domingo, 4 de novembro de 2012

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS – ANO B
* Gabriel Frade

Leituras: Ap 7,2-4.9-14, Salmo 23 (24), 1Jo 3,1-3, Mt 5,1-12

“Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando a festa de todos os Santos. Conosco alegram-se os Anjos e glorificam o Filho de Deus”. (Antífona de entrada)

A Solenidade de todos os Santos, como se sabe, ocorre no dia 1 de novembro. No Brasil, por determinação da CNBB – e com a autorização da Santa Sé – a celebração litúrgica ocorre no domingo mais próximo a essa data. Tal atitude se justifica face à necessidade pastoral em permitir aos fieis uma maior participação à celebração eclesial tão importante. De fato, a santidade é o grande dom dado por Jesus à sua Igreja. Nesse sentido, é belíssima a introdução proposta pelo Missal romano para o sentido desta grande festa:

“A Igreja é indefectivelmente santa: Cristo amou-a como sua esposa e deu-se a si mesmo por ela a fim de santificá-la; por isso todos na Igreja são chamados à santidade (cf. LG 39). A Igreja prega o mistério pascal nos santos que sofreram com Cristo e com ele são glorificados; propõe aos fieis seus exemplos que atraem todos ao Pai por meio de Cristo, e implora por seus merecimentos os benefícios de Deus (cf. SC 104). Hoje numa só festa celebram-se, junto com os santos canonizados, todos os justos de toda raça e nação, cujos nomes estão inscritos no livro da vida (cf. Ap 20, 12)”.

 A liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística da Solenidade de hoje nos revelam nossa grande vocação: a plena comunhão com Deus. Nossa condição atual, com todas as suas contingências, encontrará seu sentido pleno apenas na Pátria celeste. Devemos nos lembrar, porém, que o nosso peregrinar neste mundo é importante, pois é no dia a dia que somos chamados a dar prova do amor de Deus para conosco. Hoje é dia de alegria, pois o Senhor nos permite vislumbrar a sua luz. Dá-nos a possibilidade de percebermos o grande mistério de nossa vida à luz do sue grande amor.

“Festejamos, hoje, a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para essa cidade caminhamos, pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos, alegres, na vossa luz tantos membros da Igreja, que nos dais como exemplo e intercessão” (Prefácio: A Jerusalém celeste).

 

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