quinta-feira, 24 de julho de 2014

Para você rezar conosco


Vem, Espírito Santo,
Acende  em nós a chama do teu amor.
Aumenta, Senhor, a nossa fé.
Revela-nos,  com a tua luz, a tua Verdade.
Liberta-nos, com a  tua força,  
de todas as resistências à graça,
e faze-nos novas criaturas.
Santifica a nossa vida,
Renova, com teu amor,  todo o nosso ser: 
mente, vontade, coração.
Capacita-nos a viver 
e comunicar a Palavra de Deus 
em todo tempo e lugar. Amém.
Ir. Patrícia Silva, fsp

Passos para a Leitura orante
"Nós temos o pensamento de Cristo"
1Cor 2,16

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Os desafios pastorais da família (instrumento de trabalho do Sínodo)


O Evangelho da família; as situações familiares difíceis; a educação para a fé e a vida de todo o núcleo familiar. São estes os três âmbitos nos quais se desenvolve o Instrumentum laboris da assembleia extraordinária do Sínodo dos bispos sobre a família, que se reunirá de 5 a 19 de outubro deste ano para refletir sobre o tema «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização». O conteúdo do documento foi apresentado  na manhã de quinta-feira,  26 de junho, na Sala de Imprensa da Santa Sé.

primeira parte do texto trata o desígnio de Deus, o conhecimento bíblico e magisterial e a sua recepção, a lei natural e a vocação da pessoa em Cristo. O constatação do escasso conhecimento do ensinamento da Igreja exige dos agentes pastorais mais preparação e o compromisso a favorecer a sua compreensão por parte dos fiéis, que vivem em contextos culturais e sociais diversos.

segunda parte, que enfrenta os desafios relacionados com a família, considera de modo particular as situações pastorais difíceis, que dizem respeito às convivências e às uniões e fato, aos separados, aos divorciados, aos divorciados recasados e aos seus eventuais filhos, às mães solteiras, a quantos se encontram em condições de irregularidade canônica e a quantos pedem o matrimônio sem serem crentes ou praticantes. No documento é frisada a urgência de permitir que as pessoas feridas se curem e se reconciliem, voltando a ter confiança e serenidade renovadas. Por conseguinte, é invocada uma pastoral capaz de oferecer a misericórdia que Deus concede a todos sem medidas. Trata-se portanto de «propor, não de impor; acompanhar e não constranger; convidar, não expulsar; inquietar, nunca desiludir».

terceira parte apresenta antes de tudo as temáticas relativas à abertura à vida, como o conhecimento e as dificuldades na recepção do magistério, as sugestões pastorais, a praxe sacramental e a promoção de uma mentalidade acolhedora.

Depois o documento denuncia o escasso conhecimento da Encíclica Humanae vitae. Na maioria das respostas são evidenciadas as dificuldades que se encontram sobre o tema dos afetos, da geração da vida, da reciprocidade entre o homem e a mulher, da paternidade e maternidade responsáveis. No respeitante à responsabilidade educativa dos pais, o documento frisa a dificuldade de transmitir a fé aos filhos e de lhes dar uma educação cristã sobretudo em situações familiares difíceis, cujos reflexos sobre os filhos se alargam também à esfera da fé.

Agora o documento será objeto de estudo e de avaliação por parte das conferências episcopais e confrontado com as diversas realidades locais a fim de evidenciar os pontos focais sobre os quais adiantar propostas pastorais a serem debatidas e aprofundadas durante os trabalhos da assembleia extraordinária e depois, naordinária, que terá lugar de 4 a 25 de outubro de 2015, cujo tema será «Jesus Cristo revela o mistério e a vocação da família».
Texto na íntegra, em:
http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20140626_instrumentum-laboris-familia_po.html

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Nos Passos de Paulo: PARÁBOLAS

Nos Passos de Paulo: PARÁBOLAS: O cesto de junco  Dizem que isto aconteceu em um mosteiro chinês muito tempo atrás. Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou: ...

sexta-feira, 20 de junho de 2014


Belíssimo vídeo da entrevista que o Papa Francisco cedeu ao 
jornalista Henrique Cymerman.
A entrevista foi realizada após a visita do papa à Terra Santa 
e o encontro que manteve no Vaticano com o 
presidente de Israel Shimon Peres e o líder palestino Mahmud Abas. 
Obs: Para ouvir o áudio desse vídeo, 
é necessário dar um stop ou pausa no play da rádio na coluna ao lado logo mais a baixo.



quarta-feira, 18 de junho de 2014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Um testemunho 
Dia 14 de junho, sábado, celebramos a bem-aventurada Nhá Chica

Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, é a primeira bem-aventurada negra do Brasil.

