segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma amizade decisiva...

No último programa nós deixamos Paulo em Jerusalém, onde ele chegou depois de ter fugido da perseguição em Damasco. Vimos que a comunidade cristã da capital não fez nenhuma recepção a ele. Pelo contrário, parece que não se dispôs a recebê-lo, por medo. Muitos pensavam que a conversão não fosse sincera e que ele era um “lobo em pele de cordeiro”, querendo se infiltrar na comunidade. Tanto que até precisou da ajuda de um amigo para ser recebido e escutado pelos apóstolos Pedro e Tiago. Esse amigo foi Barnabé, uma figura tão importante na vida de Paulo, mas tão pouco conhecida por nós. Barnabé não fez parte do grupo que conviveu com Jesus, se bem que depois tenha recebido o título de Apóstolo e assim seja considerado até hoje pela liturgia da Igreja, como também o próprio Paulo.
O livro dos Atos dos Apóstolos, no capítulo 4, 36, ao falar dele pela primeira vez, diz que era um judeu descendente da tribo de Levi, nascido na ilha de Chipre, ao Norte de Mar Mediterrâneo, inclusive, não muito longe de Tarso, mas vivia em Jerusalém, talvez entre os helenistas que eram judeus-cristãos vindos de fora da Palestina.
O importante aqui é sabermos que Barnabé foi uma amizade decisiva, foi a pessoa que Deus colocou ao lado de Paulo para que a comunidade de Jerusalém o aceitasse.
Se de fato, como supomos, eles se conheciam antes, pode-se imaginar que Barnabé sabia da sinceridade de Saulo, de sua busca constante pela santidade e do desejo de agradar a Deus por meio da Lei. Um amigo verdadeiro às vezes nos conhece melhor do que um irmão ou uma irmã.
Por isso Barnabé ficou do lado do amigo, dando apoio e, de certo modo, correndo o risco de ser como um fiador de Paulo diante dos apóstolos.
Irmã Maria Inês Carniato, fsp

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