quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Amigos de Paulo

Hoje, tivemos a alegria de receber a ouvinte Lucy e sua neta Pietra.
Lucy, que a cada dia você possa conhecer mais Jesus através dos passos de Paulo.
"Tudo posso naquele que me fortalece." (Fl 4, 13)

(Ir. Rosa, Lucy, Pietra e Ir. Solange)

Damos início ao nosso Alfabeto Missionário Paulino com a letra A de...

Para Paulo o amor é a mais importante de todas as graça cristãs e a essência da de nossa vida. No centro do entendimento que Paulo tem do Evangelho está o amor salvífico de Deus, um amor Ágape, manifestado em Jesus Cristo. Para o Apóstolo, a expressão suprema desse amor de Deus por cada um de nós é a morte imerecida de Cristo na cruz como sacrifício pelos nossos pecados.
Paulo explica as características do amor Ágape em 1 Cor 13. Demonstramos o amor com paciência e bondade, não com ciúme, orgulho e arrogância. Em outras Palavras, o verdadeiro amor não é egoísta, mas está disposto a sacrificar seus próprios interesses para o bem dos outros. É esse sentimento de despojamento, que tem como modelo o próprio Cristo, que está no centro do pensamento paulino à respeito do verdadeiro amor.
Para Paulo, o amor não é apenas uma questão de fazer, é também questão de ser, por isso ele diz aos coríntios no seu famoso hino ao amor: “mesmo que eu distribua todos os meus bens, sem amor de nada me adiantaria” 1Cor 13,3. Quando fala do amor, Paulo pensa não só em atos práticos de caridade, mas também na expressão sincera de solicitude e afeto.

Com a letra B...

Embora tenha sido usada de várias maneiras, no estudo Paulino recente a bênção passou a se referir a saudações, iniciais e finais, do apóstolo, nas quais indica sua preocupação piedosa pelos leitores. As bênçãos Paulinas são afirmações a respeito da graça e da paz de Deus das quais eles, os fieis, já participam e orações para que experimentem essas bênçãos mais plenamente.
As bênçãos permanecem praticamente imutáveis nos escritos Paulinos. Essas bênçãos consistem em três parte: 1 – a primeira parte fala da ‘graça’ e da ‘paz’ que o apóstolo deseja para os fieis. 2 – A segunda fala do desejo do Apóstolo que os leitores conheçam plenamente a graça e a paz a que foram chamados. E por último, a fonte dessas bênçãos é revelada: “Deus, nosso Pai e Pai do Senhor Jesus Cristo”.
Assim o Apóstolo nos abençoa e nos envia: “Que a Graça e a Paz da parte de Deu nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo esteja com você!”

Com a letra C...

Nos Atos dos Apóstolos e nas cartas Paulinas, cerca de cem pessoas, com uma variedade de títulos e atividades, associam-se ao Apóstolo Paulo em algum ponto de seu ministério. Esses Colaboradores participam de sua pregação, de seu ensinamento e de seus escritos. Alguns desses colaboradores têm um relacionamento duradouro com o Apóstolo, é o caso de Barnabé, Marcos e Tito, que o acompanharam desde o início na Igreja da Antioquia e os dois últimos, Marcos e Tito, o seguiram até a morte. Mas neste caminho foram se juntado outros colaboradores como Timóteo, a quem Paulo considerava como Filho.
Os Atos dos Apóstolos e as Cartas Paulinas, falam também, de várias mulheres que colaboravam com o Apóstolo em sua missão. Algumas são chamadas de diaconisas, outras, colaboradoras, e outras ainda recebem o nome de missionárias. Várias se dedicavam-se aos ministérios de ensinar e pregar. Outras eram membros de famílias ricas que sustentavam Paulo como benfeitoras e ofereciam suas casas como Igrejas domesticas, como se lê em Rm 16, 165; Cl 4,15; Fl 4,2-3.

Com a letra D...

O Próprio Paulo escreve em sua Primeira carta aos Coríntios: “Sobre os dons do Espírito, irmãos, não quero que vocês fiquem na ignorância.” Paulo adverte que nem todas as manifestações de entusiasmo religioso provêm de Deus. Na mística cristã, o primeiro critério para discernir os verdadeiros dons do Espírito é reconhecer Jesus como Senhor.
O Apóstolo continua dizendo: “Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo; diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. A um, o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência; a outro, o mesmo Espírito dá a fé... Mas é o único e mesmo Espírito quem realiza tudo isso, distribuindo os seus dons a cada um, conforme ele quer.
A Trindade é a base sobre a qual a comunidade se constrói: nesta, toda ação provém do Pai, todo serviço provém de Jesus e todos os dons (= carismas) provêm do Espírito. Cada pessoa na comunidade recebe um dom, ou melhor, é um dom para o bem de todos. Por isso, cada um, sendo o que é e fazendo o que pode, age para o bem da comunidade, colocando-se a serviço de todos como dom gratuito. completa, pois cada pessoa é um carisma para a comunidade toda.

Com a letra E...

A Esperança é característica essencial da vida cristã. Em suas cartas, principalmente na carta aos Romanos, Paulo examina a base da esperança cristã. Paulo entende a esperança cristã como realização das promessas de Deus a Israel. Essa esperança está fundamentada na História de Israel e no caráter de Deus revelado como alguém que é fiel para cumprir suas promessas. Na análise de Abraão, em Romanos 4, Paulo mostra esse aspecto da esperança cristã.
A esperança cristã dirige-se ao mesmo Deus que cumpriu sua promessa a Abraão e que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos. O que Deus faz em Cristo dá aos cristãos uma razão muito maior que a de Abraão para ter esperança. Cristo é o cumprimento fiel da promessa de Deus a Abraão; agora os gentios são justificados pela fé e incluídos na promessa. Para Paulo, a Ressurreição de Cristo é o inicio de um novo tempo de esperança.

Com a letra F...

Paulo nos dá mais uma vez o exemplo de Abraão, que foi aceito por Deus, não em virtude de suas obras, mas pela fé que ele possuía. Ele diz: “Abraão teve fé em Deus e isso lhe foi creditado como justiça... Esperando contra toda esperança, Abraão acreditou e tornou-se o Pai de muitas nações, conforme foi dito a ele. Ele não fraquejou na fé, embora já estivesse vendo o seu próprio corpo sem vigor...Diante de promessa divina, ele não duvidou , mas foi fortalecido pela fé e deu glória a Deus.” Paulo continua: “Também para nós a fé foi creditada como justiça, pois acreditamos Naquele que Ressuscitou Jesus Cristo dos mortos”.
Ter fé e entregar a própria vida a Deus é esperar contra toda esperança. A justiça de Abraão é a fé confiante de que Deus pode realizar tudo o que promete. Nós também somos justificados por Deus quando acreditamos que ele ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos, para nos livrar da morte do pecado e nos dar a vida nova. Por isso Paulo repete muitas vezes em suas cartas: “fiquem firmes na fé” e no fim de sua vida ele diz a Timóteo: “Completei minha corrida, guardei a fé”. A fé é a força que move Paulo e o faz ser tudo para todos!

