segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Saulo em Jerusalém – Vocação de amar a Deus

Como vimos na semana passada, a família de Saulo talvez tivesse um sonho, um projeto para ele e os pais estavam investindo tudo para fazê-lo doutor, na esperança de que um dia ele conquistasse o direito de cidadão romano patrício e deixasse de ser plebeu.
E para isso ele foi a Jerusalém, estudar com o rabino Gamaliel. O modelo de universidade, com muitos professores trabalhando juntos em um mesmo local, é dos gregos. Em Jerusalém, no tempo de Jesus e Paulo, o conhecimento era transmitido como no Oriente: cada mestre formava o seu grupo de discípulos. Convivia com eles e dava a instrução que lhe parecesse a melhor e mais completa. Era uma relação muito pessoal e cotidiana.
O autor dos Atos dos Apóstolos (22, 3), coloca nos lábios do próprio Paulo esta explicação, quando ele, já no fim da vida missionária, se encontra no templo em Jerusalém e fala aos judeus. “Eu sou um judeu nascido em Tarso, na Cilícia, mas me criei aqui nesta cidade, aos pés de Gamaliel, no rigor das tradições de nossos pais e cheio de zelo por Deus”.
Isso muda tudo. Na verdade, o jovem Saulo já tinha sido conquistado pelo amor a Deus. Quando conheceu Jesus Cristo, direcionou para ele esse mesmo amor.
Como dissemos em um programa passado, Deus já preparava o missionário, o apostolo, sem que ele soubesse. Deu a ele a vocação de amar, guardar e comunicar a fé, a experiência de Deus: primeiro, do Deus de Israel; depois, de Jesus Cristo morto e ressuscitado.
Na semana que vem, veremos uma coisa que todo mundo tem muita vontade de saber: Saulo e Jesus de Nazaré chegaram a se conhecer em Jerusalém?
Irmã Maria Inês Carniato, fsp

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