sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

2013


Mais um ano tem início...
Conquiste-o a cada dia,
Enfrentando o desconhecido
E o que Deus lhe propuser.
Quais serão as necessidades
E dificuldades que vão surgir?
A cada ano, surge uma possibilidade
De aperfeiçoamento e superação de limites.
Lembre-se de que a verdadeira
Proteção vem de Deus!
Somente nele é possível encontrar
A verdadeira vida!
Ele o tomará pela mão e guiará
Pelos caminhos deste novo ano.
Meditação
Agradeça a Deus de coração
O ano que passou.
Em mais uma nova etapa,
Peça que lhe conceda a graça
De permanecer firme na fé.
Confirmação
“Que louvem o Senhor
Por sua bondade e por suas maravilhas
Em favor dos homens”.
(Sl 107, 15)

Do livro: Uma mensagem por dia o ano todo, de Rosemay de Ross

Este livro traz uma reflexão, meditação e confirmação bíblica para cada dia do ano.
E para você que deseja que 2013 seja um ano acompanhado pela Palavra de Deus, temos como sugestão o livro: A Bíblia dia a dia, da Paulinas Editora.

 FELIZ
 

PARA COMEÇAR BEM 2013

 
 
Para assistir o vídeo desligue primeiro a WebRádio Paulinas.
 
Começe 2013 conectado consigo mesmo,
conectado com Deus,
conectado com seus irmãos,
com toda a natureza!
 
FELIZ 2013!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

DIA MUNDIAL DA PAZ - 2013

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
XLVI DIA MUNDIAL DA PAZ
1 DE JANEIRO DE 2013

BEM-AVENTURADOS OS OBREIROS DA PAZ

1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.
À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias,[1] anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.

Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspectos positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.

Causam apreensão os focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado. Além de variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, põem em perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religião, chamada a favorecer a comunhão e a reconciliação entre os homens.
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

NATAL É PRESENÇA

NATAL É PRESENÇA

No silêncio da noite,
Deus se fez criança
e veio morar entre nós.
Aconteceu assim o natal
mais importante da história humana,
em que Jesus, o Filho de Deus,
se tornou presente em nossa vida.
Jesus continua nascendo no coração
 das pessoas de Boa vontade,
 nos gestos de amor e partilha,
nos novos povos que buscam
 a fraternidade e a paz!
Celebrar o natal é descobrir
o rosto do Menino de Belém
nos rostos que encontramos
a cada momento em nossa caminhada.
É ser presença de amor de esperança
e de paz na vida das pessoas.
Feliz Natal!

Feliz Natal!

Feliz Natal a todos vocês amigas e amigos
seguidores dos passos de Paulo!
Com carinho,
Ir. Edicléia Tonete Ir. Rosinha Megsessian e Ir. Rosa Ramalho.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C


TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C

“Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”. (Antífona de entrada)

Leituras: Sf 3, 14-18a, Is 12, 2-3.4bcd.5-6, Fp 4,4-7, Lc 3,1º-18

Este terceiro domingo de Advento é conhecido também através de seu nome latino “Domingo gaudete”. Esse nome é oriundo de um versículo da segunda leitura de hoje. Trata-se do mandamento do apóstolo Paulo à comunidade de Filipos: “Alegrai-vos sempre no Senhor!” (Em latim: Gaudete in Domino semper!).

Quando São Paulo escreveu sua carta para os filipenses, ele o fez na língua grega, que era o idioma falado por aquela comunidade. Esse termo “alegrai-vos” é o mesmo que encontramos na boca do Arcanjo Gabriel - e que geralmente traduzimos como “Ave” - por ocasião da saudação à Virgem Maria: “Alegra-te cheia de graça!”.

Esse convite à alegria – que não se trata da alegria mundana de ter dinheiro no bolso, sucesso na vida, etc – brota da percepção da Salvação em nossas vidas, em nosso hoje. Salvação ofertada por Deus que é amor e quer entrar em comunhão conosco.

