quase como uma forma de encorajar a nossa espera pelo Mestre e Senhor.
De fato, só pode esperar aquele que ama, aquele que está certo de reencontrar o objeto de seus desejos. Jesus quer soprar na cinza de nosso coração para que a brasa do amor possa novamente arder e para que possamos fazer frente às exigências do Reino.
Na segunda leitura se faz menção às personagens bíblicas do AT, de modo particular à figura de Abraão, o Pai da fé.
Assim como Abraão, Deus se revela a cada um de nós como amigo, como aquele que nos apresenta uma promessa já cumprida, porém,  pelo seu Filho. Assim como Abraão, somos chamados em nosso hoje a sair - quem sabe - de uma vidinha quotidiana, talvez insossa, voltada para o nosso próprio umbigo e a levantar nossas cabeças e a olhar para os céus, para nossa pátria definitiva com o Ressuscitado.


DIA DOS PAIS

Em 1909, Sonora Louise Smart Dodd, depois de ouvir um sermão numa missa do Dia das Mães, em Washington, desejou fazer o mesmo em relação à seu pai, por quem nutria sincera admiração e amor.

Sonora compreendeu a força e a generosidade demonstradas por seu pai, um militar veterano da guerra civil, que criou sozinho os seis filhos, depois da morte da mulher. Graças aos esforços de Sonora, o primeiro Dia dos Pais foi celebrado a 19 de junho de 1910. Porém, só muitos anos depois de a ideia ter sido apoiada pela população, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou o decreto que instituiu o terceiro domingo de junho como o Dia do Pai, nos Estados Unidos.

Hoje, mais de 11 países comemoram o Dia dos Pais, a seu modo, em datas diversas e conforme seus costumes. Os alemães não possuem um Dia dos Pais oficial; costumam comemorar a data junto com a Ressurreição de Jesus Cristo.
O povo inglês celebra a data com estilo, sem consumismo nem reuniões familiares; optaram por enviar cartões elegantes e alusivos à festa, que acontece em junho. Essa ideia surgiu na Babilônia, há mais de quatro mil anos, quando um jovem chamado Elmesu esculpiu em argila o primeiro cartão, desejando sorte, saúde e vida longa a seu pai.

No Brasil, o Dia dos Pais começou a ser celebrado em 1953, no dia da Festa de São Joaquim, pai da Virgem Maria; depois passou oficialmente para o segundo domingo de agosto, visando interesses dos comerciantes, embora se saiba que a homenagem tem sentido mais profundo do que o comercial.

Em alguns países, o Dia dos Pais é festejado no Dia de São José, a 19 de março. Para os europeus, não há dia melhor para se festejar o Dia dos Pais do que o Dia de São José, pai por excelência, na tradição católica. São José faz lembrar o pai que se encontra em cada uma das famílias.

Ser pai é um dos maiores desafios de um homem. Às vezes é estressante, mas extremamente compensador. Ser pai é, acima de tudo, uma vocação que vem de longe, do infinito. O verdadeiro pai não abandona, não rejeita o filho. O pai dá sua vida pelo filho. Mas só amar o filho não basta, é preciso ir além do amor, participando de sua vida, integralmente. Essa é a pedagogia amadurecida de Deus-Pai. É dela que falava Jesus, quando declarou: "O meu ensinamento não vem de mim mesmo, mas daquele que me enviou". (Jo 7,16). Todo maravilhoso sentido da existência, revelado por Jesus, foi resultado da comunhão com o Pai.
(Fonte: www.paulinas.org.br)

sábado, 3 de agosto de 2013

HOMENAGEM A TODOS OS PADRES


UMA CANÇÃO SACERDOTAL
(Antônio Cardoso – CD Juntos)


Fui escolhido pra servir-te
E para amar-te meu irmão
Meu coração se dividiu entre o meu ser
E o teu ser em comunhão
A vida colocou-me frente a frente
Com um reino
Um reino que eu sonhava
E era minha vocação

Me fiz um sacerdote para ser como Jesus
Eu quero iluminar-te e receber a tua luz
A cruz que eu abracei, é a tua cruz ó meu irmão
Se for preciso dar a vida, é minha vocação

Eis-me aqui Senhor para servir
Eis-me aqui Senhor no teu altar
Celebrar a vida e a vida em comunhão
A minha vida eu quero te entregar

Abandonei a minha casa
E os meus pais para lutar
Por muita gente que não tem uma família
Um grande amor, ou mesmo um lar
Não fui indiferente ao teu chamado
Meu Senhor
Conserva-me na graça, na graça do amor

Agora eu faço uma oração
Para louvar-te meu Jesus
Te agradecer por este dom
E pela minha vocação
É impossível ser chamado e não obedecer
Tu tens a minha vida e o meu ser em tuas mãos.