Com a letra G...

Para Paulo, a Palavra Graça quer dizer “favor” ou “fidelidade de Deus”. As cartas Paulinas se referem muitas vezes a essa graça de Deus para com a humanidade. A mensagem Paulina da Graça está resumida em Efésios 2,5 quando o Apóstolo diz: “Vocês foram salvos pela graça”. Quando Paulo fala de Graça, ele está falando do ato totalmente generoso de Deus para com a humanidade.
Para Paulo com Cristo surge a nova forma de viver o amor que gera doação e comunhão, através das obras que continuam a ação de Jesus Cristo, realizando o projeto de Deus. A nova forma de viver, porém, é graça de Deus que já foi dada aos homens mediante o testemunho de Jesus Cristo. A vida cristã é a passagem contínua do homem velho para o novo, com um novo modo de pensar e agir, segundo Cristo. Pois como diz Paulo, “sou o que sou pela graça de Deus, e sua graça em mim não foi em vão.” É essa graça de Deus que o faz ser forte mesmo em meio as dificuldades da missão. É essa mesma Graça que continua agindo em nossas vidas e nos impulsiona a abraçar a missão nossa de cada dia.

Com a letra H...

As Igrejas Paulinas que encontramos nas páginas do Novo Testamento eram comunidades de culto formadas por homens e mulheres fieis, vindos do Judaísmo ou mesmo Pagãos. Paulo usa os hinos que já existiam no culto cristão primitivo, para fazer a sua reflexão a respeito de Jesus Cristo.É o que vemos no Hino da Carta aos Filipenses no Cap. 2, Versículo de 5-11. O
Apóstolo Diz: “Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo:
Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, morte de cruz!
Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”
Citando um hino conhecido, Paulo apresenta em Cristo o modelo da humildade. Embora tivesse a mesma condição de Deus, Jesus se apresentou entre os homens como simples homem. E mais: abriu mão de qualquer privilégio, tornando-se apenas homem que obedece a Deus e serve aos homens. Não bastasse isso, Jesus serviu até o fim, perdendo a honra ao morrer na cruz, como se fosse criminoso. Por isso Deus o ressuscitou e o colocou no posto mais elevado que possa existir, como Senhor do universo e da história. Os cristãos são convidados a fazer o mesmo: abrir mão de todo e qualquer privilégio, até mesmo da boa fama, para pôr-se a serviço dos outros, até o fim.

Com a letra I...

Na carta ao Efésios , a Igreja ideal se identifica praticamente com o Reino e, portanto, ultrapassa as concretizações históricas. Como corpo e plenitude de Cristo, ela se torna a meta para a qual caminhamos. Paulo se refere a uma Igreja santa, a um modelo ideal que exige conversão contínua da Igreja real que vive na história.
Em primeiro Coríntios, A imagem da Igreja como corpo é usada para falar da unidade, diversidade e solidariedade que caracterizam a comunidade cristã. Esta é una, porque forma o corpo de Cristo, dado que todos receberam o mesmo batismo e o mesmo Espírito, que produzem a comunhão e igualdade fundamental. Contudo, as pessoas são diferentes entre si; cada uma com sua originalidade contribui, de maneira indispensável, para a construção e crescimento de todos; portanto, não há lugar para complexos de superioridade ou inferioridade. O cimento da vida comunitária é a solidariedade, que faz com que todos se voltem para cada um, principalmente para os mais fracos e necessitados, partilhando os sofrimentos e alegrias.

Com a letra J...

No tempo de Paulo o conhecimento de Jesus ainda não era claro como o temos hoje. O mistério de Cristo iluminou-se lentamente para as comunidades, entre intuições, experiências de fé e reflexões à luz das Escrituras. E nisto, Paulo foi muito além dos 12apóstolos, pois possuía cultura e experiência de vida mais profundas e diversificadas do que eles.
Os judeus cristãos continuavam fiéis à lei de Moisés e viam em Jesus o Messias de Israel enviado de Deus para realizar a esperança messiânica do povo e restabelecer o Reino de paz e justiça. Para eles, tudo era claro. Mas e os gentios convertidos? Não deveriam assimilar a fé judaica antes de seguirem Jesus?
Para Paulo, Jesus não é só o Messias de Israel. Ele É o Cristo de Deus, Filho Único do Pai e Irmão Maior de Todas as Criaturas (cf. Cl 1,15-20). Por isso, os cristãos gentios não precisam se tornar judeus para segui-lo. Surge daí um outro desafio à convicção de Paulo: sem a Lei de Moisés, onde os gentios iriam fundamentar a prática da fé? O que os distinguiria dos outros pagãos? Na lei do amor e do serviço fraterno, conforme Jesus viveu e ensinou - responde Paulo.
Por isso na missão de Paulo não há mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos são um só em Jesus Cristo.

Com a letra L...

Para Paulo, o inimigo da liberdade é o pecado... nenhuma força humana, nem mesmo a Lei dos judeus, tem o poder de arrancar o homem da situação de pecado em que vive. Só um ato de Deus pode realizar isso, concedendo gratuitamente a anistia. E Deus a concedeu através de Jesus Cristo, que morreu por nossos pecados. Essa anistia proclamada na cruz chega até mim no momento em que eu acredito que, em Jesus Cristo, Deus realizou esse dom. Acreditar em Jesus Cristo é colocá-lo no centro da vida, a ponto de poder dizer: «Já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim.»
Em sua carta aos Gálatas Paulo nos diz que foi para liberdade que Cristo nos libertou. A vida cristã é um chamado para a liberdade. Esta, porém, não deve ser confundida com libertinagem, que é buscar e colocar tudo a serviço de si mesmo. A verdadeira liberdade leva o homem a crescer no amor e no dom de si, para colocar-se a serviço dos outros.

Com a letra M...

A vida missionária do Apóstolo Paulo é marcada por uma experiência profunda, de encontro com a Pessoa de Jesus Cristo. Depois do encontro com Cristo no Caminho de Damasco, Lucas descreve o chamado do Apóstolo Paulo para Evangelização dos Gentios quando o próprio Cristo diz a Ananias: “Vá, porque esse homem é um instrumento que eu escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar a Saulo quanto ele deve sofrer por causa do meu nome.” Atos 9, 15-16
A certeza do seu chamado por Deus para evangelizar o mundo pagão era muito forte para Paulo. Ele mesmo afirma: “Deus, porém, me escolheu antes de eu nascer e me chamou por sua graça. Quando ele resolveu revelar em mim o seu Filho, para que eu o anunciasse entre os pagãos”. Gl 1,15-17
Paulo apresenta-se como "Apóstolo por vocação, escolhido para anunciar o Evangelho de Deus" (Rm 1, 1). A figura de Paulo – a sua pessoa e o seu ministério, toda a sua existência e o seu árduo trabalho pelo Reino de Deus – é dedicada completamente ao serviço do Evangelho.
Assim como Paulo façamos da nossa vida um encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo, tornando-nos discípulos missionários em resposta ao seu pedido: “«Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade...” (Mc 16,15).