Esse é o sentido da primeira leitura: Sofonias convida ao júbilo, porque Deus não rejeitou seu povo, antes está agora em seu meio. Esse mesmíssimo Deus que se faz presente também em nosso meio através da ação litúrgica: “Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia” (Oração do dia).

O Salmo responsorial deste domingo é um trecho do profeta Isaías e ecoa o convite à alegria. Também a segunda leitura traz o tema da alegria, alegria que brota do contato com as “maravilhas de Deus” feitas em favor de seu povo: “...ao celebrarmos o sacramento que nos destes, se realizem em nós as maravilhas da salvação” (cf. Oração sobre as oferendas).

No evangelho, a grande pergunta deveria ecoar com grande força em nossas assembléias: “O que devemos fazer?”. É verdade que fundamentalmente o cristianismo é gratuidade, que Deus quer entrar em relação profunda conosco, mas não devemos esquecer que nós devemos corresponder à essa ação primeira de Deus. A pregação do Batista oferece um metro seguro para sabermos se estamos em comunhão com Deus, se estamos de fato experimentando a Salvação já em nosso hoje: o amor ao outro.

É preciso saber sair de si mesmo para ir em direção ao próximo; somente desta modo poderemos entrar na alegria da festa: “Imploramos, ó Pai, vossa clemência para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam” (Oração depois da comunhão).

 Domingo Gaudete e o uso dos paramentos na cor rósea.

Estamos na metade do tempo para a preparação do Natal que se aproxima, por isso a Igreja hoje propõe –se houver na comunidade - o uso dos paramentos na cor rosa. Usar a cor rosa na liturgia deste domingo significa celebrar com alegria o mistério do Natal que se aproxima.

Por que a cor rosa? De onde veio esse uso?

Parece que o costume do uso da cor rosa nos paramentos usados na liturgia deste domingo seria uma assimilação do uso que ocorre também no domingo da quaresma intitulado domingo Laetare.

Nesse domingo de quaresma, desde o século XII o papa na liturgia benzia uma rosa de ouro.

Ao que parece, seria a lembrança de um costume popular em Roma e bastante antigo de celebrar a passagem do inverno com a vitória da primavera; dentro desse contexto festivo as flores tinham um papel importante e por isso o papa benzia uma rosa, que com o passar do tempo foi sendo feita de metal precioso e era concedida como presente àquelas pessoas que haviam se distinguido na sociedade.

Seja como for, a cor rosa começou a ser associada ao tom mais festivo desse domingo de quaresma e passou a ser usada também no domingo Gaudete do tempo do Advento.

Curiosidade: Ainda hoje há o costume dos papas presentearem algumas igrejas com rosas de ouro, como sinal de distinção. No museu da basílica de Aparecida podemos admirar alguns belíssimos exemplares oferecidos pelos papas.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SEGUNDO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C

SEGUNDO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C
* Por Gabriel Frade
 
