quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - PRECE

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - CUIDADOS

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - O CONCÍLIO 50 ANOS DEPOIS

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - RECEPÇÃO DO CONCÍLIO NO BRASIL

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - CELAM

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - PACTO DAS CATACUMBAS

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - DOM HELDER CÂMARA

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - A PRESENÇA DO BRASIL

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - APOSTOLICAM ACTUOSITATEM

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - APOSTOLICAM ACTUOSITATEM

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - AD GENTES

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - INTER MIRIFICA

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - NOTRA AETATE

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - UNITATIS REDINTEGRATIO

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - DIGNITATIS HUMANAE

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - GAUDIUM ET SPES

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - LUMEN GENTIUM

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - 50 ANOS DE ABERTURA

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - DEI VERBUM

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - SACRONSANCTUM CONCILIUM

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - INTRODUÇÃO AOS DOCUMENTOS

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM - COMENTÁRIO DAS LEITURAS

30° DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B
* Por Gabriel Frade


“Cristo nos amou, e por nós se entregou a Deus, como oferenda e sacrifício santo”. (Antífona da comunhão).

Leituras: Jr 31,7-9; Sl 125 (126); Hb 5,1-6; Mc 10,46-52

Belíssima é a liturgia da Palavra deste 30° Domingo do Tempo comum. Na primeira leitura, retirada do livro do profeta Jeremias, tomamos conhecimento de um oráculo proferido pelo profeta provavelmente por ocasião do exílio de Israel.
Nessa boa notícia, Deus através do profeta, anima Israel afirmando a sua proximidade para com o seu povo querido, mesmo nos momentos mais difíceis.

Deus nos é apresentado como um Pai que se interessa sobremaneira pelos seus filhos. O sofrimento do exílio – provocado pelas ações de infidelidade do próprio povo e de seus dirigentes! - é anunciado como passageiro. Deus não abandona seu povo: a alegria que Deus promete será muito maior.
“Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis” (Oração do dia).
Dentre aqueles que retornam do exílio, estão o coxo e o cego: imagem, num certo sentido, da contingência humana, da dependência dos outros. É justamente nessa fraqueza que Deus se manifesta e, ao se manifestar, Deus lembra-se também dos mais pobres e daqueles que sofrem: os faz retornar a uma situação mais originária de comunhão consigo.

Sem dúvida alguma Deus continua se manifestando no nosso hoje e, a maior razão, em nossa celebração dominical. De modo que também nós podemos experimentar a consolação divina em nosso coração ao acolhermos sua Palavra: “O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo” (cf. Sl Responsorial).
Para isso, porém, é preciso dar o primeiro passo: é preciso se reconhecer exilado, cego e coxo, isto é: é preciso se reconhecer fraco, que sem a primazia de Deus em nossas vidas, nós nada somos.
De fato, na segunda leitura nos é apresentada a figura de Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, isto é, como aquele que é capaz de interceder por nós. Ele pode interceder eficazmente porque ele mesmo experimentou nossa fraqueza: em Jesus, Deus se torna solidário à nossa situação humana.
No evangelho de Marcos Jesus está em Jericó com seus discípulos. Está num oásis – Jericó significa a cidade das palmeiras –, em mais uma parada em seu longo caminho para Jerusalém, onde deverá ocorrer o desfecho do seu ministério.
Num certo momento surge a figura de um cego, chamado Bartimeu.
Em Israel a cegueira era um fato particularmente grave. Naquela mentalidade religiosa, especialmente na cabeça de alguns judeus, os malefícios físicos eram justificados e entendidos como fruto de algum pecado cometido pelo sujeito.

O defeito da cegueira aparecia como um fato de maior gravidade: o cego não poderia jamais ler a torá (a Lei); num certo sentido ele não poderia jamais contemplar o rosto de Deus através das escrituras sagradas.
Estava desorientado... Estava longe da face de Deus: “Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim procurai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face”. (Antífona de Entrada).
Por esse motivo entendia-se que o sujeito para ser cego deveria ter ofendido a Deus de modo muito particular e, provavelmente, seguindo essa mentalidade, entendia-se igualmente que Deus não poderia nunca estabelecer uma comunicação adequada com quem fosse cego.

