sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C


TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C

“Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”. (Antífona de entrada)

Leituras: Sf 3, 14-18a, Is 12, 2-3.4bcd.5-6, Fp 4,4-7, Lc 3,1º-18

Este terceiro domingo de Advento é conhecido também através de seu nome latino “Domingo gaudete”. Esse nome é oriundo de um versículo da segunda leitura de hoje. Trata-se do mandamento do apóstolo Paulo à comunidade de Filipos: “Alegrai-vos sempre no Senhor!” (Em latim: Gaudete in Domino semper!).

Quando São Paulo escreveu sua carta para os filipenses, ele o fez na língua grega, que era o idioma falado por aquela comunidade. Esse termo “alegrai-vos” é o mesmo que encontramos na boca do Arcanjo Gabriel - e que geralmente traduzimos como “Ave” - por ocasião da saudação à Virgem Maria: “Alegra-te cheia de graça!”.

Esse convite à alegria – que não se trata da alegria mundana de ter dinheiro no bolso, sucesso na vida, etc – brota da percepção da Salvação em nossas vidas, em nosso hoje. Salvação ofertada por Deus que é amor e quer entrar em comunhão conosco.

Esse é o sentido da primeira leitura: Sofonias convida ao júbilo, porque Deus não rejeitou seu povo, antes está agora em seu meio. Esse mesmíssimo Deus que se faz presente também em nosso meio através da ação litúrgica: “Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia” (Oração do dia).

O Salmo responsorial deste domingo é um trecho do profeta Isaías e ecoa o convite à alegria. Também a segunda leitura traz o tema da alegria, alegria que brota do contato com as “maravilhas de Deus” feitas em favor de seu povo: “...ao celebrarmos o sacramento que nos destes, se realizem em nós as maravilhas da salvação” (cf. Oração sobre as oferendas).

No evangelho, a grande pergunta deveria ecoar com grande força em nossas assembléias: “O que devemos fazer?”. É verdade que fundamentalmente o cristianismo é gratuidade, que Deus quer entrar em relação profunda conosco, mas não devemos esquecer que nós devemos corresponder à essa ação primeira de Deus. A pregação do Batista oferece um metro seguro para sabermos se estamos em comunhão com Deus, se estamos de fato experimentando a Salvação já em nosso hoje: o amor ao outro.

É preciso saber sair de si mesmo para ir em direção ao próximo; somente desta modo poderemos entrar na alegria da festa: “Imploramos, ó Pai, vossa clemência para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam” (Oração depois da comunhão).

 Domingo Gaudete e o uso dos paramentos na cor rósea.

Estamos na metade do tempo para a preparação do Natal que se aproxima, por isso a Igreja hoje propõe –se houver na comunidade - o uso dos paramentos na cor rosa. Usar a cor rosa na liturgia deste domingo significa celebrar com alegria o mistério do Natal que se aproxima.

Por que a cor rosa? De onde veio esse uso?

Parece que o costume do uso da cor rosa nos paramentos usados na liturgia deste domingo seria uma assimilação do uso que ocorre também no domingo da quaresma intitulado domingo Laetare.

Nesse domingo de quaresma, desde o século XII o papa na liturgia benzia uma rosa de ouro.

Ao que parece, seria a lembrança de um costume popular em Roma e bastante antigo de celebrar a passagem do inverno com a vitória da primavera; dentro desse contexto festivo as flores tinham um papel importante e por isso o papa benzia uma rosa, que com o passar do tempo foi sendo feita de metal precioso e era concedida como presente àquelas pessoas que haviam se distinguido na sociedade.

Seja como for, a cor rosa começou a ser associada ao tom mais festivo desse domingo de quaresma e passou a ser usada também no domingo Gaudete do tempo do Advento.

Curiosidade: Ainda hoje há o costume dos papas presentearem algumas igrejas com rosas de ouro, como sinal de distinção. No museu da basílica de Aparecida podemos admirar alguns belíssimos exemplares oferecidos pelos papas.



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