Com a letra N...

Despojado do homem velho e sua condição de pecado o Cristão é chamado a revestir-se de Cristo, assumindo a sua Nova Natureza. Para Paulo esse tema é tratado com muito carinho. Em sua carta aos Colossenses ele diz: “Façam morrer aquilo que em vocês pertence à terra... vocês foram despojados do homem velho e de suas ações, e se revestiram do homem novo que, através do conhecimento, vai se renovando à imagem do seu Criador.”
Através do batismo, os cristãos passam por uma transformação radical: deixam de pertencer à velha humanidade corrompida (homem velho) e começam a pertencer à Nova humanidade (homem novo), que é a criação realizada em Cristo, o novo Adão, imagem de Deus (1,15). A transformação é coisa prática: deixar as ações que visam os próprios interesses, em troca de ações a serviço da reconciliação mútua e do bem comum.

Com a letra O...

A Missão do Apóstolo Paulo começou em oração, e segundo a tradição, terminou também em oração quando ele foi martirizado. Todo o seu ministério baseava-se na oração e se desenvolvia a partir dela. Para Paulo, a vida cristã era um ato de oração. Mas a oração em sua vida não surgiu só depois do seu encontro com Jesus. Paulo era um jovem fariseu “zeloso” e se considerava irrepreensível quanto à justiça. Por isso podemos dizer que ele participava plenamente das orações que faziam parte da vida dos Judeus.
Também em suas cartas, Paulo reza constantemente. Reza pelos seus colaboradores, como na carta aos Filipenses onde ele diz: “Agradeço ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vocês. E sempre, em minhas orações, rezo por todos com alegria, porque vocês cooperaram no anúncio do Evangelho, desde o primeiro dia até agora.” E ele não só reza, mas também aconselha as suas comunidades que façam tudo em espírito de oração. Ele diz: “Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês.”
Que a oração, seja o nosso sustento na missão, assim como foi para o Apóstolo Paulo, a fim de que um dia possamos dizer como Ele: “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim”.

Com a letra P...

Na teologia Paulina a Cruz representa a suprema manifestação do poder de Deus. Na morte, Ressurreição e exaltação de Jesus Cristo, Deus manifestou seu poder superior contra o mal, representado pela morte.
O poder de Deus está em sua capacidade de amar! Deus é amor! Podemos dizer que Deus é um Deus todo amoroso! E é esse poder de Deus que sustenta Paulo em sua missão. Paulo descobre a força deste amor pessoal de Deus por ele, e por cada um de nós, manifestado em Jesus Cristo. E diz.: “Vivo na fé do Filho de Deus que me amou e se entregou por mim”.
Por confiar em um Deus que realiza tudo o que pretende por meio de seus frágeis servos, Paulo pode dizer aos Filipenses tudo posso Naquele que me fortalece. E também aos Coríntios: “Esse tesouro nós o levamos em vasos de barro, para que todos reconheçam que esse incomparável poder pertence a Deus e não é propriedade nossa. Somos atribulados por todos os lados, mas não desanimamos; somos postos em extrema dificuldade, mas não somos vencidos por nenhum obstáculo; somos perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados...”
O mesmo poder de Deus que animou o Apóstolo Paulo, anima cada um dos fieis que coloca sua vida a Serviço de Deus na pessoa dos irmãos.

Com a letra Q...

O Querigma ,ou anúncio, de Paulo é “Cristo, e Cristo Crucificado”. Ele mesmo nos diz: “Nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos.” (1 Cor 1,23) . Paulo não afasta a dimensão da cruz de sua vida e de sua pregação.
Na fraqueza da cruz, Paulo entende a dimensão do amor de Deus, que fazendo-se fraco e sendo humilhado, nos redimiu e nos trouxe vida nova e plena. Essa compreensão de Paulo o faz ver tudo na ótica da cruz: “Fui crucificado junto com Cristo”. ( Gl 2,19) “Para você basta a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder”. (2 Cor 12,9). Paulo anuncia o Cristo Total, que nos amou até o extremo, dando a sua própria vida para nos resgatar. O Cristo que morreu foi obediente até a morte, e morte de cruz, mas que Ressuscitou e está sentado a direita do Pai, Glorificado!

Com a letra R...

O Apóstolo Paulo nos diz: “Se estamos vivos, é para o senhor que vivemos, e se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. Cristo morreu e Ressuscitou para ser Senhor dos mortos e dos vivos.” Rm 14, 8-9.
“Como Cristo Ressuscitou dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova. Se permanecermos completamente unidos a Cristo com morte semelhante à dele, também permaneceremos unidos a Ele na Ressurreição.“ Rm 6, 4.
Pela fé e o batismo, o cristão participa da morte e ressurreição de Jesus. Em outras palavras, cristão é todo aquele que passa por uma transformação radical: rompe com o sistema gerador de injustiça e morte, e ressuscita para viver uma vida nova, a fim de construir uma sociedade nova, que promova a justiça, a vida e a paz.
Cristo Ressuscitado, que aparece a Paulo no caminho de Damasco, é quem transforma sua vida. O mistério pascal, a morte e ressurreição de Cristo, é o centro da pregação do Apóstolo. Cristo Ressuscitado é a luz e a vida plena. Paulo nos diz que o mesmo Deus que ressuscitou Jesus Cristo, ressuscitará também a nós pelo seu poder.

Com a letra S...

Segundo os Atos dos Apóstolos, o chamado de Paulo está intimamente ligado ao fato de ter que sofrer muito por causa do anuncio do Evangelho. É o próprio Cristo que diz a Ananias: « Eu vou mostrar a Saulo quanto ele deve sofrer por causa do meu nome.» Essa realidade de sofrimento também se reflete nas Cartas Paulinas. Mas, em vez de questionar a autenticidade de seu apostolado por causa do sofrimento, Paulo achava que sofrer era uma marca de seu ministério, então ele diz: “Estou pregado na cruz com Cristo, por isso já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim.”
O sofrimento de Paulo servia para deixar claro que o Evangelho por ele pregado era obra de Deus e não sua. Por isso ele diz aos Filipenses: “Pois Deus concedeu a vocês não só a graça de acreditar em Cristo, mas também de sofrer por ele, empenhados na mesma luta em que vocês me viram empenhado, e na qual, como vocês sabem, ainda agora me empenho”.
Para Paulo, o Cristão, mesmo em meio ao sofrimento deve alegrar-se, pois o nosso sofrimento, em comunhão com o sofrimento de Jesus e de tantas outras pessoas, adquirem um sentido redentor, e então podemos dizer como Paulo, “estou pregado na Cruz com Cristo, por isso já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim!”

Com a letra T...