Leiga, ela não pertencia a nenhuma ordem religiosa. Analfabeta, não lia a bíblia, mas aplicava no dia a dia o amor ao próximo e a caridade, o que a fez ser conhecida como "Mãe dos Pobres". Nhá Chica nasceu em São João Del Rei (MG) mas viveu a maior parte da sua vida em Baependi (MG), onde morreu no dia 14 de junho de 1895. Desde então, os relatos de cura por intercessão de Nhá Chica são vários.

O processo de beatificação começou em 1993, mas foi em 1995 que o processo ganhou um capítulo decisivo. Em julho daquele ano, a professora Ana Lúcia Leite descobriu que tinha um problema congênito no coração. Na véspera de fazer uma cirurgia, ela sentiu uma forte febre e exames posteriores revelaram que o problema havia desaparecido. Ana Lúcia havia rezado a Nhá Chica e considera que foi curada por intermédio dela.

Em 1998, o provável milagre foi enviado ao Vaticano. Em janeiro de 2011, o Papa Bento XVI aprovou as virtudes heróicas da religiosa e designou o título de Venerável a Nhá Chica. Em outubro do mesmo ano, a comissão médica da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano aprovou o milagre atribuído a Nhá Chica, concordando que a cura não tem explicação científica. A comissão de cardeais do Vaticano atestou o milagre em junho de 2012 e no mesmo mês, o Papa Bento XVI assinou o decreto de beatificação de Nhá Chica.

Disse o Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo

A celebração dessa festa enriquece e perpetua o tesouro de nossa fé católica, convidando cada um a inspirar-se neste exercício de fé. É o mesmo percurso seguido pelos que ganharam a condição de patriarcas, profetas, mártires, santos, amigos de Deus, cidadãos e cidadãs com as marcas da eternidade, comprometidos com a vida e com a justiça. Esse exercício é o que, pela fé, possibilita uma importante certeza: as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê. 

Nhá Chica ofereceu seus sacrifícios sem lamúrias e os converteu em oferendas agradáveis que se transformam em frutos de bem. Sua simplicidade é transformada em sabedoria porque, como registra o referido capítulo da Carta aos Hebreus, permite a compreensão de que sem a fé é impossível agradar a Deus. Quem Dele se aproxima deve crer que Ele existe e recompensa os que o procuram. 

Na estatura simples de Nhá Chica, sua experiência de fé tracejou como em Noé “o levar a sério” a promessa divina, a obediência amorosa que impulsionou Abraão fazendo-o partir confiante para uma terra que deveria receber como herança. Nela, pobre sem letras e sem poder, como em Sara, a estéril, é manifestada a força do amor de Deus por uma admirável capacidade de fazer o bem em vida e depois da morte.

Pela fé, Jacó se prostrou em adoração e Nhá Chica viveu adorando, especialmente às sextas-feiras, tocada pelos sofrimentos redentores de seu Senhor. 

Pela fé, José relembrou, já no fim da vida, do êxodo dos filhos de Israel e Nhá Chica continua lembrando-se de todos nós. 

Também pelo caminho da fé, Moisés preferiu ser maltratado com o povo de Deus e Nhá Chica escolheu ser conselheira e protetora daqueles que são desafiados pelos sofrimentos. Sua beatificação ensina a todos nós que a fé é o tesouro maior.

