segunda-feira, 27 de setembro de 2010

De doutor da lei para missionário de Cristo: o caminho de conversão

(São Paulo - Fr. Venzo)
Vimos no último programa a mudança que ocorreu na vida de Saulo de Tarso ao se encontrar com o Senhor Ressuscitado na estrada para Damasco, quando ele ia com intenção de punir os seguidores do Nazareno para que desistissem da loucura de crer que ele havia ressuscitado.
E é justamente o Ressuscitado que se revela em toda a sua luz e convence o doutor da lei de que os cristãos estão certos. Porém não se pode imaginar que a mudança em Saulo se deu de uma forma instantânea, quase mágica. Analisando os fatos que aconteceram depois, nós vemos que ele fez um longo caminho até compreender totalmente sua nova identidade de missionário.
A transformação de Saulo foi imediata no sentido de que ele compreendeu quem era Jesus de Nazaré. Com todo o conhecimento que ele tinha da fé judaica e a inquietação sobre a conduta dos seguidores do Nazareno, ele viu claramente que Jesus era o próprio Senhor, o Deus de Israel, encarnado na condição humana, morto na cruz e ressuscitado. Neste ponto a conversão foi imediata.
Ele deve ter pensado que bastava dizer que Jesus era o Messias que havia ressuscitado, e todos acreditariam, porque ele era um doutor da Lei e ninguém ousaria questionar a palavra dele.
Ele ainda não estava despojado de sua condição de prestígio, talvez nem de seu projeto de vida. Antes, ele queria ser um honrado doutor, um Mestre da fé de Israel, talvez até um cidadão romano patrício, com boas condições econômicas. Agora, ele pode ter pensado que seria um doutor da fé em Jesus, uma grande autoridade, com os mesmos privilégio e direitos que ele antes esperava ter no judaísmo.
Nesse sentido, foi mesmo um longo caminho para a completa conversão.
Saulo de tornou um Mestre na fé cristã. Ainda não estava completamente despojado de seu antigo projeto de vida. Mas não vamos pensar mal dele por isso. É um processo muito humano e totalmente normal.
futuramente veremos como ele começou a se despojar, a entregar, ofertar a Deus tudo aquilo que ele antes imaginava que seria a sua vida.
Ir. Maria Inês Carniato, fsp

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