 “Povo de Sião, o Senhor vem para salvar as nações! E, na alegria do vosso coração, soará majestosa a sua voz”. (Antífona de entrada)
Leituras: Bar 5,1-9, Sl 125 (126), Fp 1,4-6.8-11, Lc 3,1-6
 Neste caminhar que a liturgia da Palavra nos convida a continuar, a primeira leitura da profecia de Baruc apresenta Jerusalém como uma viúva, que está em aflição e guarda luto pelo seu marido perdido. Bela metáfora para dizer que Israel havia se distanciado de Deus, havia se separado a causa de suas múltiplas infidelidades.
Apesar disso, Deus continua fiel: convida a viúva - isto é, Israel - a se alegrar consigo, porque Deus “lembrou-se de seus filhos” e os reconduz à sua mãe. Deus ao visitar o seu povo, na história do seu dia-a-dia, transforma a sua realidade oferecendo a plena misericórdia e a plena justiça.
De fato, a oração do dia evoca a misericórdia do Senhor, recordando que nosso Deus, não é apenas misericordioso, mas está “cheio de misericórdia”.
“Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida”. (Oração do dia).
Os dicionários da língua portuguesa dão vários significados à palavra misericórdia: perdão, clemência, compaixão, indulgência... Releva-se muitas vezes o aspecto da gratuidade quando o sujeito que aplica a misericórdia é Deus. Em contrapartida, a palavra “misericórdia” quando vista no âmbito humano, evoca muitas vezes a destruição ou a morte, como, por exemplo, quando se diz “Dar um golpe de misericórdia...” em alguém, com o significado de, em alguns casos, provocar a rápida morte de determinado indivíduo.
Embora também sejamos capazes de atos, no sentido mais positivo do termo, de verdadeira misericórdia para com o próximo, percebemos que o exercício desta é algo que muitas vezes nos supera. Experimentamos por vezes algo grande. Uma paz interior e, muitas vezes, a alegria da reconciliação. Essa experiência talvez se dê em nós porque nos sintamos próximos à própria atitude de Deus para com a humanidade, prefigurada na história do povo da Bíblia. Com efeito, Cristo é aquele que nos conecta à experiência do Deus misericordioso, que olhou a pequenez da humanidade e veio em seu socorro: Ele que é o Emanuel, o Deus-conosco.
“Acolhei, ó Deus, com bondade nossas humildes preces e oferendas, e, como não podemos invocar os nossos méritos, venha em nosso socorro a vossa misericórdia” (Oração sobre as oferendas).
O evangelho de Lucas situa o advento de Jesus na história do dia-a-dia, citando personagens históricos: no centro da boa notícia cristã não está uma ficção, mas uma história bem concreta. Na origem da figura do precursor e de seu convite à conversão está a Palavra criadora de Deus. Palavra que comunica vida nova e esperança da “plenitude da vida divina” (cf. Oração do dia) e que temos o privilégio não só de ouvir, mas também de acolher em nosso íntimo através da comunhão ao corpo e ao sangue do Cristo Palavra encarnada.
“Alimentados pelo pão espiritual, nós vos suplicamos, ó Deus, que, pela participação nesta Eucaristia, nos ensineis a julgar com sabedoria os valores terrenos e colocar nossas esperanças nos bens eternos” (Oração depois da comunhão).
Neste tempo de Advento será que buscamos misericórdia.

 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O POETA NOS PASSOS DE PAULO



O POETA NOS PASSOS DE PAULO
(Domingos Antônio Gardinal)

 
Seguindo os passos de Paulo
Até Damasco cheguei
Com seus discípulos encontrei
E passando em Éfeso
Lá eu me hospedei. 
 

Encontrando com Barnabé
Timóteo e outros seguidores
Manifestei minha fé
Com os irmãos evangelizadores
Regressei a Nazaré
Vi a casa onde viveu o Senhor dos seguidores.

 Entrando na Cidade Santa
Nos passos de Paulo eu vou
Lá eu vi um povo que canta
E a história dos apóstolos me contou
Me senti leve como uma pena que levanta
Que o vento tão longe levou.

 Paulo que disse para mim
Siga as verdades de Jesus
Ele é o princípio e o fim
Ma não quer ninguém pregado na cruz
E falaou: para ensinar a Boa Nova vim
Sou do mundo a grande luz. 

É bom viver em pensamento
E em simples versos rimar
Lembrando a todo momento
De quem muitos ensinamentos
Pode nos deixar
De um Deus que é sempre amado
Tem Jesus e São Paulo ao lado
Com eles quero sempre ficar. 

Caminhando nas estradas de Deus
Deixando na cocheira meu cavalo
Com a mochila e a Bíblia na mão
Vou indo nos passos de Paulo. 

 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO - ANO C


PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO - ANO C
* Por Gabriel Frade

“A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em vós espera”. (Antífona de entrada)

Leituras: Jr 33, 14-16; Salmo 24 (25), 1Ts 3, 12-4,2; Lc 21, 25.28.34-36

 A palavra “advento” significa espera. Era usada, por exemplo, para indicar a espera pela chegada de algum alto funcionário, representante de algum rei, em visita a uma cidade.