Paulo exorta sempre as suas comunidades a darem testemunho do Evangelho de Jesus Cristo. Evangelho pelo qual ele sofre cadeias e tribulações, mas não desiste de sua missão de comunicador da Boa Nova de Cristo. A seu fiel colaborador Timóteo ele diz: “Não se envergonhe, portanto, de dar testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro; pelo contrário, participe do meu sofrimento pelo Evangelho, confiando no poder de Deus.”
Preso e prestes a enfrentar o martírio, Paulo procura estimular seu companheiro Timóteo, convidando-o a reavivar o dom que este recebeu em sua «ordenação» para a missão. E sua missão é testemunhar o Evangelho. E isso pode levar a testemunha ao mesmo destino de Jesus: o sofrimento e a morte. «Envergonhar-se» é renegar o testemunho por causa da perseguição social que ele provoca (cf. Mc 8,38). A vocação cristã é dom gratuito de participação no projeto de Deus: projeto de salvação feito desde a eternidade, manifestado em Jesus Cristo e entregue a todos pelo anúncio do Evangelho.
A vida de Paulo comprova o ensinamento de seus lábios. Pois a coerência de suas palavras e atos dão testemunhos do Evangelho que ele viveu e comunicou como ninguém! Que a vida de Paulo nos encoraje a continuarmos dando testemunho de nossa fé em Jesus Cristo!

Com a letra U...

O Evangelho pregado por Paulo se destinava a todas as pessoas de boa vontade que estivessem dispostas a acolher a pessoa de Jesus Cristo e assumir o seu projeto.
Ainda no fim de sua vida o Apóstolo se diz devedor do Evangelho a muitas pessoas, pois anunciar o Evangelho não é titulo de glória para ele, mas uma necessidade imposta pela sua vocação missionária. Vocação a Universalidade.
Paulo foi o grande propagador do Cristianismo em outras culturas. Ele mesmo nos diz: “Livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível” (1 Cor 9,19). E explica: “Com os judeus, me fiz judeu... com os que estavam sujeitos à Lei, me sujeitei também a Lei... com os sem-lei, me fiz um sem-lei... com os fracos me fiz fraco... para todos eu me fiz tudo... por causa do Evangelho. (1 Cor 9,20-24).

com a letra V...

Paulo manifesta aos Filipenses o sentido último de sua vida quando diz: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Mas, se eu ainda continuar vivendo, poderei fazer algum trabalho útil. Por isso é que não sei bem o que escolher. Fico na indecisão: meu desejo é partir dessa vida e estar com Cristo, e isso é muito melhor. No entanto, por causa de vocês, é mais necessário que eu continue a viver. Convencido disso, sei que vou ficar com vocês. Sim, vou ficar com todos vocês, para ajudá-los a progredir e ter alegria na fé.”
Paulo encontra-se num dilema: viver ou morrer? No contexto da sua fé, as duas coisas se equivalem: viver é estar em função de Cristo, ou seja, da evangelização; e morrer é lucro, pois leva a estar com Cristo. Paulo resolve o dilema, não levando em conta seu próprio interesse, mas o que é melhor para a comunidade: continuar vivo, para ajudar os Filipenses a crescer e se realizar plenamente na fé.
Paulo respondeu com fidelidade a sua vocação, até às últimas conseqüências, que foi o sacrifício de sua própria vida. Trabalhou honestamente, empenhou todas as suas energias para o anuncio do Evangelho. Restava apenas ir ao encontro do Pai e receber a coroa da justiça, que é premio para aqueles que perseveram até o fim na prática do bem! Por isso ele continua a dizer com sua vida a cada um de nós: “Não nos cansemos de fazer o bem... pois essa vida que a agora vivemos, demos viver na fé do Filho de Deus que nos amou e se entregou por nós!”

Chegamos ao final de nosso Alfabeto com a letra Z de...

É o Apóstolo que, Nos Atos dos Apóstolo, nos fala de sua formação de judeu zeloso: “Fui formado na escola de Gamaliel, seguindo a linha mais escrupulosa dos nossos antepassados, cheio de zelo por Deus, como todos vocês o são agora. Persegui mortalmente este Caminho, prendendo e lançando à prisão homens e mulheres, como o sumo sacerdote e todos os anciãos podem testemunhar.”
Saulo tinha uma extraordinária sensibilidade a Deus e um altíssimo ideal de santidade, na mais pura tradição judaica. Como estudante fariseu, almejava a perfeição por meio da prática rigorosa da Lei, pensando ser este o projeto de Deus para sua vida.
Mas a grande inteligência de Saulo o inquietava. Ele via que a observância da Lei não era tudo, queria descobrir a verdadeira santidade e sentia que a proposta de Deus tinha que ser maior...! Esperava ansioso pelo Messias que viria revelar a plenitude do Reino de Deus, conforme a profecia de Isaías.
O zelo de Saulo, e o desejo de defender a tradição de seu povo, o levou a perseguir os cristãos até Damasco. E foi nesse caminho que ele encontrou o que tanto procurava. A luz de Damasco foi um conhecimento luminoso do Mistério. É a luz afetiva, que inunda os olhos, iluminando o coração. O dom da sabedoria. Era o ideal que

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

As mãos calejadas do doutor...

Estamos acompanhando passo a passo a trajetória do Apóstolo Paulo, pelos relatos bíblicos do livro dos Atos dos Apóstolos, pelo testemunho que ele mesmo deixou nas cartas e pelas hipóteses dos estudiosos em relação ao que a Bíblia não diz. Falávamos que ele deve ter aprendido a profissão de fabricante de tendas em Damasco e isso desperta outra curiosidade: Paulo não poderia sobreviver fazendo tendas de cilício como seu pai fazia em Tarso, em vez de trabalhar só com refugos e aparas de couro?
A escolha talvez tenha sido pela previsão que ele tinha de viajar por muitas cidades. Tendo consigo os instrumentos da profissão era mais fácil conseguir um trabalho temporário junto aos artesãos do mercado, em qualquer cidade onde ele chegasse. Um fabricante de tendas precisava ter uma oficina e se instalar em um lugar.
Durante suas viagens missionárias, ao chegar em uma cidade, o Apóstolo Paulo, com certeza dirigia-se ao mercado à procura de trabalho nas oficinas dos fabricantes de tendas e toldos. Com sua pequena faca, furadores e agulhas, ele aceitava qualquer trabalho disponível e fazia sandálias, bolsas, cintos, arreios para animais, odres para vinho e todo tipo de pequenos objetos de couro, úteis e necessários. Por isso ele tinha as mãos calejadas, grossas, cheias de cicatrizes e com unhas mal-cuidadas, conforme falamos no início: As mãos calejadas do doutor.
Na aparência, ele em nada se distinguia dos mais excluídos que circulavam pelo mercado. Ninguém imaginaria que ele fosse um doutor, um professor da Lei. Isso faz lembrar o relato dos Atos dos Apóstolos 20, 33-35: Uma vez, já com quase 60 anos de idade, Paulo mostrou as mãos calejadas aos cristãos de Mileto e disse: “Vocês sabem que eu trabalhei com estas minhas mãos e consegui tudo o que eu e os meus companheiros precisávamos”.
A expressão: “com estas minhas mãos” faz a gente imaginar Paulo estendendo as mãos calejadas e mostrando as marcas e cicatrizes.

