segunda-feira, 24 de setembro de 2012

GINCANA BÍBLICA 2012

GINCANA BÍBLICA 2012
SOBRE O EVANGELHO DE MARCOS
(Imagem ilustrativa)

Confira as perguntas:

1) No capítulo 1, versículo 15 Jesus inaugura sua missão dizendo:
a) Amai-vos uns aos outros.
b) Cumpriu-se o tempo e o reino de Deus está próximo.
c) Os teus pecados estão perdoados.


2) No capítulo 1 do Evangelho de Marcos, versículo 16 diz:
a) ao passar pela beira do mar Egeu, Jesus viu Tiago e Filipe.
b) Ao passar pela beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André.
c) Ao passar pela beira do mar mediterrâneo, Jesus viu Mateus e João.


 3) Em Mc 8,29: Jesus pergunta: E vocês, quem dizem que eu sou? Pedro respondeu:
a) Tu és o Messias
b) Tu és Elias
c) Tu és João Batista


4) Em Mc 8,34 Jesus diz:
a) Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua casa e me siga.
b) Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome os seus bens.
c) Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a seu cruz e me siga.


5) Em Mc 10, 47, O Cego Bartimeu grita:
a) Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!
b) Jesus, filho de José, tem piedade de mim!
c) Jesus, filho de Maria, tem piedade de mim!


6) Em Mc 9, 2 diz que Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. Os versículos seguem dizem que:
a) Jesus começou a ensiná-los.
b) Jesus deu-lhes uma missão.
c) Jesus transfigurou-se diante deles.


Envie as respostas através do e-mail: nospassosdepaulo@paulinas.com.br
O sorteio de uma Cesta de produtos Paulinas, entre os participantes da gincana, será no próximo sábado dia 29 de Setembro no Programa Nos Passos de Paulo - Rádio 9 de Julho AM 1600 - http://www.bastidoresdoradio.com/webradio.htm

BOA SORTE!!!

MÊS DA BÍBLIA 2012
Tema : Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos
Lema é: “CORAGEM! LEVANTA-TE! ELE TE CHAMA!” (Mc 10,49)


AMANHÃ É DIA 25!


CONTE A SUA EXPERIÊNCIA COM O APÓSTOLO PAULO




O APÓSTOLO PAULO EM MINHA VIDA!

Todo dia 25 de cada mês, em nosso programa NOS PASSOS DE PAULO, vamos partilhar as experiências que os ouvintes tem com São Paulo apóstolo.
Para isso escreva para nós e conte a sua experiência. Quem é São Paulo para você? De que maneira os seus escritos lhe ajudam a viver a fé?
A criatividade é sua! Pode ser através de uma poesia, música, crônica...

Você pode nos enviar a sua experiência por carta:

PROGRAMA NOS PASSOS DE PAULO
Endereço: Rua Dona Inácia Uchoa, 62
Vila Mariana - São Paulo - SP
04110-020

Via e-mail,

Pelo blog:
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Participe!


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B - COMENTÁRIO DAS LEITURAS


25º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

* Por Gabriel Frade


“Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre”. (Antífona da entrada).

Leituras: Sab 2,12.17-20, Salmo 53 (54), Tg 3,16-4,3, Mc 9,30-37

Neste 25º Domingo do Tempo Comum a liturgia da Palavra nos apresenta na primeira leitura a figura do justo. O livro da Sabedoria, escrito provavelmente num contexto de alguma comunidade judaica que falava predominantemente a língua grega, parece trazer a situação de perseguição que essa comunidade vivia provavelmente em meio ao paganismo helênico.

O justo, nesse contexto, seria o fiel que quer manter viva a sua fé no Deus único e que, por isso mesmo, incomoda a sociedade na qual vive. Diante da fé irredutível da comunidade, os “ímpios” desejam eliminá-la, posto que sua simples presença denuncia as suas obras más.

Nesse sentido, é interessante perceber como as afirmações da Igreja, derivadas de sua fé no Cristo, parecem igualmente incomodar nossa atual sociedade. Em nosso Brasil, quantos jovens que, na busca do seguimento de Cristo, são criticados ou perseguidos nas escolas e no trabalho hoje? Quantos membros das comunidades cristãs que, fundamentados no amor a Deus e ao próximo, lutam por uma sociedade mais justa e pagam caro preço por isso?

“Ó Pai, que resumistes toda lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna” (Oração do dia).

O justo por excelência, para a comunidade cristã é o Cristo Senhor. Gerações de cristãos ao lerem essa passagem do livro da Sabedoria viram a descrição de seu Senhor que “sofrendo a paixão, apagou nossos pecados” (Prefácio dos Domingos do Tempo Comum – IV).