Nos tempos antigos, considerando as dificuldades dos caminhos por terra e pelo mar, era muito difícil precisar exatamente a chegada de algum visitante ilustre; eis porque a espera muitas vezes se fazia carregada de expectativa: a visita poderia ocorrer a qualquer momento dentro de um prazo razoavelmente fixado. Era preciso estar preparado para a iminência da chegada, a qual poderia ocorrer inesperadamente.

Neste domingo, com o início do tempo do advento, começa um novo ciclo litúrgico, mais precisamente o Ano C, onde a Igreja nos propõe a leitura semi-continuada de um dos evangelhos sinóticos, o evangelho de Lucas.

Com o primeiro domingo do advento, a Palavra de Deus nos coloca diante da realidade última de nossa vida. Nesse sentido é muito eloqüente a Oração do dia proposta pelo missal para a missa deste domingo: “Deus todo-poderoso, concedei a vossos fieis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos”.

A realidade última, ou a promessa de vida mesmo depois da morte não é algo separado desta vida, como a própria oração da missa nos recorda: só entra na vida aquele que motivado pelo “desejo ardente” de estar em comunhão com Deus, começa desde já, ainda nesta vida, a ter uma atitude digna do nosso Deus, que ama sem medida. Assim como Deus nos ama, somos chamados a “amar desde agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam” (Oração depois da comunhão), pois deste modo entramos em comunhão com os irmãos e com Deus.

Na primeira leitura da profecia de Jeremias, Deus nos fala de uma promessa. Deus se compromete com seu povo oferecendo-lhe a salvação. Essa salvação brotará misteriosamente do próprio povo; é a menção à estirpe de Davi. Essa ideia do “broto’, nos traz à mente a imagem da árvore. No natal, são muitas as famílias e as comunidades que montam a sua árvore de natal.

Qual o sentido dessa árvore, desse sinal?

Historicamente, a árvore de natal entra nas tantas boas tradições eclesiásticas provavelmente através do ambiente do norte Europeu. Na Europa do norte, o frio intenso de dezembro mata praticamente quase todas as plantas. Sobrevivem normalmente apenas os pinheiros. Para muitos povos, o pinheiro era um símbolo de vida que se sobrepõe à morte. Era o símbolo do desejo humano de viver para além da morte.

Gosto de pensar que colocar a árvore de natal em nossos lares nos põe diante de nossa árvore genealógica, de nossa árvore da vida e de nossa ligação com toda a humanidade.

A Sagrada Escritura nos diz que é dessa árvore de toda humanidade que brotarão os elementos mais belos que normalmente muitas árvores produzem; quem não se lembra de uma famosa cantiga brasileira: “da vara nasceu a flor; da flor nasceu Maria e de Maria, nasceu o Salvador”.

Colocamos muitas vezes no alto de nossas árvores natalinas uma bela estrela. Muitos dizem que é uma alusão à estrela de Belém. Particularmente gosto de pensar que essa estrela – lembrando aqui da profecia de Balão no AT – é o Cristo Senhor. Ele é que é o melhor fruto que nossa humanidade poderia oferecer ao Pai: “Revestido da nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes esperamos” (Prefácio do Advento I).

De fato, essa esperança de uma salvação que se realizará mediante a intervenção de Deus em nossa humanidade está bem expressa também pelo salmo responsorial: “Vem, Senhor, nos salvar! Vem, sem demora, nos dar a Paz!”.

No Evangelho, a linguagem apocalíptica pode muitas vezes nos induzir à interpretações pouco ligadas à realidade. Não são poucos aqueles que em nossa sociedade tem mais fé num final catastrófico da humanidade do que em sua transformação final. A vinda do Senhor, como o versículo da aclamação ao evangelho nos recorda, está associada à sua grande compaixão. É preciso, porém, estar atentos aos sinais de sua visita: o Senhor pode nos visitar de muitas maneiras; pode nos visitar no pobre da rua; nos visitar no doente que reclama nossa visita; nos visitar no momento de nossa morte e, de modo particular hoje, ele no visita nesta celebração.