Ir. Maria Inês Carniato, fsp

Festa de São Frei Galvão...

Hoje Celebramos com muita alegria a Festa de Frei Galvão, o primeiro Santo Brasileiro.
Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, OFM, mais conhecido como Frei Galvão, nasceu em Guaratinguetá em 1739 e faleceu em São Paulo em 23 de dezembro de 1822. Era um Frade da Ordem Franciscana, sacerdote muito querido pela sua caridade, sobre tudo, para com os mais necessitados. Mesmo sem ser engenheiro, empreendeu a construção do Mosteiro da Luz, grande monumento religioso de nossa cidade. Viveu 60 anos aqui em São Paulo. O primeiro santo nascido no Brasil. Foi canonizado pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) em 11 de maio de 2007.

Oração:
Deus de amor, fonte de todas as luzes,
que cumulastes de bênçãos o vosso servo
São Frei Galvão, nós vos adoramos e glorificamos.
Pedimos por sua intercessão, que reine em nossos
corações a caridade que ele viveu e comunicou.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Amém!




quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Seguidoras dos Passos de Paulo...

Hoje no Programa nos Passos de Paulo, contamos com a presença da Irmã Aldeci Silva e da Noviça Raquel Freitas, ambas da Congregação das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, mais conhecidas como Irmãs de Madre Cabrini ou Cabrinianas. Elas partilharam conosco as alegrias e os desafios de sua vocação missionária. Mas quem são as Missionárias do Sagrado Coração de Jesu? Quem responde a essa Pergunta é a Irmã Lina Colombini, superiora Geral da Congregação.

"Em 2005, comemoramos 125 de fundação do instituto das Missionárias do sagrado Coração de Jesus e 155 anos do nascimento de Santa Francisca Xavier Cabrini, beatificada no dia 13 de novembro de 1938, canonizada no dia 7 de julho de 1946 e proclamada Padroeira dos emigrantes em 1950.

Claramente, Madre Cabrini, definida por João Paulo II como “Missionária da Nova Evangelização", ainda hoje, tem alguma coisa a dizer ao povo do nosso tempo, através do testemunho vivo de sua fé e das obras por ela iniciadas por meio de uma profunda convicção que teve como centro propulsor o Coração de Jesus. Como ela própria escreveu: “trabalhando nesta obra de dilatação do Reino de Deus sobre a terra, toda ação por mínima que seja, é ouro puríssimo depositado onde os ladrões não podem roubar".
A mensagem é tão clara, quanto atual: a provisoriedade e a precariedade da nossa vida devem ser aceitas e liberadas do medo que, muitas vezes, as acompanha, para ser assim transformadas em experiências humanas próprias de modo a favorecer a ação iluminadora do Espírito, cujos resultados são a sabedoria e o dinamismo, ambos genuinamente alimentados pela fé e pela audaz esperança do hoje e no amanhã.

A sua lição, ainda válida para o cristão de hoje, é sempre esta: doar-se aos outros através de uma ação pessoal, completa e madura, sem permanecer vítima dos nossos interesses.

O testemunho de Madre Cabrini continua nas Irmãs, nos leigos cabrinianos que, ainda hoje, descem às obscuras minas da miséria, do egoísmo, do ateísmo, do abandono, da injustiça, da exploração, do desespero e da doença para tornarem-se companheiras(os) de viagem destes nossos irmãos, como a compaixão que e a misericórdia do Coração de Jesus que tudo abraça e tudo compreende.

Hoje, mais que nunca, ler, interpretar, aprofundar e discernir os acontecimentos e as mudanças da história é um exercício de fé ao qual nos impulsiona o ensinamento apostólico missionário e pedagógico de Madre Cabrini. Novos horizontes missionários, novos caminhos de evangelização se abrem diante de nós e nos desafia a responder com a coragem e a audácia próprias de Madre Cabrini."

Irmã Lina Colombini - MSC
Superiora Geral

Contatos: Ir. Aldeci Silva e Raquel freitas
Fone: (011) 5513 7724
E-mail: noviciado@terra.com.br
Fonte: http://www.madrecabrini.org.br/

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Paulo, o artesão de Damasco

Estamos conversando todas as segundas-feiras sobre o itinerário e os detalhes da vida do Apóstolo Paulo, falamos da infância em Tarso, dos estudos em Jerusalém, da perseguição aos seguidores de Jesus, do encontro com o Senhor, mas o título do programa de hoje mais parece o nome de um romance: O artesão de Damasco! O doutor da Lei virou artesão! É o que concluem os estudiosos. Aliás, é fácil verificar em muitos textos bíblicos que Paulo, durante a vida missionária, teve uma profissão manual. Porém, o que vamos mostrar aqui é a hipótese de ele ter aprendido um ofício durante o tempo que residiu na comunidade cristã de Damasco, na Síria, depois de ter voltado de Petra, na Arábia, onde viveu por algum tempo. Paulo, já não podia sobreviver como doutor da Lei. Aí está outro passo importante no seu caminho da conversão. Saulo não se converteu de uma hora para a outra. Levou tempo para renunciar à identidade privilegiada de mestre
e doutor e assumir um modo de vida mais humilde.
É muito interessante saber dessa mudança de profissão que aconteceu na vida do apóstolo lá em Damasco. Assim ele fica mais próximo de nós e desta grande Igreja de São Paulo que é uma cidade trabalhadora.
Na semana que vem voltaremos a falar sobre esse assunto tão interessante. Deixemos Paulo lá em Damasco, aprendendo a costurar sandálias.
Ir. Maria Inês Carniato, fsp

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mês Missionário...

Hoje, estiveram conosco as Irmãs Combonianas, Francinete Ribeiro e Rosineide Lima, elas partilharm a expêriencia de pertencerem a uma congregação que tem como Carisma especifíco as Missões.
Mas, quem são as Irmãs Combonianas?
A Congregação foi fundada oficialmente em 1872 por São Daniel Comboni, Bispo. O Instituto Irmãs Missionárias Combonianas Pias Madres de Nigrícia, era destinado exclusivamente às missões na África, evangelização, luta contra a escravidão, além de obras espirituais e auxílio material aos necessitados.
A congregação representa o segmento feminino da Congregação dos Missionários do Coração de Jesus, que havia obtido aprovação canônica cinco anos antes (1867), ambas, portanto, exercendo funções correlatas, ou seja, destinadas à animação missionária na Europa e África Central, no campo da evangelização, luta pela abolição da escravatura e diversas obras materiais e espirituais. As Irmãs Missionárias Combonianas foram uma importantíssima ferramenta apostólica criada por São Daniel Comboni para atuar especialmente em terras Africanas, cujo berço foi a cidade de Nigrízia, no coração da África, onde os Missionários Combonianos também já atuavam com brilhantismo apostólico.