De fato, a narração do Evangelho apresenta Jesus em seu segundo anúncio da Paixão. Os discípulos não entendem, ou talvez, não aceitem essa missão “inglória” de Jesus. Em sua cabeça parece ecoar o desejo de um Messias poderoso que deve se encaminhar para Jerusalém e tomar o poder humano.

Pessoalmente impressiona-me a pedagogia de Jesus: Jesus usa de uma infinita paciência e de um caminho gradual para com os seus discípulos. Os discípulos não são pessoas “especialíssimas” ou alguma espécie de “super-santos”, impecáveis desde o nascimento...

São pessoas em tudo como nós e chamadas por Jesus para uma missão especial, sem dúvida. Porém, para se chegar ao entendimento dessa missão é preciso fazer um caminho.

Marcos apresenta o núcleo apostólico envolvido em questões humaníssimas: os discípulos aparecem como que fechados às palavras e gestos de Jesus. Estão muito mais preocupados com suas possíveis carreiras políticas. Discutem entre si, criticam Jesus às escondidas e tem medo de falar-lhe claramente, talvez para não se “queimarem” perante seu rabi, tentando construir uma posição valorosa que lhes traga alguma vantagem futura perante Jesus.

Jesus, quando chega da viagem e entra na casa, no lugar mais íntimo, retoma o assunto com os discípulos para chamá-los à verdade. Ao contrário do que eles (nós) pudessem (mos) pensar, a lógica de Jesus é outra: o mistério da vida humana encontra seu sentido numa lógica totalmente fora dos padrões: no serviço, na humildade e na obediência.

Sem dúvida essa lógica de Jesus só poderá ser abraçada no âmbito do dom, da graça concedida por Deus à nós: “Ó Deus, que a participação neste mistério nos dê uma vida nova, sendo reconciliação convosco e garantia de vossa proteção” (Oração depois da comunhão).

A segunda leitura de Tiago vai nessa direção, ao afirmar a sabedoria de Deus como dom “sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento”.


*Gabriel Frade é leigo, casado e pai de três filhos. Graduado em Filosofia e Teologia pela Universidade Gregoriana (Roma), possui Mestrado em Liturgia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora D’Assunção (São Paulo). Atualmente é professor de Liturgia e Sacramentos no Mosteiro de São Bento (São Paulo) e na UNISAL – Campus Pio XI. É tradutor e autor de livros e artigos na área litúrgica. Participa todas as sextas-feiras do Programa Nos Passos de Paulo.

sábado, 15 de setembro de 2012

Hino Oficial da JMJ Rio2013

(Para ouvir o hino, desligue a WebRádio Paulinas)
 

Hino Oficial da JMJ Rio2013 
“Esperança do Amanhecer”

Sou marcado desde sempre
com o sinal do Redentor,
que sobre o monte, o Corcovado,
abraça o mundo com Seu amor.

(Refrão)

Cristo nos convida:
"Venham, meus amigos!"
Cristo nos envia:
"Sejam missionários!"

Juventude, primavera:
esperança do amanhecer;
quem escuta este chamado
acolhe o dom de crer!
Quem nos dera fosse a terra,
fosse o mundo todo assim!
Não à guerra, fora o ódio,
Só o bem e paz a não ter fim.

Do nascente ao poente,
nossa casa não tem porta,
nossa terra não tem cerca,
nem limites o nosso amor!
Espalhados pelo mundo,
conservamos o mesmo ardor.
É Tua graça que nos sustenta
nos mantém fiéis a Ti, Senhor!

Atendendo ao Teu chamado:
"Vão e façam, entre as nações,
um povo novo, em unidade,
para mim seus corações!"
Anunciar Teu Evangelho
a toda gente é transformar
o velho homem em novo homem
em mundo novo que vai chegar.

 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM - COMENTÁRIO DAS LEITURAS


 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM


“Ouvi, Senhor, as preces do vosso servo e do vosso povo eleito: dai paz àqueles que esperam em vós, para que os vossos profetas sejam verdadeiros” (Antífona de entrada).

Leituras: Is 50,5-9ª, Salmo 114 (116), Tiago 2,14-18, Mc 8,27-35

“Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. (...) Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura”. Sacrosanctum Concilium, n. 7.

Com estas palavras da Constituição sobre a Liturgia do Concílio Vaticano II queremos começar nossa reflexão sobre a liturgia da Palavra deste domingo. A liturgia da Palavra nos apresenta na primeira leitura uma personagem aparentemente misteriosa.

Os estudiosos da bíblia tendem a chamar esta personagem de “Servo de Yhwh”. Parece ser a figura de um homem que após receber uma tortura em seu corpo, aguarda a manifestação de Deus, o justo juiz.