Curiosamente, não é o que ocorre no episódio de Jericó.
O cego que se põe a gritar o nome de Jesus, utilizando para isso um título messiânico - no fundo o cego viu o que outros não viram, mesmo tendo os olhos sãos: na pessoa de Jesus era mesmo o Messias quem ali estava! – é imagem da oração.
Sem dúvida Deus não precisa de nossa oração. Mas tal qual Pai carinhoso, Deus quer ouvir nossa voz. Quer entrar em contato conosco e para tanto toma ele a iniciativa: vai até onde nos encontramos.
E onde estamos hoje?
Será que estamos na beira da estrada, como o cego Bartimeu, mendicantes de “esmolas”, de atenção dos outros, de apreço humano...
São tantos, os desejos que passam por um coração humano...
Deus se aproxima de nós.

O cego ouviu os rumores de que Jesus estava por ali. Será que ouvimos os rumores da presença de Deus na celebração da Palavra?

Se ouvimos, devemos então fazer como o cego: gritar.
Essa imagem, como já acenamos, é particularmente cara na tradição oracional do oriente. Pois revela o valor que uma oração insistente pode obter de Deus, desde que feita com o coração.
Deus se importa conosco e, diante de nossa oração, nos pergunta: “o que queres que eu te faça?”.
O cego, que reconhece sua fraqueza, pede aquilo que é essencial: a visão.
Provavelmente a primeira imagem que ele terá visto foi o rosto de Jesus.
No fundo, é o desejo de todo homem e mulher: ver Deus.
Ver Deus significa ter o sentido de toda a existência revelado. Significa entrar em comunhão profunda com Deus. Significa ser feliz, encontrar a paz interior.
Onde podemos ver Jesus hoje? Certamente é possível ver Jesus na liturgia, na comunidade que celebra, na Palavra proclamada e, sobretudo, na eucaristia que hoje celebramos.

“Ó Deus, que vossos sacramentos produzam em nós o que significam, a fim de que um dia entremos em plena posse do mistério que agora celebramos”. (Oração depois da comunhão).

PARABÉNS RÁDIO 9 DE JULHO - 13 ANOS



No próximo dia 27 de outubro, a Rádio 9 de julho AM 1600 kHz comemora seu 13º aniversário.

Como parte das comemorações, a emissora organizou uma ação social prevista para acontecer das 10h às 18h, no estacionamento do Mosteiro da Luz, ao lado da Estação Tiradentes do Metrô. Serão oferecidos gratuitamente ao público serviços nas áreas de saúde, cidadania, lazer e cultura, além da presença das Pastorais Arquidiocesanas.
Às 16h será celebrada uma missa campal, presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, dom Julio Akamine, com a presença de padres comunicadores.

Sobre a Rádio 9 de Julho :
A Rádio 9 de Julho nasceu em 1953 com autorização temporária para preparar e comemorar o 4º Centenário de fundação da cidade de São Paulo em 1954. Quando terminaram os festejos do 4º Centenário de São Paulo, o presidente da República em exercício, Café Filho, ofereceu a Emissora à Arquidiocese de São Paulo. Inaugurada em 1956 como emissora da Fundação Metropolitana Paulista, ligada à Arquidiocese de São Paulo, a Rádio funcionou até 1973, quando sua concessão foi declarada perempta pela Ditadura Militar.
Assim que os transmissores da Rádio foram lacrados, Dom Paulo Evaristo Arns iniciou o longo processo para reavê-la. Em 1996, 23 anos depois, o Presidente Fernando Henrique Cardoso devolveu a emissora à Arquidiocese, acentuando que não estava fazendo um favor à Igreja de São Paulo, mas reparando uma injustiça.
A solenidade oficial de reinauguração da Rádio aconteceu no dia 23 de outubro de 1999 com uma grande celebração histórica no Mosteiro da Luz que reuniu autoridades eclesiásticas e civis.
Hoje, a Rádio 9 de Julho soma-se aos demais meios de comunicação da Igreja com uma programação em que se equilibram o anúncio do Evangelho, a formação, a informação e o entretenimento; ocupando o 5º lugar nos índices de audiência, segundo pesquisa do IBOPE de outubro de 2012.