SE VOCÊ DESEJA SABER MAIS SOBRE
as COMBONIANAS, pode entrar em contato com:
Ir.Francinete Ribeiro e Ir. Rosineide Lima
Fone: (011) 2742 9511
e-mail: francinetecarapira@yahoo.com.br

Fonte: http://www.combonianos.org.br

Mês Missionário...

Cristãos a serviço do Reino



Formação do agente pastoral na paróquia

Este livro quer aprofundar a identidade do agente de pastoral para ser Igreja-comunidade. Apresenta reflexões que promovem a unidade do trabalho paroquial por meio da ação pessoal e comunitária, tornando viva e indispensável à vida da Igreja a missão e o discipulado do agente de pastoral. Destina-se às pessoas que estão começando um trabalho pastoral na comunidade e também para aquelas que já têm experiência, mas querem aprofundar suas motivações. Pode ser utilizado com grande proveito na preparação de assembleias paroquiais ou para dinamizar a vida das comunidades eclesiais.

Conhecendo o Apóstolo Paulo...

O mundo de Paulo
O livro apresenta o contexto histórico-cultural do apóstolo Paulo. Ricamente ilustrado e com um texto que revela beleza literária, a obra leva seu leitor a visitar dez cidades: Tarso, Jerusalém, Damasco, Antioquia no Orontes, Filipos, Tessalônica, Atenas, Corinto, Éfeso, Roma. Todos estes lugares tornaram-se importantes na trajetória de Paulo. Mais ainda: espelham a biografia do apóstolo, de sua infância até sua morte violenta.

O livro dirige-se, primeiramente, ao público jovem. A linguagem e as ilustrações são compatíveis com a compreensão e os interesses dos pré-adolescentes e adolescentes. Não se pressupõe, para a leitura do livro, uma iniciação na fé cristã. Pelo contrário: o texto evita determinados conceitos religiosos, adotando uma linguagem explicativa e literariamente atraente. Espera-se, dessa forma, que o título encontre um público mais amplo e diversificado. Enfim, trata-se de uma aproximação à personagem de Paulo motivada pelo interesse cultural na época do primeiro século e no cristianismo primitivo, observando este último como um fenômeno cultural, sem que se insistisse, de antemão, na integração do leitor numa comunidade religiosa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Paulo entre os Nabateus: o primeiro anúncio aos pagãos...

(Paulo, depois de sua fulga de Damasco vai para o Reino dos Nabateus - Ir. teresa Groselj)

Nós não conhecemos suficientemente o Apóstolo Paulo. Quando escutamos na liturgia os trechos de suas cartas, temos idéia de que ele era uma pessoa privilegiada, que estava acima das lutas e contratempos que nós todos encontramos na vida e na prática da fé.
Paulo revela na carta aos Gálatas (1,18), que no começo de sua vida missionária, foi perseguido em Damasco pelos soldados do rei Aretas. Os nabateus tinham um rei chamado Aretas, descendente de outros reis que, desde o tempo do Antigo Testamento, guerreavam contra os reis de Israel. Havia muita rivalidade entre judeus e nabateus.
Mas a gente pode perguntar: com tantos judeus que moravam na Síria e em toda a região ao redor do deserto da Arábia, por que o rei Aretas mandaria soldados a Damasco para perseguir justamente Paulo?
É aqui que se apóia a hipótese do anúncio de Cristo aos pagãos: se Paulo passou um tempo no deserto da Arábia, é lógico que não pode ter ficado dia e noite sentado sozinho no meio da areia e das rochas, como se vê em alguns filmes. Deve ter se instalado na povoação dos nabateus e vivido por um tempo no meio deles. E logo quis anunciar o Evangelho e falar de Jesus Cristo...
O rei Aretas pode ter temido que Paulo fosse uma espécie de espião judeu infiltrado no meio dos nabateus e o manteve sob observação por um bom tempo. Quando viu que ele estava reunindo pessoas em torno de si, deu o alarme não só para o prenderem, como para o matarem.
Vemos mais uma vez Paulo na posição de Mestre, reunindo discípulos e organizando uma comunidade. Isso lembra o que dissemos no começo. Foi no sofrimento, no medo da morte, na perseguição, na humilhação de viver fugindo de lá para cá, tido por uns como traidor, por outros como espião perigoso, que ele foi aprendendo a ser um missionário anônimo e deixando para trás a pretensão de ser mestre e doutor.

Ir. Maria Inês Carniato, fsp

II - O Discernimento em Paulo...

Hoje as pessoas constroem ídolos. Como exemplos de ídolos temos o dinheiro, o poder, a violência, as estrelas do espetáculo, a pessoa amada e muitas outras coisas que acabam escravizando, mandando na vida da pessoa porque são coisas que imobilizam as pessoas e fazem com que elas não sejam atuantes nos valores cristãos. A idolatria é destruidora da pessoa, da sua natureza e da sua história. A idolatria é uma falsa esperança, é uma indiferença sobre a forma de se relacionar e de construir os valores do Reino.
Paulo mostrou em sua carta aos Gálatas que a idolatria tem a sua forma de agir tirando a liberdade da pessoa. Paulo lembrou que o seu compromisso com Cristo se traduzia no seu compromisso com os outros. Ele não fazia diferença entre a teoria e a prática. Por isso Evangelizar é fazer presente os valores do Evangelho. É sempre necessário existir a prática apoiada pela teoria, como lembrou Paulo. Este é o combate e a superação dos ídolos que tanto aparecem no nosso dia a dia.
Paulo escreveu na 1a. Epístola aos Tessalonicenses: “Discerni tudo e ficai com o que é bom”. As pessoas devem influenciar as mudanças das estruturas de morte no mundo para as estruturas de vida, de inserção e de amor fraterno.
Rodrigo Drubi
Teólogo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Discernimento em Paulo...

Discernir é compreender uma situação e decidir sobre qual caminho tomar. Passamos então pelas perguntas sobre O QUE fazer e COMO fazer? Paulo nos ajudou a solucionar estas questões mostrando que o discernimento se caracteriza por OLHAR A REALIDADE, PENSAR SOBRE ESTA REALIDADE E INTERAGIR COM E NESSA REALIDADE. Por isso o cristão deve tomar sempre as suas decisões a partir dos ensinamentos de Jesus Cristo. É assim que acontece o discernimento.
Na comunidade de Corinto se discutia muito sobre o que era permitido fazer e o que era proibido fazer. Hoje também acabamos falando de tudo o que NÃO se pode fazer e Paulo responde 'TUDO É PERMITIDO, MAS NEM TUDO CONVÉM'. Paulo então não se preocupa com o que NÃO É permitido fazer e SIM realizar um julgamento com os valores cristãos.
Estes valores acontecem pelo amor. Um Amor que age e transforma o mundo! O amor apresentado por Paulo e por Jesus Cristo é um amor que participa, que está presente no mundo e modifica este mundo de maneira a construir valores de um Reino, o Reino de Deus que, como nos lembrou o apóstolo Paulo, 'o reino de Deus não consiste em palavras, porém em ações'. O discernimento deve levar a ações. É com estas ações que acontece a dinâmica do amor. Um amor em movimento.
Rodrigo Drubi
Teólogo

Conhecendo o Apóstolo Paulo...