Assombra a descrição da violência e, ao mesmo tempo, a tranqüilidade da personagem ao enumerar os seus sofrimentos aceitos com resignação.

Alguns estudiosos acreditam que essa figura seja uma imagem do próprio povo de Israel, que por ocasião da escrita deste texto, sofre em cativeiro e aguarda ansiosamente sua libertação por parte de Deus.

Seja como for, a comunidade cristã posteriormente viu nessa narração a prefiguração do que ocorrera com o messias (“Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?” Lc 24, 25-26.).

O Servo por excelência é o Messias (Cf. Evangelho) e quem quiser segui-lo ainda hoje, deverá se fazer igualmente Servo.

De fato, o Evangelho nos apresenta algumas cenas muito profundas. Jesus pergunta aos seus discípulos o que falam a seu respeito. Na resposta fica claro que o povo parece ainda não ter entendido quem é de fato Jesus: o comparam principalmente com as grandes personagens do Antigo Testamento. Talvez esperem de Jesus apenas o libertador revolucionário de Israel ou, quem sabe, mais algum milagre que possa facilitar a vida do dia a dia.

A segunda pergunta de Jesus aos discípulos parece cair como uma “bomba”: “E para vocês? Quem eu sou?”.

Essa pergunta evoca o grande cenário da revelação de Deus a Moisés na sarça ardente: “Eu Sou envia-me junto a vós” (Ex 3, 14).

Naquela ocasião Deus se revelara gratuitamente a Moisés em função da libertação de todo o seu povo eleito. Da mesma forma, num contexto – poderíamos dizê-lo – de revelação Jesus pousa os olhos em seus discípulos, não só aqueles da narração evangélica, mas também os discípulos de hoje, presentes em nossa assembléia litúrgica e pergunta: “E para você? Quem sou eu?”. (“Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo coração” Oração do Dia).

Sem o olhar primeiro de Jesus, sem sua presença amorosa (Cf. Jo 15, 16), talvez Pedro jamais pudesse ter exclamado que Jesus era de fato o “messias”. Mas mesmo Pedro e os discípulos – considerando que Pedro tenha sido o porta-voz do grupo – não entendem plenamente.

Jesus precisa explicar-lhes que o seu messianismo é diferente. Ele deve passar pela servidão e pelo sofrimento.

Nesse sentido, nossa geração tem uma particular dificuldade em lidar com o sofrimento. Evidentemente não se trata aqui de fazer uma apologia do sofrer apresentando-o como uma espécie de ideal, tal como alguns masoquistas gostam às vezes de fazer; trata-se muito mais de tomar a vida como ela é, de perceber que o sofrer se coloca na vida humana como um mistério.

Recentemente foi produzido um filme na Itália sobre a vida de São Felipe Néri (Preferisco il Paradiso, comercializado no Brasil pela Paulinas multimídia). Há uma cena muito bela na qual o santo tenta explicar os reveses da vida com um exemplo. A vida – se diz na cena do filme – é como um menino pequeno que observa a mãe trabalhando num bordado. O menino é pequenino e só pode ver o bordado preso na tela pela parte debaixo. Parece-lhe algo muito feio, algo feito sem ordem pela mãe. Quando a mãe, porém, termina o trabalho, qual não é a surpresa do menino ao ver o bordado pelo lado de cima, pelo lado que a mãe via: uma obra belíssima.

Assim parece se comportar Deus com nossas vidas. Deus é capaz de transformar nossas fraquezas – na maior parte das vezes a origem de nossos próprios males – em vida nova: “Ó Deus, que a ação da vossa Eucaristia penetre todo o nosso ser para que não sejamos movidos pelos nossos impulsos, mas pela graça do vosso sacramento” (Oração depois da comunhão).

Seguir Jesus, ter fé em Jesus significa algo muito sério. É dar mostras concretas de ter se encontrado com o amor de Deus: amor que deve se revelar em nossas ações para com o outro (segunda leitura).


*Gabriel Frade é leigo, casado e pai de três filhos. Graduado em Filosofia e Teologia pela Universidade Gregoriana (Roma), possui Mestrado em Liturgia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora D’Assunção (São Paulo). Atualmente é professor de Liturgia e Sacramentos no Mosteiro de São Bento (São Paulo) e na UNISAL – Campus Pio XI. É tradutor e autor de livros e artigos na área litúrgica. Participa todas as sextas-feiras do Programa Nos Passos de Paulo.