Confiemos, como Nha Chica no Senhor que é o nosso Pastor – Salmo 23.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Revelado o verdadeiro rosto de Santo Antônio

O rosto do santo católico mais adorado do mundo acaba de ser reconstituído recorrendo às mais modernas técnicas forenses. A reconstituição foi feita com base nos restos mortais de Santo António e foi revelada publicamente esta terça-feira, em Pádua, Itália. Continuar lendo
MENSAGEM VÍDEO DO PAPA FRANCISCO
POR OCASIÃO DA ABERTURA
DA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL 2014 NO BRASIL
 
Queridos amigos,
É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Quero enviar uma saudação calorosa aos organizadores e participantes; a cada atleta e torcedor, bem como a todos os espectadores que, no estádio ou pela televisão, rádio e internet, acompanham este evento que supera as fronteiras de língua, cultura e nação. Continuar lendo

sexta-feira, 6 de junho de 2014

DONS DO ESPÍRITO SANTO 
Os dons em particular 

 A Tradição cristã costuma enunciar sete dons do Espírito, baseando-se no texto de 
Is 11,1-3 traduzido para o grego na versão dos LXX: 

” Brotará uma vara do tronco de Jessé 

E um rebento germinará das suas raízes. 

E repousará sobre ele o espírito do Senhor: 

Espírito de sabedoria e entendimento, 

Conselho e fortaleza, 

Ciência e temor de Deus, 

Piedade…” 

1. Fortaleza 
Por essa virtude, Deus nos propicia a coragem necessária para 
enfrentarmos as tentações, A fraqueza diante das circunstâncias da vida e também 
firmeza de caráter nas perseguições e tribulações causadas por nosso testemunho 
cristão. A fidelidade à vocação cristã depara-se com obstáculos numerosos, alguns 
provenientes de fora do cristão; outros, ao contrário, do seu íntimo ou das suas paixões. 
Por isto diz o Senhor que “o Reino dos céus sofre violência dos que querem entrar, e 
violentos se apoderam dele” (Mt 11, 12).Foi, com muita coragem, com muito heroísmo, 
que os santos desprezaram as promessas, e ameaças do mundo. Destes, muitos 
testemunharam a fé com o sacrifício da própria vida. O Espírito Santo lhes imprimiu o 
dom da Fortaleza e só isto explica a serenidade com que encontraram a morte! 

2. Sabedoria 
O sentido da sabedoria humana reside no reconhecimento da sabedoria 
eterna de Deus, Criador de todas as coisas que distribui seus dons conforme seus 
desígnios. Para alcançarmos a vida eterna devemos nos aliar a uma vida santa, de 
perfeito acordo com os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. 

3. Ciência 
Todo o saber vem de Deus. Se temos talentos, deles não nos devemos 
orgulhar, porque de Deus é que os recebemos. Se o mundo nos admira, aplaude nossos 
trabalhos, a Deus é que pertence esta glória, a Deus, que é o doador de todos os bens.Pelo dom da ciência o cristão penetra na realidade deste mundo sob a luz de Deus, 
vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como aceno ao Supremo Bem. 

4. Conselho 
Permite à pessoa o reto discernimento e santas atitudes em determinadas 
circunstâncias. Nos ajuda a sermos bons conselheiros, guiando o irmão pelo caminho do 
bem. É sob a influência deste dom que a mãe ensina o filhinho a rezar, a praticar os 
primeiros atos das virtudes cristãs, da caridade, da obediência, da penitência, do amor 
ao próximo. Por este dom, o Espírito Santo, em seu divino estilo, inspira a reta maneira 
de agir no momento oportuno e exatamente nos termos devidos. 

5. Entendimento ou inteligência 
A palavra “inteligência” é, segundo alguns, derivada 
de intellegere = intuslegere, ler dentro, penetrar a fundo. O dom do entendimento faz 
entender, penetrar, ler no íntimo das verdades reveladas por Deus, é ter a intuição do seu significado profundo. Pelo dom do entendimento, o cristão contempla com mais lucidez o mistério da SS. Trindade, o amor do Redentor para com os homens, o significado da S. Eucaristia na vida cristã. 

6. Piedade 
É uma graça de Deus na alma que proporciona salutares frutos de oração e 
práticas de piedade ensinadas pela Santa Igreja. Um dom do Espírito que orienta 
divinamente todas as relações que temos com Deus e com o próximo, tornando-as mais 
profundas e perfeitas. São Paulo implicitamente alude a este dom quando escreve: 
“Recebestes o espírito de adoção filial, pelo qual bradamos: “Abá, ó Pai” (Rm 8, 15). O 
Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos, reconhecer 
Deus como Pai. 