Sugestões:

Neste tempo de advento seria muito interessante se pudéssemos aproveitar os elementos que nos ajudam a intensificar nossa espera do Senhor que vem: a oração da Liturgia das Horas em comunidade, a oração pessoal mais intensa, a lectio divina, a novena de natal, a coroa do advento, a piedade mariana, a confecção do presépio e da árvore de natal em nossas casas, praticar mais fortemente a solidariedade com o próximo...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO – ANO B


SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO – ANO B
* Por Gabriel Frade

 “O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos”. (Antífona de entrada)

Leituras: Dan 7,13-14, Salmo 92 (93), Ap 1,5-8, Mc 11,9.10

Em 1925, o papa Pio XI através da Encíclica Quas primas[1] institui pela primeira vez na Igreja a festa de Cristo Rei do universo. Logo no início do documento o Papa chama a atenção sobre a difícil conjuntura daquele momento histórico e apresenta o reconhecimento da realeza de Cristo como melhor remédio à situação de então. O papa se referia aos eventos que iriam desembocar no trágico episódio dos regimes totalitários europeus e, consequentemente, da Segunda Guerra Mundial.
Na reforma litúrgica do Concílio Vaticano II essa Solenidade foi mantida, mas desde então, passou apropriadamente a encerrar o Ano Litúrgico. Isso porque seu conteúdo se coadunava com o teor do último domingo do tempo comum, onde a escatologia, isto é, o discurso sobre as realidades últimas da história, era enfatizado.

De fato, já na antífona de entrada da missa do dia, o mistério celebrado está bem enunciado: Cristo é apresentado como “o Cordeiro que foi imolado, digno de receber o poder e a glória através dos séculos” (cf. Antífona de Entrada).

A Oração do dia também nos coloca diante do senhorio de Cristo, preparando-nos à acolher a sua Palavra libertadora: “Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, Rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente”. (Oração do dia).

A primeira leitura de Daniel nos mostra a figura enigmática de “alguém semelhante a um filho do homem”, alguém a quem será entregue todo o poder e que terá um reino sem fim. No judaísmo antigo, essa passagem era atribuída à figura do Messias. O Messias seria aquele que conduziria Israel ao seu destino final com Deus e que tudo restauraria com a sua chegada. Sem dúvida, essa visão do profeta foi mais tarde interpretada pelo cristianismo como uma alusão ao Cristo, o Messias esperado há tanto tempo por Israel.

Na segunda leitura o livro do Apocalipse, escrito muito provavelmente para a comunidade cristã em situação de perseguição pelas autoridades romanas, reflete a esperança no “Senhor do Universo”, naquele que com seu sangue “vítima pura e pacífica, realizou a redenção da humanidade” (Prefácio Cristo, Rei do Universo). Embora a comunidade cristã vivenciasse os muitos senhores em meio ao mundo pagão, o único Senhor capaz de dar sentido de fato à sua história, de fazer da comunidade “um reino de sacerdotes para Deus”, capaz de lhe dar a vida é o Senhor Jesus, aquele que é o “alfa e o ômega”, o “compêndio” de toda história humana.

No evangelho, Cristo se apresenta como Rei. Não um rei humano qualquer, limitado pelos anseios do poder temporal e que quer a todos impor sua vontade, mas um Rei que oferece um reinado de “verdade e vida, santidade e graça, justiça, amor e paz” (cf. Prefácio Cristo, Rei do universo). Um Rei que revela todo o seu amor pela humanidade na sua total auto-doação na cruz – “Este é o rei dos judeus!” (Mt 27, 37).

É ele quem pode de fato nos libertar da escravidão e nos conduzir à vida eterna.

Ao terminar estas linhas confrontei-me mais uma vez com a triste história da escalada da violência na cidade de São Paulo. Hoje foi divulgada, por um dos jornais paulistas[2], a morte de uma jovem católica, militante de um grupo antiviolência. Que Cristo Rei da Paz possa consolar os familiares de todos aqueles que sofreram e sofrem violência e que Ele continue inspirando a todos os homens e mulheres de boa vontade na busca por uma vida em abundância, onde a justiça e a paz estejam de braços dados com o amor.