Serviço:
GRATUITO
Evento : 13º Aniversário da Rádio 9 de Julho
Data: 27/10/12
Horário: das 10h às 18h
Local : Mosteiro da Luz- Av. Tiradentes, 676 Luz

MAIS INFORMAÇÕES:
RÁDIO 9 DE JULHO
CLEIDE BARBOSA
cleide@radio9dejulho.com.br
Tel: (11) 3932-3393 Cel: 98652-3626
JUCELENE ROCHA
Tel: (11) 3932-3393 Cel: 98652-3626
juce.rocha@gmail.com

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

COMENTÁRIO DAS LEITURAS - 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 
29º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B
* Por Gabriel Frade

 
“O Filho do homem veio dar a sua vida para a salvação dos homens” (Antífona da comunhão).

Leituras: Is 53,10-11, Salmo 32 (33), Hb 4,14-16, Mc 10,35-45.

Neste 29º Domingo do Tempo Comum, a Igreja continua sua caminhada à luz da Palavra de Deus que se expressa na Liturgia através de leituras muito significativas. A primeira leitura, bastante curta, fala da figura de um Servo sofredor. Figura bastante misteriosa, pois não se diz no livro do profeta Isaías quem seja esse Servo. Seria o próprio profeta ou seria uma imagem para dizer a situação do povo de Israel vivenciada naquele momento? Talvez nunca se saiba ao certo. Apesar disso, gerações de cristãos viram nesse texto uma clara profecia em relação ao Cristo sofredor.

É interessante notar que no antigo Israel, o sofrimento era entendido e justificado como o reflexo de alguma situação pecaminosa seja do indivíduo ou de seus antepassados (cf. Jo 9, 1ss). Na primeira leitura porém, já se vislumbra outra realidade: o sofrimento é apresentado com caráter expiatório e santificador; capaz de “justificar a muitos”. Não é revelador do pecado, mas poderá ser promessa de vida quando aceito na obediência a Deus.

Evidentemente, não se trata aqui de resignação oportunista ou de algum tipo de masoquismo. Deus não quer o sofrimento, quer a vida e a felicidade de todo ser humano.

A questão parece aqui ser outra. No fundo há uma mensagem de fundo que quer afirmar basicamente que os critérios de Deus não são os critérios humanos. Parece ser a intuição de São Paulo: “Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, é então que sou forte” (2Cor 12, 10). Deus se revela nas coisas simples e humildes. Revela-se também nas situações de sofrimento como um Deus de amor e de bondade.

É evidente que esse discurso não pode ser captado apenas pela mentalidade eminentemente racional, mas em grande medida e profundamente pelo coração e pela fé (cf. 1Cor 1, 23.25).“Desça sobre nós a vossa misericórdia, porque em Vós esperamos, Senhor” (Salmo responsorial)

De fato, a situação de sofrimento humana aparece também na segunda leitura, onde se diz expressamente que Deus não é um Deus indiferente às nossas fraquezas, posto que ele mesmo experimentou tudo aquilo que é humano à exceção do pecado.

No Evangelho o grupo dos discípulos ainda raciocina com os critérios humanos. Ainda não compreende o significado da missão de Jesus: seu coração está dividido pelas paixões humanas e pela disputa pelo poder: “Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração”. Num certo sentido, os apóstolos são imagem de cada um de nós. Ainda nos deixamos tomar pelos discursos fascinantes do mundo e deixamos Deus e o próximo em segundo lugar.