PAULO DE TODOS OS POVOS

Filme de longa-metragem que traz a fascinante história de Paulo de Tarso, hebreu, cidadão romano, fariseu formado na escola rabínica de Gamaliel, perseguidor dos cristãos, convertido por Cristo, na estrada de Damasco. Paulo, uma vez chamado para a nova missão, dedicou toda a sua vida levando a obra da evangelização às cidades mais importantes de sua época: Jerusalém, Antioquia, Corinto, Atenas, Roma, centros estratégicos para sua pregação e para a sua expansão mais rápida e eficaz do cristianismo.

Este filme, fundamentado nos Atos dos Apóstolos, quer mostrar a ação transformadora de Deus em Paulo, homem que ele destinou para levar a Boa-Nova a todos os povos. Este DVD mostra, também, a vida das primeiras comunidades cristãs, fundadas e organizadas por Paulo.

Você pode adquirir este Dvd pelo site: http://www.paulinas.com.br/loja

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Festa de Nossa Senhora do Rosário...

Oração:

"Deus nosso Pai, dá-nos a Tua graça para que, à semelhança de Maria de Nazaré, cada um de nós procure escutar a Palavra de Deus e anunciá-la aos outros com paixão e alegria."

Bento XVI.

Conhecendo o Apóstolo Paulo...

Jesus e Paulo

Vidas Paralelas

A obra consiste numa aproximação crítica dos elementos biográficos de que dispomos no NT para conhecimento da vida de Jesus e de Paulo que tendo mais ou menos da mesma idade, foram também crianças refugiadas que tiveram que se adaptar muito cedo a um novo ambiente. Comprometidos inicialmente com a Lei, como profetas e fariseus, ambos passaram por uma crise de rejeição L e foram executados pelos romanos. O fato de que, como Paulo, todo ser humano precisa se integrar na tradição, reformulá-la e - como tal, ser rejeitado pela sociedade a ponto de ser condenado à morte - permite avaliar melhor a densidade da vida humana de Jesus.

Fonte: http://www.paulinas.org.br/loja/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mês Missionário...

Neste mês, tão especial para toda Igreja, vamos dar aqui algumas sugestões de livros, cd's e Dvd's que poderão auxiliar você na missão que você realiza na sua Paróquia ou comunidade. A nossa Dica de Hoje é:
MISSÕES POPULARES

Este livro é fruto das Missões Populares realizadas na periferia do Rio de Janeiro (Vicariato Oeste). Testemunha uma bem-sucedida iniciativa pastoral e, sobretudo, o ardor missionário de milhares de missionários leigos que fizeram essas missões imitando São Paulo: "ai de mim se não evangelizar!" (1Cor 9,16).

O autor apresenta as motivações e os objetivos das Missões Populares (1º cap.); seu jeito (metodologia) de fazer (2° cap.); um breve histórico de cinco Missões Populares realizadas desde 1990 (3° cap.); e descreve uma delas: a "Missão popular da Cruz", com seu querigma, suas propostas metodológicas e alguns subsídios (4° cap.).

O livro foi escrito pensando nos Párocos e em todas as forças vivas da Igreja no Brasil, recordando o Documento de Aparecida: "É o próprio Papa Bento XVI que nos convida para uma missão evangelizadora que convoque todas as forças vivas deste imenso rebanho! (n. 550)"

Fonte: http://www.paulinas.org.br/loja/

Conhecendo o Apóstolo Paulo...

Entrevista com Paulo Apóstolo
Uma porta de entrada para sua vida e missão
O livro é do conhecido e renomado biblista Carlos Mesters e tem por objetivo abrir uma porta de entrada para a vida do apóstolo Paulo e, assim, oferecer uma chave de leitura para as cartas que ele escreveu. É uma porta em forma de entrevista que procura fornecer a ficha completa do Apóstolo. São 41 perguntas dirigidas a Paulo e respondidas a partir do conteúdo das cartas do próprio Paulo, dos Atos dos Apóstolos e das informações dos primeiros séculos.
As perguntas são dirigidas na segunda pessoa do singular ao próprio Paulo, como, por exemplo, "Qual é o seu nome?" ,"Onde você nasceu?", etc. Mas as respostas são dadas na terceira pessoa e não na primeira pessoa ("Eu, Paulo" ), como se espera de uma entrevista. Respondendo na primeira pessoa, fica mais difícil relativizar algumas conclusões ainda incertas da pesquisa histórica em torno da vida de Paulo, pois há vários pontos obscuros que não passam de hipóteses.

Por exemplo, existe uma discussão entre os exegetas sobre a autenticidade de algumas cartas que a Bíblia atribui ao apóstolo Paulo. Elas não seriam de Paulo, mas de um discípulo de Paulo. Para a finalidade desta breve entrevista, achamos não ser necessário discutir estas e outras questões difíceis. Tomamos as cartas da maneira como aparecem na Bíblia. A dúvida se uma determinada carta é ou não é de Paulo não diminui em nada o seu valor como palavra inspirada de Deus.

Este livro dirige-se a todas as pessoas que desejam conhecer a vida e a missão do apóstolo Paulo, particularmente aos agentes de pastoral.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Paulo e Francisco...

A Vida de São Francisco, assim como a de São Paulo, encanta pela radicalidalidade no amor a Deus e as Pessoas. O texto que segue é um paralelo entre o Hino ao amor, de São Paulo, 1Cor 13, e o texto de Francisco sobre a perfeita alegria. Boa Leitura!
PAULO E FRANCISCO

PAULO
Meus queridos irmãos, ainda que eu falasse a língua dos homens e a dos anjos, se eu não tivesse amor, eu seria como um sino ruidoso ou como um símbalo estridente.

FRANCISCO
Ainda se eu soubesse muitas línguas e ciências, conhecesse o curso dos astros e das estrelas e a força de cura de todas as ervas, nisto não está a perfeita alegria.

PAULO
Ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse toda a ciência que há, se tivesse fé a ponto de mover uma montanha, se eu não tivesse o amor, de nada adiantaria.

FRANCISCO
Se eu soubesse profetizar e realizar prodígios, se eu soubesse pregar tão bem que convertesse todos os fiéis a professar a fé cristã, se todos os reis e sábios da terra se tornassem frades menores, nisso jamais está a perfeita alegria.

PAULO
Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos pobres e famintos, deixasse meu corpo arder em chamas, se eu não tivesse amor, de nada adiantaria.

FRANCISCO
Ainda que eu desse grande exemplo de santidade, curasse paralíticos, desse a vista aos cegos, ressuscitasse mortos e expulsasse demônios, nisto não está a perfeita alegria.

PAULO
Mas o amor não, o amor é paciente, o amor é prestativo, o amor não é invejoso, o amor não se ostenta e nem se incha de orgulho.