[1] Do latim, “Na primeira...”; são as primeiras palavras da Encíclica e dão nome a todo o documento. Uma versão em espanhol do documento pode ser encontrada no site do Vaticano: http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_11121925_quas-primas_sp.html
[2] Ver http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1189870-militante-antiviolencia-e-morta-com-tres-tiros-em-chacina-em-sao-paulo.shtml

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

PAULINAS EM GUARULHOS


A Paulinas Livraria sempre se mateve fiel a sua missão de anunciar o Evangelho com os meios de comunicação. Carregamos em nós a herança missionária recebida de nosso fundador, Pe. Alberione, de tornar os meios de comunicação e os centros de difusão espaços de evangelização.
Agora, nasce em Guarulhos-SP um novo centro de evangelização. Nós, Irmãs Paulinas queremos oferecer à Igreja deste local, e ao povo, mais um espaço de encontro, de cultura, de formação e evangelização.
É com muita alegria que te convidamos para participar da inauguração desta livraria, que será no dia 27 de novembro de 2012  às 16h; com a presença do bispo de Guarulhos Dom Joaquim Justino Carreira.
 Você é nosso(a) Convidado(a)!

Nosso endereço:
Rua Luiz Gama, 87
Centro
07010.050 – Guarulhos – SP
Fone (11) 4970-2740

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

32º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B - COMENTÁRIO DAS LEITURAS



32º DOMINGO DO TEMPO COMUM  -   ANO B
* Por Gabriel Frade

“O Senhor faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos” (cf. Salmo responsorial)

Leituras: 1 Re 17,10-16; Salmo 145 (146); Hb 9,24-28; Mc 12,38-44

Na primeira leitura proposta para este domingo nos deparamos com o profeta Elias a caminho de uma cidadezinha chamada Sarepta. É importante dizer que este povoado era uma cidade estrangeira onde provavelmente não havia a presença de judeus praticantes, mas sim de fenícios que professavam a religião de Baal.
Vale lembrar que alguns domingos antes, Elias havia sido descrito em franca rota de colisão com os profetas de Baal: no famoso episódio do monte Carmelo, fica patente que apenas o Deus de Israel é o Deus verdadeiro.
Pois bem, é justamente no contexto de uma grande seca que assola toda a região, que Elias vai visitar uma viúva com seu filhinho órfão. A situação é dramática: a viúva ia preparar o resto de farinha para si e para seu filhinho para depois esperar a morte.
Apesar dessa história ter ocorrido há tanto tempo ela é atualíssima: faz lembrar o nosso agreste sertão nordestino, onde milhares de pessoas sofrem hoje as penúrias de uma seca prolongada; faz lembrar também as inúmeras pessoas que passam fome em nossos grandes centros urbanos, sob os viadutos, nas favelas, talvez, quem sabe, ao lado de nossas casas...
Voltando ao texto, chama a atenção que Elias vá visitar justamente esta mulher estrangeira: uma não seguidora do “verdadeiro Deus” Israelita. É precisamente nessa situação que Deus, através de seu profeta, manifestará o seu amor e sua compaixão universais, preferencialmente pelos pobres oprimidos.
Esse episódio, interpretado à luz do Evangelho deveria colocar em xeque nossas atitudes religiosas: será que Deus quer apenas nossa participação ritual na celebração? Quem são os “doutores da Lei” do evangelho, hoje? Porventura não seremos nós mesmos com nossas atitudes “religiosas” separadas da vivência quotidiana? Estaremos nós servindo seriamente a Deus com nossa vida, ou estamos dando apenas o supérfluo para parecermos justos e bondosos diante dos homens?
Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço (Oração do dia).
Essas perguntas que a liturgia da Palavra nos coloca parecem ser extremamente atuais, principalmente quando vemos tantos comentários nas redes sociais virtuais, feitos por jovens católicos que, apesar da boa intenção, tomam atitudes, para dizer o mínimo, unilaterais: parece que o bem, a compaixão, a ternura existem apenas dentro das fronteiras da Igreja, ou ainda: o bom católico é aquele que – aparentemente – vai à missa e se confessa com freqüência... É verdade. Mas é igualmente verdade que Deus quer que nós superemos apenas o aspecto ritual da celebração e avancemos para “águas mais profundas”: necessariamente nossa celebração deve reverberar em nossa vida, assim como a vida de Cristo e seu sacrifício, nos são apresentados em termos cultuais na segunda leitura da missa tirada da carta aos Hebreus. Do contrário corremos o grande risco de reduzir a liturgia a mero formalismo. É preciso dar ao Senhor as “duas moedinhas” da totalidade de nossa vida na partilha generosa com os irmãos.