É preciso uma graça de Deus para que essa situação se reverta. No caso dos discípulos podemos individuar como um momento chave em suas vidas o episódio de Pentecostes com o envio do Espírito Santo; em nosso caso, certamente o Senhor nos visita com sua graça através da celebração litúrgica: “Dai-nos, ó Deus, usar de vossos dons servindo-vos com liberdade, para que, purificados pela vossa graça, sejamos renovados pelos mistérios que celebramos em vossa honra” (Oração sobre as oferendas). Deus nos oferece na celebração a possibilidade de um critério renovado, não mais apenas humano, mas divino, que se preocupa com aquilo que de fato vale: “Dai-nos, ó Deus, colher os frutos da nossa participação na Eucaristia para que, auxiliados pelos bens terrenos, possamos conhecer os valores eternos” (Oração depois da comunhão).

 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Homilia do Papa Bento XVI na abertura do Ano da Fé - 11/10/2012


SANTA MISSA PARA A ABERTURA DO ANO DA FÉ
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Praça de São Pedro
Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Venerados Irmãos,
Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, com grande alegria, 50 anos depois da abertura do Concílio Vaticano II, damos início ao Ano da fé. Tenho o prazer de saudar a todos vós, especialmente Sua Santidade Bartolomeu I, Patriarca de Constantinopla, e Sua Graça Rowan Williams, Arcebispo de Cantuária. Saúdo também, de modo especial, os Patriarcas e Arcebispos Maiores das Igrejas Orientais católicas, e os Presidentes das Conferências Episcopais. Para fazer memória do Concílio, que alguns dos aqui presentes – a quem saúdo com afeto especial – tivemos a graça de viver em primeira pessoa, esta celebração foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, que quis recordar a memorável procissão dos Padres conciliares, quando entraram solenemente nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia daquele que foi utilizado durante o Concílio; e a entrega das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, que realizarei no termo desta celebração, antes da Bênção Final. Estes sinais, não nos fazem apenas recordar, mas também nos oferecem a possibilidade de ir além da comemoração. Eles nos convidam a entrar mais profundamente no movimento espiritual que caracterizou o Vaticano II, para que se possa assumi-lo e levá-lo adiante no seu verdadeiro sentido. E este sentido foi e ainda é a fé em Cristo, a fé apostólica, animada pelo impulso interior que leva a comunicar Cristo a cada homem e a todos os homens, no peregrinar da Igreja nos caminhos da história.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B - COMENTÁRIO DAS LEITURAS


27º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B


*Por Gabriel Frade

“Senhor, tudo está em vosso poder, e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra, e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo” (Antífona de entrada).

Leituras: Gn 2,18-24, Sl 127 (128), Hb 2,9-11, Mc 10,2-16

O relato da criação que nos é apresentado pela primeira leitura, não deve ser entendido como um relato “histórico”. Nem por isso ele deixa de ser menos verdadeiro. Trata-se de uma interpretação teológica das origens do próprio ser humano. A mensagem fundamental nos diz que nossa origem está na bondade de Deus que, mesmo sem necessitar, cria gratuitamente todo o universo.

Ao criar o mundo e todas as outras criaturas infra-humanas, Deus nos é apresentando quase como um pai humano que se comporta diante de seu filho com ternura: Deus, o Pai, chama o homem para dar nome às suas criações e o observa extasiado, quase como que se orgulhando da inteligência de seu filhinho capaz de participar de sua obra de criação. Ao contemplar no homem o seu próprio reflexo Deus se regozija.

O homem, ao contrário, sente-se infeliz porque está só. Sua imagem e semelhança do Deus Trindade Santa ainda está “incompleta”. Faz-se necessária a intervenção de Deus que, ao fazer adormecer o homem, tira de seu lado a mulher: uma companheira igual em dignidade ao homem e que torna “mais completa” a imagem e semelhança do gênero humano em relação ao Deus Uno e Trino, comunidade de Amor.