FRANCISCO
Mas se um dia eu chegar molhado, tremendo de frio, aflito de fome, batesse á porta do convento, o porteiro não me reconhecesse, me chamasse de vagabundo e me deixasse ao relento na chuva, então estaria aí a perfeita alegria?

PAULO
O amor nada faz de inconveniente, não se irrita e não guarda rancor.

FRANCISCO
E eu, ainda que constrangido pela fome batesse mais uma vez, o porteiro saísse, me agarrasse pelo capuz, me atirasse pelo chão, me arrastasse pela neve, me batesse sem piedade, está aí a perfeita alegria?

PAULO
O amor não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.

FRANCISCO
Porém, se eu suportar tudo isso com paciência, alegria e bom coração, aí está a perfeita alegria!

PAULO
O amor tudo desculpa, tudo espera, tudo crê e tudo suporta.

FRANCISCO
Se eu suportar tudo isso sem me perturbar, sem murmurar, pensando no sofrimento de Cristo, verdadeiramente encontrei a perfeita alegria.

PAULO
As profecias passarão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá, mas apenas três coisas permanecem: a fé,a esperança e o amor. E o amor é o maior delas.

FRANCISCO
Paulo, o que tu defines como amor, eu chamo de perfeita alegria.

PAULO
Há vários carismas Francisco

FRANCISCO
e uma mesma missão
PAULO E FRANCISCO
Levar Jesus Cristo a todas as pessoas.


Vocacional Irmãs Paulinas - CanoasRS

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Seguidores dos Passos de Paulo...

No programa Nos Passos de Paulo de hoje, conversamos com o Frei Alvaci Mendes da Luz, ofm que nos falou quem é São Francisco e qual a herança que ele nos deixou, com o seu testemunho de viver e comunicar Jesus Cristo.
Mas, a final, quem é Francisco de Assis?
Filho de Pedro e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182 , na cidade de Assis, Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante, que seguidamente viajava para a França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias.Foi de lá também que ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. Foi batizado em Santa Maria Maior (antiga catedral de São Rufino) com o nome de João (Giovanni). Mas quando Pietro Bernardone voltou de uma viagem à França, mudou de idéia e resolveu trocar o nome do filho para Francisco, prestando uma homenagem àquela terra.
Qual a Vocação dos seguidores de Francisco?
A longa tradição franciscana e os documentos mais recentes e antigos da Ordem não hesitam em afirmar que a vocação Franciscana é a de seguir integralmente a Cristo. A forma de vida é "observar o santo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo em obediência, sem propriedade e em castidade" (RB I,1). A vocação franciscana, por isso, não tem outro programa de vida, mas se firma e afirma como seguimento a Cristo pobre e despojado, divino e humanizado, o Jesus, Salvador de todas as criaturas. Assim, a definição fontal de uma vida franciscana se resume nas palavras de São Paulo: "Para mim, viver é Cristo" (Fl 1,21); ou "já não sou eu quem vive, mas é Cristo quem vive em mim" (Gl 2,20).
AS TRÊS ORDENS FUNDADAS POR FRANCISCO:

Primeira Ordem - Ordem dos Frades Menores - ofm
A Ordem Franciscana foi criada como uma Ordem de Irmãos, que assumiam a missão de viver e pregar o Evangelho. Não era uma Ordem Clerical (Ordem composta por sacerdotes), como outras que já existiam. O próprio Francisco não quis ser sacerdote e os primeiros frades também não tinham esse objetivo.
Segunda Ordem - Ordem de Santa Clara, osc
Francisco, além de fundar a 1ª Ordem Franciscana (masculina), foi também o fundador da 2ª Ordem Franciscana, conhecida também por Ordem de Santa Clara, abrindo assim a vivência do ideal franciscano para o ramo feminino. A primeira religiosa franciscana foi a jovem Clara Offreduccio, mais tarde chamada de Santa Clara de Assis, jovem de família nobre e admiradora de Francisco desde que o conhecera como "Rei da Juventude" pelas ruas e festas de Assis. Passou a admirá-lo mais ainda, quando se tornou um inflamado pregador da alegria e da paz, da pobreza e do amor de Deus, não só através de palavras, mas com o exemplo de sua própria vida.
Terceira Ordem - Ordem Franciscana Secular
Os franciscanos seculares constituem uma verdadeira Ordem na Igreja. Não formam um mero movimento ou associação qualquer. A OFS é uma ordem reconhecida como tal pela Igreja, que lhe apresenta uma forma de vida chamada Regra.
Como tal, ela é acolhida, aceita e abençoada pela Igreja em todas as partes do mundo. Ela faz parte da grande Família Franciscana e contribui para a plenitude de seu carisma.
A Ordem Franciscana Secular é constituída por Fraternidades abertas a todos os cristãos seculares.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mês Missionário...

"Missão e Partilha"
A Campanha Missionária, promovida e coordenada pelas Pontifícias Obras Missionárias, propõe para este ano de 2010 o tema: "Missão e Partilha", e como lema: “Ouvi o Clamor do Meu Povo” (cf. Ex 3,7b).
O tema Missão e Partilha remete à Campanha da Fraternidade deste ano, ao qual todo ano buscamos resgatar, com enfoque e dimensão missionária. O lema recorda o Êxodo do povo de Israel, e os muitos "êxodos" dos povos atuais. Também nos remete ao tema da migração, mobilidade humana, do ser peregrinos, lembrando-nos permanentemente que o horizonte da Missão é o mundo, a humanidade no seu todo.
A água remete ao valor e a dignidade da vida como elemento vital
para o planeta, onde vive e está inserida a humanidade. Aqui, especificamente, remete-nos à realidade amazônica, com sua rica biodiversidade. Lembramos que a última semana do outubro, dedicada à Amazônia, vem inserida no contesto do Mês das Missões.
O barco faz alusão à figura bíblica da Igreja Peregrina que "navega" pelos mares da história da humanidade. Nela se destaca a figura de Jesus Cristo. É Ele quem dá segurança: "Não tenham medo... Avancem para águas mais profundas!" (cf. Mt 4,18). Ao mesmo tempo aponta para o horizonte amplo e universal da Missão, que é o mundo, a humanidade. A Missão não tem fronteiras!
Destaca-se ainda a figura dos índios, etnias vivas e presentes na realidade amazônica, do Brasil e de outros países. Povos que nos acolheram, abrindo-se à Boa-Nova do Evangelho, e que precisam ser respeitados e valorizados, como portadores de valores evangélicos já presentes, quais "sementes do Verbo Encarnado" que estabeleceu morada definitiva junto à humanidade e que, portanto, chegou lá muito antes que o missionário. Contudo, este poderá, sim, ajudar no processo de explicitação da Verdade e Pessoa de Jesus Cristo, como nosso Senhor e Salvador, já atuante e presente na história salvífica da humanidade. Padre Daniel Lagni, diretor Nacional das POM do Brasil.