Parabéns a todos os Padres!


terça-feira, 23 de julho de 2013

Discurso do Papa Francisco no Palácio Guanabara - 22/07/2013


Discurso do Papa Francisco no Palácio Guanabara 

Senhora presidenta,
ilustres autoridades,
irmãos e amigos!

Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.

Aprendi que para ter acesso ao povo brasileiro é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso, permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada oração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: a paz de Cristo esteja com vocês!

Saúdo com deferência a senhora presidenta e os ilustres membros do seu governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua pátria. Cumprimento também o senhor governador deste estado, que amavelmente nos recebe na sede do governo, e o senhor prefeito do Rio de Janeiro, bem como os membros do corpo diplomático acreditado junto ao governo brasileiro, as demais autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.

Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o rebanho de Deus neste imenso país, e às suas amadas igrejas particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da esperança que d'Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu amor.

O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: ide e fazei discípulos entre todas as nações.

Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores das variadas culturas, e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações, e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda a diversidade.

Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo "bota fé" nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: ide e fazei discípulos. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens "botam fé" em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem, porque sabem que não serão desiludidos.

Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.

Os pais usam dizer por aqui: os filhos são a menina dos nossos olhos. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz, regalando-nos o milagre da visão!

O que vai ser de mim, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por essa desafiadora pergunta.

A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida; assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades, para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos.

Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento!


segunda-feira, 22 de julho de 2013

O QUE ELES DISSERAM PARA A JUVENTUDE - Bem-aventurado Tiago Alberione

A juventude é o amanhã da vida,
não é um capítulo separado do restante
 da existência nem é o prefácio de um livro.
É a premissa de tudo. É a semente de onde brota tudo.
É o alicerce sobre o qual deve apoiar-se o grande edifício da vida.
São vocês mesmos, 
jovens que estão preparando suas vidas para o amanhã.
Se a meia-noite vocês olharem o nascente, porque de lá virá a luz,
vocês olharão por muito tempo e poderão até pensar que é inútil.
Mas se continuarem insistindo e olharem uma segunda,
uma terceira vez vocês vão descobrir um raio de luz na alvorada.
E todo o panorama circundante se iluminará.
Duas coisas foram necessárias, 
a perseverança em olhar e a existência da luz.
Para todas as grandes coisas exigem-se
 lutas penosas e um preço muito alto.
A única derrota da vida é a fuga diante das dificuldades.
O homem que morre lutando é um vencedor.

Bem-aventurado Tiago Alberione


O QUE ELES DISSERAM PARA A JUVENTUDE - Dom Pedro Casaldáliga


CREDO DA JUVENTUDE

Creio na juventude que busca o novo,
Que espera o amanhã melhor e sonha sonhos de criança.

Creio no jovem e na jovem que sabe o que quer,

Que enfrenta firme a luta, que não foge da raia.

Creio na rapaziada que segue em frente e segura o rojão.
Creio no jovem que descobre o valor de vivermos como irmãos e irmãs

E que busca a comunidade.
Creio que todos os jovens e todas as jovens sabem dizer sim e também dizer não.
Creio na juventude que sempre se reúne para partilhar a vida.
Creio nos jovens e nas jovens da comunidade, do campo, da escola, da periferia,
Que sabem viver o amor em sua realidade.
Creio em nossa caminhada rumo à nova sociedade,
Onde todos e todas seremos irmãos e irmãs.
Creio na força do jovem e da jovem que sorri, canta, dança, chora, namora,
Espera e faz o novo amanhã.
Creio no Deus pai e mãe, libertador,
E em todo jovem e toda jovem que sonha com seu reino de amor.
Creio no Cristo jovem,
Que fez a vontade de Deus e viveu com muito amor.
Creio no Espírito Santo,
Que com o fogo do amor anima toda a juventude na busca do libertador.
Creio em maria,
Mulher de dor e alegria,
Mãe nossa querida, de todos os jovens e de todas as jovens
Que na vida redescobrem seu valor.
Cremos que só com fé, força e confiança
Chegaremos ao reino de Deus e do povo.
Amém!
Dom Pedro Casaldáliga