Na patrística, essa cena do adormecimento de Adão e da criação de Eva é vista como profecia: muito tempo depois que esse escrito fosse apresentado ao povo de Israel, os cristãos viram nesse relato a imagem de outro jardim (cf. Jo 19, 41); um jardim que continha outra árvore da vida – a cruz; nesse novo jardim, o Cristo, novo Adão, conhece também o sono da morte; e assim como do lado de Adão Deus tira Eva, do peito aberto do Cristo jorrarão sangue e água, sinais da Igreja, a nova Eva.

Adão e Eva: imagem de todo homem e de toda mulher, fizeram a experiência de pecado e de ruptura com Deus. Apesar disso, Deus não abandona nunca a obra de suas mãos: põe em movimento toda a história para o resgate do homem; para lhe conceder vida em abundância.

“Ó Deus eterno e todo poderoso, que nos concedeis no vosso imenso amor de Pai mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir”. (Oração do Dia)

A propósito do “Deus que põe em movimento a história”, na cidade de São Paulo tem lugar uma mostra de arte intitulada “esplendores do Vaticano”. Nela o visitante poderá contemplar, dentre outras obras de arte, uma projeção dos afrescos de Michelangelo. Estes afrescos foram feitos para ornar a famosa capela Sistina, onde atualmente ocorrem os conclaves que elegem os papas. No painel sobre o “Juízo final” Michelangelo pintou um possante Cristo: jovem, no auge do vigor, sem a barba – o Novo Adão – e que com um golpe de seu braço parece fazer rodopiar toda a cena. Ao pintar deste modo Michelangelo, de maneira extremamente engenhosa, enfatiza o Cristo como centro de toda a história humana.

Esse mesmo Cristo nos é apresentado na segunda leitura como aquele que se abaixa para resgatar todo o gênero humano. Ele, o novo Adão, desce até as profundezas para resgatar o velho Adão e elevá-lo ao cumprimento do plano original de Deus: a comunhão plena de todos os homens e mulheres consigo.

De fato, no Evangelho, Cristo aparece apresentando-nos esse plano de amor original de Deus para com a humanidade. Ao mostrar a indissolubilidade do matrimônio, Cristo o coloca como sinal do amor indissolúvel que Deus nutre pela humanidade. Porém, até mesmo os apóstolos se admiram dessa fala de Jesus. A partir da ótica apenas humana, assumir uma relação a dois para toda uma vida, parece ser um ideal cada vez mais longínquo da realidade.

O grande mistério (cf. Ef 5, 32) que é o matrimônio só pode ser entendido e vivido na perspectiva de Jesus não a partir da simples ótica humana, mas a partir da lógica do amor de Deus, lógica esta experimentada pelo cristão em seu caminho batismal: “Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, o sacrifício que instituístes e, pelos mistérios que celebramos em vossa honra, completai a santificação dos que salvastes” (Oração sobre as oferendas).

*Gabriel Frade é leigo, casado e pai de três filhos. Graduado em Filosofia e Teologia pela Universidade Gregoriana (Roma), possui Mestrado em Liturgia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora D’Assunção (São Paulo). Atualmente é professor de Liturgia e Sacramentos no Mosteiro de São Bento (São Paulo) e na UNISAL – Campus Pio XI. É tradutor e autor de livros e artigos na área litúrgica. Participa todas as sextas-feiras do Programa Nos Passos de Paulo.

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - O EVANGELIÁRIO

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - O CONCÍLIO POR DENTRO

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS - A ABERTURA DO CONCÍLIO

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O CONCÍLIO VATICANO II EM 3 MINUTOS

Na comemoração dos 50 anos de abertura do Concílio Vaticano II,
o programa "Nos Passos de Paulo" leva ao ar o quadro:
"O CONCÍLIO EM 3 MINUTOS".
Cada dia um tema diferente em relação ao maior evento eclesial dos últimos tempos.

NÃO PERCA.  ACOMPANHE VOCÊ TAMBÉM!!!