sábado, 1 de setembro de 2012

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - COMENTÁRIO DAS LEITURAS


22º DOMINGO DO TEMPO COMUM
* Por Gabriel Frade

 Leituras: Dt 4,1-2.6-8; Salmo 14 (15), Tg 1,17-18.21-22.27, Mc 7,1-8.14-15.21-23
“Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam” (cf. Antífona de entrada).
A Palavra de Deus dirigida a nós neste Domingo é um forte convite a seguir os caminhos do Senhor.
Muito chama nossa atenção a admoestação que Moisés faz ao povo: “Nada acrescentareis ao que vos ordeno, e nada tirareis também: observareis os mandamentos de vosso Deus tais como vo-los prescrevo” (Primeira leitura: trad. Bíblia de Jerusalém). Essa afirmação é dirigida também a cada um de nós. Porventura não teremos também nós tentações de instrumentalizar a Palavra de Deus em nosso favor ou em favor de situações que eventualmente podem não agradam a Deus? Quantas vezes gostamos de aproveitar apenas aquelas partes da Palavra de Deus que nos convêm?
Que não nos aconteça de nos considerarmos os “donos” da Palavra de Deus.
Ser “dono” da palavra significa, por exemplo, tomar atitudes de arrogância em relação à Sagrada Escritura, como a atitude de nos considerarmos como os únicos que saibam interpretar o texto Sagrado, ou ainda: talvez sejamos como aqueles que, eventualmente, se orgulham em conhecer a Palavra de cor e salteado, mas que na prática permanecemos longe de experimentá-la em nossa própria vida.
A Palavra nos exorta a entrarmos na humildade, a experimentarmos que os preceitos do Senhor não são “algemas” ou “pesos” que nos deixam a vida mais amarga. Antes, a escuta atenta da Palavra, e o seu colocar em prática (ver o Salmo responsorial), é a possibilidade de fazer experiência da comunhão profunda com Deus, afinal: “Qual a grande nação cujos deuses lhe estejam tão próximos como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?” (Primeira leitura: trad. Bíblia de Jerusalém).
A segunda leitura nos deixa claro que receber a Palavra em atitude de humildade é experiência de transformação de nossa vida: “...recebei com docilidade a Palavra que foi plantada em vossos corações e é capaz de salvar vossas vidas!”.
A Palavra nos é apresentada como um dom de Deus, como um bem em favor de nossa salvação: “Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes” (Oração do dia).
A graça que nos é dada na proclamação da Palavra deve, porém, encontrar-se com a nossa reposta livre para que a gratuidade de Deus possa agir: “Mas aquele que considera atentamente a Lei... e nela persevera, não sendo um ouvinte esquecido, antes, praticando o que ela ordena, esse é bem-aventurado naquilo que faz”. (Segunda leitura: trad. Bíblia de Jerusalém).
No Evangelho, Jesus logo depois dos episódios da multiplicação dos pães e dos peixes, se vê diante de um grupo de judeus que não tem coragem de atacá-lo diretamente. Atacarão, portanto, seus discípulos sobre a questão da pureza ritual.
Na época de Jesus, sabemos que o grupo dos fariseus se apegava à chamada “tradição dos antigos”, era um conjunto de leis e normas transmitido pelos rabinos de geração em geração através da oralidade. Segundo os estudiosos, esse conjunto de leis continha 613 artigos (número igual à quantidade de letras hebraicas que formam o texto do decálogo).
Essas leis, formadas na tradição dos mestres, eram entendidas por esse grupo religioso como caminho seguro para agradar a Deus, infelizmente também criavam no povo um sentimento de impossibilidade de cumprir a Lei, já que este não tinha condições de conhecer todos as minúcias desses preceitos.
Jesus vai ao centro da questão: os fariseus, para se fazerem grandes diante dos homens, valorizavam essas normas recebidas pelos mestres, dificultando o acesso à experiência de comunhão com Deus. Ao colocar o problema somente no exterior, os fariseus deixavam de cumprir o que a Deus importava.
Jesus nos coloca diante da justa perspectiva: é preciso mudar antes de tudo o coração do homem.  Esse coração que só poderá mudar quando perceber o imenso amor que Deus nutre por toda a humanidade. (cf. Oração do dia).
Neste Dia dedicado à reflexão sobre a Palavra de Deus, façamos memória de um servo da Palavra: o Cardeal Carlo Maria Martini, arcebispo de arquidiocese de Milão falecido na sexta feira, dia 31 de agosto. O Cardeal Martini, biblista de longa data e amante da Palavra, teve várias iniciativas em sua diocese dedicadas à Palavra de Deus. Notabilizou-se pelo diálogo, especialmente com os não crentes e viveu uma vida a serviço do Evangelho.
O Papa Bento XVI em sua despedida disse estas palavras a respeito do Cardeal jesuíta:
“Penso também ao competente e fervoroso serviço que ele prestou à Palavra de de Deus, abrindo sempre mais para a comunidade eclesial os tesouros da Sagrada Escritura, especialmente através da promoção da Lectio Divina”.