7. Temor de Deus 
Para entender o significado desde dom, distingamos diversos tipos 
de temor: a) o temor covarde ou da covardia; b) o temor servil ou do castigo; c) o temor 
filial. Este consiste na repugnância que o cristão experimenta diante da perspectiva de 
poder-se afastar de Deus; brota das próprias entranhas do amor. Não se concebe o amor 
sem este tipo de temor.Teme a Deus quem procura praticar os seus mandamentos com 
sinceridade de coração. Como nos diz as Escritura, devemos buscar em primeiro lugar o 
reino de Deus, e o resto nos será dado por acréscimo. 

Algumas dicas para a nossa liturgia
A cor de Pentecostes é o vermelho 
O espaço deve ser expressão da Páscoa do Senhor, destacando o círio Pascal, a mesa da Palavra, a mesa da eucaristia e a pia batismal. 

Antes do início de celebração pode-se cantar um canto do Espírito Santo e 7 pessoas 
com velas acesas entram, representando os 7 dons. Preparar com antecedência um lugar para por as velas. 

No ato penitencial pode ser feita a aspersão lembrando nosso batismo, utilizando um 
canto próprio para o momento. 

Nesta solenidade a liturgia traz a sequência. A sequência é um hino que surgiu por volta 
do século IX. De forma lírica e expressiva, fala sobre determinado tema da devoção 
cristã. Este hino é cantado antes da aclamação ao Evangelho. Deve ser valorizado. 

Na profissão de fé, pode-se renovar as promessas do batismo. Nas preces, lembrar todos os jovens que recebem o sacramento do crisma nesse dia. 

No final da celebração, após a oração pós-comunhão, pode ser realizado o rito de apagar o Círio Pascal. É importante que antes de iniciar o rito, o presidente da celebração ou o animador, oriente os celebrantes explicando porque o Círio Pascal é retirado da 
assembleia. 

A comunidade poderá ser motivada assim: na noite da Vigília Pascal, aclamamos 
Cristo nossa Luz e acendemos o Círio Pascal. A luz do Círio nos acompanhou nestes 
cinqüenta dias do Tempo Pascal. No dia de Pentecostes, ao concluir o Tempo da 
Páscoa, o Círio será apagado. Este sinal nos é tirado para que, educados na escola pascal do mestre Ressuscitado, nos tornemos a “luz de Cristo” que se irradia, como uma 
coluna luminosa que passa no mundo, para iluminar os irmãos e irmãs e guiá-los no 
êxodo definitivo rumo ao céu. 
FESTA DA RAINHA DOS APÓSTOLOS 
Na véspera de Pentecostes, a Família Paulina celebra Maria Rainha dos Apóstolos. 
O Fundador, Bem-aventurado Tiago Alberione diz: 
 «A primeira devoção que encontramos na Igreja é a 
Maria, Rainha dos Apóstolos, tal como se manifesta no Cenáculo. 
Com o passar dos séculos, depressa foi-se obscurecendo e debilitando essa devoção. 
A vocês, paulinos, paulinas, cabe o doce encargo de 
reunir os fiéis em torno de Maria, Rainha dos Apóstolos. 
Cabe-lhes despertar essa devoção, 
exercendo essa honrosa missão na Igreja. 
Isso significa despertar apóstolos, incrementar as vocações. 
Voltemos às fontes! Aí encontramos Maria, Rainha dos Apóstolos! 
Se no princípio da Igreja foi assim, 
nada mais seguro do que voltar às fontes. 
A água é mais pura, quando recolhida na fonte". (HM, vol 8, p. 80). 

Em São Paulo, na Vila Mariana, 
 a celebração eucarística será na Paróquia Santo Inácio, será presidida por: Pe. Mário 
Pizetta. Dia 07 de junho, sábado, às 8h 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ascensão de Jesus 
Cidade do Vaticano (RV) - Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio.

Certamente esse modo novo do Senhor se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade á missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.
O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espírito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.
O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficarem de braços cruzados, mas agirem, isto é, continuarem a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!

O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”
Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citando a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”
A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.
Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor.
Pe. César Augusto dos Santos SJ
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O XLVIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
«Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro»
[Domingo, 1 de Junho de 2014]


Queridos irmãos e irmãs,
Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.