ORAÇÃO PELA PAZ NA CIDADE DE SÃO PAULO


Diante do crescente aumento dos índices de violência no Estado de São Paulo, o arcebispo metropolitano, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, recomendou que os fiéis rezem pela paz.
O cardeal pediu, ainda, que a oração seja divulgada nos meios de comunicação e nas mídias digitais, e que “as pessoas, famílias, grupos, comunidades e paróquias a rezarem pela paz em nossa cidade”, disse.
A baixo a oração pela paz. Baixe, também o PDF da oração, e da Oração de São Francisco.


5º Mandamento da Lei de Deus: “não matarás!”
“Felizes os mansos; eles possuirão a terra;
felizes os que promovem a paz:
eles  serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5,3.9).

Oração pela paz

Ó Deus, Pai de todos nós,
que enviastes ao mundo vosso Filho, o Príncipe da Paz,
para que tivéssemos vida e paz por meio dele,
nesta hora tão difícil para a cidade de São Paulo,
nós vos pedimos com fé e humilde confiança:
enviai sobre todos nós o Espírito Santo
e despertai nos corações sentimentos de respeito por todos.
Que todos os habitantes desta Cidade,
colocando de lado as diferenças,
procurem unânimes edificar o convívio fraterno
na justiça, no respeito e na solidariedade,
a fim de que a nossa Cidade supere a violência
e nela habite a Vossa paz. Amém!

São Miguel Arcanjo, defendei-nos e protegei-nos!
São Paulo Apóstolo, ensinai-nos os caminhos da paz!
Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogai por nós!

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5º Mandamento da Lei de Deus: “não matarás!”
“Felizes os mansos; eles possuirão a terra;
felizes os que promovem a paz:
eles  serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5,3.9).

Diante da onda de violência, rezemos pela paz em São Paulo

Oração de S. Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
compreender que ser compreendido; amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém

São Miguel Arcanjo, defendei-nos e protegei-nos!
São Paulo Apóstolo, ensinai-nos os caminhos da paz!
Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogai por nós!


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Beata Elisabete da Trindade, religiosa carmelita


Foi beatificada pelo papa João Paulo II, no dia 25 de novembro de 1984, festa de Cristo Rei. Sua festa é celebrada no dia 8 de novembro. Irmã Elisabeth é uma alma que se transformou dia a dia no mistério trinitário. Enamorada por Jesus Cristo, que é “seu livro preferido”, eleva-se à Trindade, até que “Isabel desaparece, perde-se e se deixa invadir pelos Três”. “A Trindade: aquí está nossa morada, nosso lugar, a casa paterna de onde jamais devemos sair… Encontrei meu céu na terra, posto que o céu é Deus e Deus está em minha alma. No dia em que compreendi isto, tudo se iluminou para mim”. “Crer que um ser que se chama Amor habita em nós a todo instante do dia e da noite, e nos pede que vivamos em sociedade com Ele, eis aquí, garanto-vos, o que tem feito de minha vida um céu antecipado”.



Elevação à Santíssima Trindade


Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para me fixar em Vós, imóvel a pacifica como se a minha alma estivesse já na eternidade. Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me faça penetrar mais na profundidade do vosso Mistério. Pacificai a minha alma, fazei nela o vosso céu, a vossa morada querida e o lugar do vosso repouso. Que eu nunca Vos deixe só, mas que aí permaneça com todo o meu ser, bem desperta na minha fé, toda em adoração, toda entregue à vossa Ação criadora.
Ó meu Cristo amado, crucificado por amor, quereria ser uma esposa para o vosso Coração, quereria cobrir-Vos de glória, quereria amar-Vos… até morrer de amor ! Mas sinto a minha impotência a peço-Vos para me “revestir de Vós mesmos”, para identificar a minha alma com todos os movimentos da Vossa alma, para me submergir, invadindo-me, a substituindo-Vos a mim, para que a minha vida não seja senão uma irradiação da vossa Vida. Vinde a mim como Adorador, como Reparador, a como Salvador.
Ó Verbo eterno, Palavra do meu Deus, quero passar a minha vida a escutar-Vos, quero tornar-me inteiramente dócil, para tudo aprender de Vós. Depois, através de todas as noites, de todos os vazios, de todas as impotências, quero fixar-Vos sempre a permanecer sob a vossa grande luz; ó meu Astro amado, fascinai-me para que eu não possa jamais sair da vossa irradiação.
Ó Fogo consumador, Espírito de amor, “descei sobre mim”, para que na minha alma se faça como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove todo o seu Mistério. E Vós, ó Pai, debruçai-vos sobre a vossa pequena criatura, “cobri-a com a vossa sombra”, não vendo nela senão o “Bem-Amado no qual pusestes todas as vossas complacências”.
Ó meus Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde me perco, entrego-me a Vós como uma presa. Sepultai-Vos em mim para que eu me sepulte em Vós, enquanto espero ir contemplar na vossa luz o abismo das vossas grandezas.

Sua mensagem
que corramos no caminho da santidade.
que o Espírito Santo eleve nosso espírito.
que sejamos sempre um louvor à glória da Ssma. Trindade.
que sejamos dóceis às moções do Espírito Santo.

Fonte: http://www.carmelitas.org.br/site/memoria-da-beata-elisabete-da-trindade/

domingo, 4 de novembro de 2012

HINO OFICIAL DO ANO DA FÉ

 
 

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS – ANO B
* Gabriel Frade

Leituras: Ap 7,2-4.9-14, Salmo 23 (24), 1Jo 3,1-3, Mt 5,1-12

“Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando a festa de todos os Santos. Conosco alegram-se os Anjos e glorificam o Filho de Deus”. (Antífona de entrada)

A Solenidade de todos os Santos, como se sabe, ocorre no dia 1 de novembro. No Brasil, por determinação da CNBB – e com a autorização da Santa Sé – a celebração litúrgica ocorre no domingo mais próximo a essa data. Tal atitude se justifica face à necessidade pastoral em permitir aos fieis uma maior participação à celebração eclesial tão importante. De fato, a santidade é o grande dom dado por Jesus à sua Igreja. Nesse sentido, é belíssima a introdução proposta pelo Missal romano para o sentido desta grande festa:

“A Igreja é indefectivelmente santa: Cristo amou-a como sua esposa e deu-se a si mesmo por ela a fim de santificá-la; por isso todos na Igreja são chamados à santidade (cf. LG 39). A Igreja prega o mistério pascal nos santos que sofreram com Cristo e com ele são glorificados; propõe aos fieis seus exemplos que atraem todos ao Pai por meio de Cristo, e implora por seus merecimentos os benefícios de Deus (cf. SC 104). Hoje numa só festa celebram-se, junto com os santos canonizados, todos os justos de toda raça e nação, cujos nomes estão inscritos no livro da vida (cf. Ap 20, 12)”.

 A liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística da Solenidade de hoje nos revelam nossa grande vocação: a plena comunhão com Deus. Nossa condição atual, com todas as suas contingências, encontrará seu sentido pleno apenas na Pátria celeste. Devemos nos lembrar, porém, que o nosso peregrinar neste mundo é importante, pois é no dia a dia que somos chamados a dar prova do amor de Deus para conosco. Hoje é dia de alegria, pois o Senhor nos permite vislumbrar a sua luz. Dá-nos a possibilidade de percebermos o grande mistério de nossa vida à luz do sue grande amor.

“Festejamos, hoje, a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para essa cidade caminhamos, pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos, alegres, na vossa luz tantos membros da Igreja, que nos dais como exemplo e intercessão” (Prefácio: A Jerusalém celeste).